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Rio de Janeiro: paixão brasileira

Eu sou mineiro, porém via a necessidade de prestar uma homenagem à paixão brasileira chamada Rio de Janeiro.

Assim como eu, o Brasil ama o Rio e prova disso é quando a “Cidade Maravilhosa” ganhou para sediar as Olimpíadas de 2016, todos os brasileiros comemoram juntos por essa grande vitória.

O Brasil ama o Rio e prova disso é que muitos brasileiros estão torcendo para que todo esse massacre por parte dos traficantes aos cariocas acabe e que reine a paz nessa linda cidade que é vista com bons olhos por todo mundo, principalmente as belas cariocas e seus pontos turísticos com o Cristo Redentor.

Cristo Redentor que há anos protege os cariocas sendo estes pais de família, honestos ou mesmo mães que oram para que seus filhos quando saem de casa, retornam a mesma com a vitalidade que se encontrava na hora de sua saída.

Os brasileiros sendo estes mineiros, gaúchos ou mesmo paranaenses, amam o Rio de braços abertos e prova disso é que tanto o Governo de Minas quanto o Governo Estadual do Rio Grande do Sul se propuseram à colocar suas PM’s a disposição para que juntos ajudem o Rio à livrar de vez dessa maldição chamada drogas.

Todos os brasileiros assistem aos terrores na televisão e se sentem como coração carioca e prova disso são milhares de pessoas mesmo que não sendo cariocas, oram juntos pela paz tanto em seus Estados quanto no Rio.

O Rio de Janeiro representa uma grande importância econômica e até mesmo política para a União, pois é o 2º maior Estado econônico no Brasil e o 3º maior colégio eleitoral.

Realmente vejo os cariocas como inteligentes e realmente são muito conscientes e reconhecem aqueles que fazem por seu Estado e prova disso é que estes reelegeram o atual Governador Sérgio Cabral que durante essa semana sangrenta apoiou a Polícia, teve pulso firme e além de que ele é o 3º Governador com maior aprovação, atrás apenas do Paulo Hartung que é o atual Governador capixaba e Aécio Neves, eleito senador nessa eleição e fez eleito seu sucessor ao Governo mineiro, pois a sua aprovação alcança 70% e sempre bem votado nas urnas.

O Brasil ama o Rio de Janeiro e prova disso que sempre todos os brasileiros citam o Cristo Redentor e o Pão de Açúcar como os mais belos pontos turísticos nacionais e se uniram para eleger o primeiro ponto turístico aqui citado como entre as 7 Maravilhas do Mundo.

Assim como eu, todos os brasileiros torcem para o Rio de Janeiro, pois o amamos e tanto queremos bem.

Paz no Rio e cada vez mais reconhecimento aos cariocas que ajudam o Brasil a ser cada vez mais respeitado no Mundo.

Estamos juntos, Rio de Janeiro.

Por Bruno Arantes

Guerra no Rio: Assassinos do jornalista Tim Lopes, são presos

Dois chefes do tráfico e assassinos do jornalista Tim Lopes da Rede Globo: Zeu e Primo, foragidos no Complexo do Alemão, acabam de ser presos.

Guerra no Rio: Última Imagem

Policiais localizaram mansão de um chefão do tráfico, que tem piscina e banheira de hidromassagem.

Guerra no Rio

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Guerra no Rio: Dia histórico no Rio de Janeiro foi comentado por famosos no Twitter

O domingo (28) é um dia histórico para o Brasil. Forças da Segurança Nacional tomaram o poder no complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, na tentativa de instaurar a paz na Cidade Maravilhosa.

As bandeiras do Brasil e do Rio de Janeiro foram hasteadas no alto do teleférico do morro, que é o ponto mais alto do Conjunto de Favelas do Alemão, o que significa que as Forças Armadas conseguiram a tomada do território.

O Twitter é uma das ferramentas mais utilizadas para as personalidades se manifestarem e, como não poderia deixar de ser, neste domingo importante, eles também deixaram as suas marcas. William Bonner foi um dos que manifestou sua opinião:

“Globo Rio registrando ininterruptamente um dia histórico em que o Estado recuperou o controle de uma parte da cidade que estava subjugada. Alguém é contrário à devolução de uma comunidade aos moradores trabalhadores? E ao encarceramento de assassinos? Demorou. Mas aconteceu. Que seja uma retomada definitiva para o bem da cidade e dos cidadãos. Os que passaram décadas embarreirando ações da legalidade poderiam guardar um silêncio respeitoso nesse momento em que se venceu a inércia. Não se critica o primeiro passo do bom caminho apenas porque outros sejam necessários. Aplaude-se – e incentiva-se que vá em frente. Bandeira hasteada. Símbolo de um dia histórico. Que seja definitivo.#forçaRio!”, escreveu ele.

Quem também usou a rede social foi a autora Glória Perez, que deixou o seu desejo de melhoria do país com o símbolo das bandeiras no território:

“Que beleza ver as bandeiras do Rio e do Brasil sendo hasteadas! Que seja o marco da inclusão verdadeira da comunidade nos direitos de cidadania! Que as bandeiras signifiquem urbanização, educação, saúde, segurança, inclusão social!”, relatou.

A cantora Maria Rita usou o seu Twitter para dizer que essa tomada das Forças Armadas é um grande avanço para a sociedade:

“Pela primeira vez, em muito tempo, percebo o otimismo voltando dentro de mim. […] A comunidade [começa a] se sentir mais segura e com sua liberdade garantida, é um grande passo. Não esqueçamos que, indiretamente, com as ações, a AUTO-ESTIMA da comunidade aumenta: ela não é mais esquecida, largada.”, escreveu a cantora paulista, que se mudou para o Rio de Janeiro ao longo de sua carreira.

Jose Junior, do Afro Reggae, importante por seu trabalho social nas comunidades cariocas, comentou sobre suas ações no Complexo Alemão:

“Iniciamos nossas ações no complexo do alemão em 2001, numa parceria num show com @celsoathayde mais o viva rio, na campanha MÃE DESARME SEU FILHO. Depois, organizamos vários shows com Cidade Negra, Gabriel o Pensador, Furacão 2000, Caetano Veloso, Gilberto Gil, @huckluciano, O Rappa, Zezé di Camargo e Luciano, Belo,  Marisa Monte, @geerocha,@ferrerodi, titãs, Imperatriz Leopoldinense, Gaiola, Hawaianos, etc. Depois iniciamos um trabalho no Sesc de Ramos em 2003-2004 e em 2007 implantamos um núcleo dentro da Grota. Ajudamos bastante o governo do Rio nas obras do Pac. Maior investimento numa mesma favela da América Latina”, escreveu.

Perguntado por um seguidor se ele acreditava se os “presídios poderiam ser empresas-escolas, ensinando profissões e criando renda para presos?”, o líder do Afro Raggae respondeu com um “sim”.

Zélia Duncan foi outra personalidade que se manifestou por meio do seu microblog e disse que chegou a hora de dar um basta na corrupção:

“Muito trabalho paa ser feito terminado, mas o sentimento de estarmos juntos é fundamental. Não existe mágica, mas atitudes! Um beijo no Rio, nos meus amigos, na minha família, em quem possa ter bons olhos e esperança! A vaidade corrupta sempre esteve no comando. Estamos vivendo uma revolução, que ela possa ser consistente e chegar à educação e à saúde! A bandeira do Brasil agora tremula absoluta. É hora de união, a bandeira do Brasil representa a todos. UFA! A bandeira do Rio de Janeiro está chegando! rsrsrs Demorô!”, escreveu.

Guerra no Rio: Arcebispo recebe mensagem de solidariedade do Papa

O Arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta, recebeu neste domingo (28) um fax do embaixador do Vaticano no Brasil, o Núncio Apostólico Dom Lourenzo Baldisseri, em nome do Papa Bento XVI. A mensagem era de solidariedade à Igreja no Rio de Janeiro, cidade que vem sofrendo com ataques de traficantes desde domingo (21) e os confrontos com policiais. O fax continha também palavras do Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Tarcísio Bertone.

A informação é da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro.

Leia a íntegra da nota abaixo:

” Excelência Reverendíssima

Cumpro o dever de transmitir a Vossa Excelência, o telegrama de Sua Eminência o Cardeal Tarcísio Bertone, Secretário de Estado:

“Exmo Revmo Dom Orani João Tempesta, Arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro,

O Santo Padre segue com profunda mágoa os graves enfrentamentos e as violências destes dias no Rio de Janeiro, particularmente na comunidade “Vila Cruzeiro”. O Sumo Pontífice assegura a sua oração pelos mortos, como também pelas suas famílias, e pede aos responsáveis que ponham fim às desordens, enquanto os encoraja restabelecerem o respeito da Lei e do Bem Comum.

Cardeal Tarcísio Bertone
Secretário de Estado de Sua Santidade”

Uno às palavras do Emmo Cardeal minha fervente oração a Deus Todo-poderoso e rico em misericórdia, nesta circunstância tão dolorosa na sua Arquidiocese. Aproveito do ensejo para expressar meus sentimentos de alta estima,

Dom Lorenzo Baldisseri

Núncio Apostólico”

Guerra no Rio: As palavras do governador Sérgio Cabral

“Vamos continuar trabalhando articulados com as Forças Armadas, a Polícia Federal, sob o comando de Beltrame, para que possamos levar mais paz à região”, concluiu o governador

“Esse é um trabalho longo. Nós estivemos nos últimos anos fazendo grandes investimentos no Complexo do Alemão, em parceria com o governo federal”, afirmou Cabral, acrescentando que o trabalho não estaria completo sem investimentos na área de segurança pública

Sérgio Cabral: “Quero fazer um agradecimento muito emocionado à população do Rio que vive essa angústia de território ocupado por poder paralelo. Estamos virando uma página na história do Rio de Janeiro”

“O (secretário de Segurança, José Mariano) Beltrame nunca escondeu da população que temos um trabalho para recuperar 30 anos de abandono, de mazelas de populismo, de confusão entre lei e ordem e direitos humanos”, afirmou Cabral

O governador Sérgio Cabral concede entrevista à TV Globo neste momento e comenta a operação no Complexo do Alemão

Guerra no Rio: Imprensa internacional destaca ocupação do Complexo do Alemão

A invasão das forças de segurança às favelas do Complexo do Alemão na manhã deste domingo do Complexo do Alemão ganhou grande repercussão na imprensa internacional. Logo na capa do portal, o jornal The New York Times estampou uma chamada para a ocupação nas favelas cariocas. A reportagem, que traz o título “Multidão de policiais do Rio no abrigo da quadrilha”,afirma que a invasão de cerca de 2,6 mil homens é “um esforço para aumentar a segurança à frente dos Jogos Olímpicos de 2016”. A reportagem cita declaração do comandante da PM, coronel Mário Sérgio Duarte, de que a polícia procuraria traficantes em todas as casas e do Alemão.

Em outro artigo intitulado “Polícia do Rio começa a invadir esconderijo de quadrilha”, o jornal americano traz a declaração de Duarte que anuncia a “vitória” da operação e que a resistência dos bandidos havia sido menor do que o esperado.

Ainda nos Estados Unidos, a rede CNN diz em seu site diz que “as autoridades fazem uma varredura completa do complexo de favelas do Alemão”. Na capa do informativo sobre a América Latina, a publicação mostra a movimentação de um blindado e de policiais no Alemão.

O jornal argentino Clarin também registrou a invasão das tropas militares ao Complexo do Alemão. A publicação argentina traz que “após o ultimato dado aos traficantes de drogas a se render, a polícia lançou uma operação sem precedentes nas favelas cariocas”.

Inglaterra
O site do serviço de notícias britânico BBC, foi outro que noticiou a ocupação, destacando o esforço das autoridades brasileiras para que a operação deixe a cidade mais segura, visando a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Um artigo na capa do portal traz que “limpar a área dos traficantes fortemente armados é uma tarefa complexa em uma área de alta densidade populacional (…) As autoridades podem estar vencendo essa batalha contra os traficantes, mas eles ainda têm que ganhar a guerra”.

França
O francês Libération também traz grande matéria sobre a ocupação nas favelas. A reportagem destaca a grandiosidade da operação, que reuniu mais de 2,6 mil homens – da elite da polícia a fuzileiros navais – no Complexo do Alemão, onde vivem cerca de 400 mil pessoas. A matéria citou o coronel Mario Sergio Duarte, que afirmou: “Agora, é um trabalho de paciência. Vamos fazer buscas de casa em casa. Não haverá um só local que não será verificado”.

No Le Monde, a matéria “No Rio, ataque contra traficantes continua” ressalta o ineditismo da operação no País. Com muitas fotos, o artigo traz que “a polícia anunciou ter tomado o controle de um suposto bastião de traficantes de drogas em um complexo de favelas na zona norte do Rio de Janeiro. Mas a operação, em uma escala nunca vista no Rio, continua enquanto a polícia realiza uma busca nas casas da comunidade”.

Violência
Os ataques tiveram início na tarde de domingo, dia 21, quando seis homens armados com fuzis abordaram três veículos por volta das 13h na Linha Vermelha, na altura da rodovia Washington Luis. Eles assaltaram os donos dos veículos e incendiaram dois destes carros, abandonando o terceiro. Enquanto fugia, o grupo atacou um carro oficial do Comando da Aeronáutica (Comaer).

Cartas divulgadas pela imprensa na segunda-feira levantaram a hipótese de que o ataque teria sido orquestrado por líderes de facções criminosas que estão no presídio federal de Catanduvas, no Paraná. O governo do Rio afirmou que há informações dos serviços de inteligência que levam a crer no plano de ataque, mas que não há nada confirmado.

Na terça, todo efetivo policial do Rio foi colocado nas ruas para combater os ataques e foi pedido o apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para fiscalizar as estradas. Ao longo da semana, Marinha, Exército e Polícia Federal passaram a integrar as forças de segurança para combater a onda de violência.

Desde o início dos ataques, o governo do Estado transferiu 18 presidiários acusados de liderar a onda de ataques para o Presídio Federal de Catanduvas, no Paraná. Os traficantes Marcinho VP, Elias Maluco e mais onze presidiários que estavam na penitenciária de Catanduvas foram transferidos para o Presídio Federal de Porto Velho, em Rondônia.

Na quinta-feira, 200 policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) entraram na vila Cruzeiro, no Complexo da Penha. Muitos traficantes fugiram para o Complexo do Alemão. O sábado foi marcado pelo cerco ao Complexo do Alemão. À tarde, venceu o prazo dado pela Polícia Militar para os traficantes se entregarem. Dentre os poucos que se apresentaram, está Diego Raimundo da Silva dos Santos, conhecido como Mister M, que foi convencido pela mãe e por pastores a se entregar. Na manhã de domingo, as forças efetuaram a ocupação do complexo.

Desde o início dos ataques, pelo menos 38 pessoas morreram em confrontos no Rio de Janeiro e 181 veículos foram incendiados.

Guerra no Rio: Minuto a Minuto

13h46: “Infelizmente, como eu sempre disse, as UPPs eram positivas, mas não o suficiente para dar vitória contra o crime”, disse Serra no Twitter. “Bom domingo a todos, especialmente aos cariocas, com toda a minha solidariedade”, despediu-se o tucano

13h45: O candidato derrotado do PSDB à presidência da República, José Serra, comentou, em sua conta do Twitter, os acontecimentos no Rio de Janeiro e afirmou que as UPPs não são suficientes para acabar com o crime

13h43: Forças policiais apreenderam armas de guerra de longo alcance no Complexo do Alemão.

Até o momento, os policiais apreenderam 20 fuzis e seis toneladas de drogas

13h40: Segundo a rádio CBN, dois homens foram presos no Complexo do Alemão com uma sacola supostamente cheia de maconha. Os homens tinham aparência abatida e aparentavam estar há muitos dias com a mesma roupa

13h38: A Polícia Militar prendeu Leandro Cipriano Galdino, 20 anos, acusado de ser o gerente do tráfico no morro do Adeus, no Complexo do Alemão. Com ele, foi apreendida uma pistola 9 mm. Não houve resistência, de acordo com a PM

Guerra no Rio: Minuto a Minuto

13h32: A unidade estava fechada desde as 19h de ontem por questões de segurança. Com a reabertura, o local volta a ser a UPA mais próxima para assistência da população do Alemão. No prédio há um helicóptero para transferências de pacientes, caso seja necessário

13h30: A Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil do Rio reabriu, às 13h, a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do Complexo do Alemão, localizada na Estrada do Itararé

13h25: Polícia inicia o hasteamento de bandeiras do Brasil e do Estado do Rio de Janeiro no topo do teleférico do Complexo do Alemão. O ato simboliza a tomada de poder no conjunto de favelas

13h20: Vassourão estava na casa de sua mãe, localizada no fim da rua Caitá, um dos acessos ao Morro da Fazendinha. A PM chegou até o bandido após denúncia de moradores. Toda a negociação para que Vassourão fosse preso foi feita pela mãe do traficante

13h19: Policiais do Bope prenderam, no início da tarde, um traficante conhecido como Vassourão, considerado um dos homens de confiança de Pezão, chefe do tráfico no Complexo do Alemão

13h15: O Disque-Denúncia da polícia recebeu pelo menos 110 ligações neste domingo com informações sobre os traficantes do Complexo do Alemão, segundo a Globonews

13h08: O relações públicas do Bope, capitão Blaz, afirmou que alguns traficantes se esconderam em casas de famílias no Complexo do Alemão e mantêm os moradores reféns

13h04: Segundo a rádio CBN, um adolescente de 16 anos deu entrada no Hospital Getúlio Vargas, na zona norte do Rio, ferido por estilhaços de bala. Morador da Olaria, bairro próximo ao Complexo do Alemão, o menor estava em uma laje da favela da Grota e acabou sendo atingido. A polícia não sabe se ele tem envolvimento com o tráfico

Guerra no Rio: Inicia o tiroteio no Complexo do Alemão

Um intenso tiroteio voltou a tomar conta do Complexo do Alemão na noite deste sábado. Além dos tiros, é possível ver balas traçantes, além do barulho de explosões de granadas. Os disparos são feitos do alto do morro e a polícia já fechou a entrada da rua Joaquim Queiroz e está preparada para invadir a favela.

Guerra no Rio: 30 suspeitos foram detidos no Complexo do Alemão

A polícia deteve, apenas neste sábado, mais de 30 suspeitos em operações no Complexo do Alemão, grande conjunto de favelas na zona norte do Rio de Janeiro. A informação foi divulgada pelo coronel Waldir Soares Filho, do batalhão de choque da PM. As forças policiais e militares mantêm, desde a tarde de sexta (26), o cerco montado ao Complexo do Alemão, que envolve cerca de 800 homens da Brigada de Infantaria Paraquedista do Exército posicionados nos 44 acessos do complexo. Segundo as autoridades, o cerco não tem hora nem dia para acabar.

A polícia do Rio de Janeiro deu um ultimato neste sábado aos criminosos que se refugiam no local, após uma onda de violência que deixou ao menos 46 mortos na cidade nos últimos dias.

“Nós estamos a postos para invadir o Complexo do Alemão a qualquer momento. É melhor eles se renderem agora e levantarem as armas enquanto é tempo, porque quando a gente invadir vai ser mais difícil. Estamos do lado de fora por pouco tempo,” avisou o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Mário Sérgio Duarte, em entrevista coletiva.

“Não existe a menor chance de os traficantes terem êxito nessa guerra do Alemão. Os bandidos têm a chance de se entregar agora. Estamos chegando nos momentos finais para entrar no Alemão… Eles devem se entregar agora e ter o tratamento que a lei lhes garante,” acrescentou o coronel, que também fez um pedido aos moradores da comunidade para não saírem às ruas em caso da invasão das forças de segurança.

A Polícia Militar informou que foi preparado um local determinado dentro da favela para que os homens se entreguem, com as armas sobre a cabeça, de forma a impedir a invasão dos policiais.

Após o ultimato, o criminoso conhecido como Mister M se entregou à polícia na tarde deste sábado de forma espontânea, segundo a assessoria  de imprensa da Polícia Civil. Mister M é considerado segurança de Pezão, líder do tráfico na favela e um dos responsáveis pelo assassinato de um antigo líder comunitário. Segundo a Polícia Civil, Mister M foi encaminhado para a 6ª DP, em Cidade Nova.

Uma casa e um bar pegaram fogo em uma via de acesso ao Complexo do Alemão na tarde deste sábado (27). Também foram ouvidos troca de tiros na região.

Antônio Bandera foi socorrido por bombeiros e levado a um hospital enquanto veículos do Corpo de Bombeiros foram enviados para o local para controlar o fogo.

O local onde ocorre o incêndio fica a cerca de 200 metros do ponto indicado para os criminosos se entregarem à polícia.

Idosos, mães com criança de solo, adolescentes e homens adultos e outras pessoas que entram e saem do Complexo do Alemão por seu acesso principal estão sendo verificadas e revistadas por homens do Exército e Polícia Militar.

Valdeir Pereira, 18, estava na favela visitando o seu avô. E ligou para a sua mâe, Sonia Cristina Pereira, 43, pedindo que lhe trouxesse seus documentos. Os dois moram em Irajá. “É mais fácil fazer a verificação perto de casa”, reclamou Sonia Cristina, que queria ir para a delegacia com o filho mas não pode.

Marcilene Santana, 30, estava irritada com a ação dos policiais. “Falaram que ele trabalhava para o [traficante] FB, mas ele naõ está roubando nada”, diz a mulher sobre o seu filho Alex, de 19 anos, também detido pelos policiais.

Mayara se mostrou incomodada com a operação policial. “Não estou gostando nada disso. Cada um com seus problemas. Tem que deixar os bandidos tranquilos. Se não vai pacificar, vai vir UPP e a favela vai ficar toda morta”, afirmou a jovem, que não quis revelar seu sobrenome.

Guerra no Rio: Preparativos para a invasão no Complexo do Alemão

A Polícia Miltar monta uma base para passar a noite no acesso ao Complexo do Alemão. Para isso, eles interditaram uma das pistas da estrada do Itararé. Cerca de 130 PMs estão no local. No momento, não há registro de tiroteios.

As informações são da rádio CBN.

Guerra do Rio: O Governador reafirma seu compromisso com a população carioca

Em nota divulgada à imprensa na noite deste sábado, o governador do Rio, Sergio Cabral, reforçou seu compromisso de pacificar todas as comunidades onde houver o domínio do poder paralelo.

Segundo o governador, o conjunto de ações no combate à criminalidade está recebendo o apoio da sociedade civil, o que estimula e reforça o fato de que o governo do Estado está no caminho certo.

Guerra no Rio: Disque Denúncia continua recebendo muitas ligações

Em meio ao clima de tensão no Rio neste sábado, o Disque-Denúncia recebeu pelo menos 582 ligações somente hoje, conforme a Globonews. Cerca de 100 mil panfletos com o telefone do serviço foram impressos para serem distribuídos pelo Bope no Complexo do Alemão e na região da Penha.

O telefone é (21) 2253 1177.

Guerra no Rio: O raio-x do Complexo do Alemão

O Complexo do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro, amanheceu nesta sexta-feira (26) vigiado por policiais militares, civis e federais. As forças de segurança permanecem de prontidão nas principais entradas do complexo após cerca de 200 traficantes da vizinha favela Vila Cruzeiro, ocupada na quinta-feira pela polícia, fugirem para o local.

Um dos maiores conjuntos de favelas do Rio, o Complexo do Alemão possui uma população de 65 mil habitantes –segundo o Censo 2000–, distribuídos por cerca de 18 mil domicílios que estão em mais de dez favelas. O complexo possui o pior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de todo o município (0,711), inferior ao registrado na região metropolitana do Rio (0,816) e no Estado (0,807).

Elevado ao status de bairro em 1993, o Complexo do Alemão sempre foi um dos quartéis-generais do Comando Vermelho, maior facção criminosa do Rio, e tem um histórico de violência. O local foi cenário de disputas entre grupos de traficantes rivais e palco de um massacre em junho de 2007.

A área começou a ser ocupada na década de 40, depois que um imigrante polonês, conhecido como Alemão, vendeu suas terras a famílias pobres. Na década de 60, a área recebeu grande fluxo de imigrantes nordestinos. Vinte anos depois, na primeira metade dos anos 80, durante o governo de Leonel Brizola, o Alemão sofreu uma grande explosão demográfica. Na mesma década, o crime ganhou força nas comunidades.

Em 1994, Orlando Jogador, maior traficante do Complexo do Alemão e uma das principais lideranças do Comando Vermelho, foi morto por um afilhado, o traficante Ernaldo Pinto de Medeiros (o Uê). Com isso, o Comando Vermelho perdeu o controle do complexo para o Terceiro Comando, liderado pelo dissidente Uê.

A partir daí iniciou-se uma guerra violenta pelo controle do tráfico no local. Alguns meses depois da morte de Orlando Jogador, o Comando Vermelho conseguiu recuperar a maior parte do complexo, exceto o Morro do Adeus, que continuou com o Terceiro Comando, mas depois foi tomado pela facção Amigo dos Amigos (ADA). Em 2004, o Comando Vermelho conseguiu retomar o Morro do Adeus, após dez anos de confrontos entre as facções que resultaram em várias mortes.

Em maio de 2007, às vésperas da realização dos Jogos Panamericanos no Rio de Janeiro, cerca de 1.300 policiais civis, militares e soldados da Força Nacional de Segurança realizaram a maior ocupação da favela até então, após dois policiais terem sido assassinados por traficantes da comunidade.

Houve confronto, 19 pessoas foram mortas e 13 ficaram feridas –sete vítimas de balas perdidas. Na época, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) divulgou nota na qual afirmou que 11 dos mortos não tinham relação com o tráfico de drogas.

Relatório elaborado por três peritos da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República apontou que seis dos mortos foram baleados no rosto. Em dois casos, os peritos afirmaram haver evidências de morte por execução sumária e arbitrária.

Em dezembro de 2008, a Força Nacional de Segurança voltou ao Complexo do Alemão para acompanhar a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de ministros. Na época, Lula lançou o projeto Territórios da Paz, pelo qual são implementadas políticas publicas de segurança e inclusão social.

O Complexo do Alemão também é alvo de um dos projetos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), que prevê a construção de uma rede de transportes –inclusive de um teleférico– e a inauguração de habitações populares.

Guerra no Rio: Após cerco aos traficantes, poucas lojas abrem no Alemão

O comércio na rua Joaquim de Queiróz, em Ramos, um dos principais acessos ao Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, ficou praticamente fechado neste sábado. Com a operação da polícia no local e a previsão de invasão a qualquer momento, os comerciantes ficaram receosos com possibilidade de troca de tiros.

Todas as pessoas que desceram ou subiram o morro passaram por uma revista na base do Comando-Geral da Polícia Militar, instalado no complexo. Quem estava sem documentos foi detido para averiguação. Durante o dia, 13 traficantes foram presos em pontos diferentes da comunidade.

Alguns moradores com crianças deixaram suas casas carregando bolsas e mochilas. Eles disseram que vão passar a noite fora, com medo da invasão das tropas estaduais e federais no Complexo do Alemão.

Até o início da noite, nenhum traficante havia se entregado no ponto de encontro determinado pelo comandante-geral da PM, coronel Mário Sergio Duarte, para que não houvesse a invasão do território.

Guerra no Rio: O ultimato do coronel Lima Castro

O coronel Lima Castro, relações públicas da Polícia Militar (PM) do Rio de Janeiro, disse neste sábado no Rio de Janeiro que o prazo para que os traficantes do complexo do Alemão se entreguem acaba no fim do dia. Castro diz que a polícia tem equipamentos para subir o morro após o pôr do Sol, mas a decisão é da Secretaria de Segurança Pública.

O relações públicas da Polícia Militar (PM) do Rio de Janeiro, Coronel Lima Castro, afirmou na tarde deste sábado, que a polícia está preparada para uma invasão noturna ao Complexo do Alemão, na zona norte. Segundo Lima Castro, a entrada de policiais e militares depende apenas de uma ordem da Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro.

“No momento em que o sol se por, acabou a negociação”, afirmou Lima Castro, acrescentando que as forças policiais possuem superioridade numérica e tática em relação aos bandidos. No momento, óculos de visão noturna estão sendo distribuídos aos policiais que cercam o Complexo do Alemão.

“Temos treinamento e equipamento de visão noturna e estamos preparados para entrar no Complexo há qualquer momento. Só dependemos de uma decisão da Secretaria de Segurança Pública. A noite nos favorece”. Segundo Lima Castro, esta é a última oportunidade que os traficantes têm para entregar. Ele fez um apelo para que parentes dos bandidos convençam seus familiares a se entregarem.

“Entreguem seus filhos, convençam seus filhos a se entregarem. Nós não queremos um banho de sangue”, disse. De acordo com o coronel, a polícia já sabe que os bandidos estão desgastados e não tiveram reposição das armas utilizadas contra os policiais. Neste momento, a inteligência da polícia estima que existam entre 500 e 600 traficantes no interior do Complexo do Alemão e que os mesmos não teriam acesso a água e comida desde que o cerco teve início.

“Tudo é favorável às Forças Armadas. Nós não queremos esse tipo de enfrentamento, mas se formos chamados à guerra, nós responderemos à altura”. Por volta das 19h, o comandante geral da Polícia Militar, Mario Sergio de Brito Duarte, estava reunido com o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, para definir as estratégias de invasão ao Complexo de favelas do Alemão.

Na manhã deste sábado, o comandante já havia dado um ultimato para que os traficantes se entregassem sem resistência e orientou os moradores a se trancarem em casa e evitarem circular pelas ruas. Mario Sergio também determinou que os traficantes saíssem com as mãos para o alto e entregassem suas armas.

¿Não vamos recuar da decisão de pacificar o Rio. Estamos com tudo pronto para fazer o resgate deste território e chegando aos momentos finais para alcançar os traficantes que estão no Alemão¿, afirmou Duarte, que fez um apelo para que os criminosos se rendam. “Eu peço e ordeno para que eles se rendam. Quem quiser se entregar, faça-o agora”, completou.

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