“Um vira-lata tirou o meu pão e dei uma mordida nele”, diz Emicida da época em que passou fome

Roberto Cabrini entrevista o rapper Emicida no "Conexão Repórter" (15/3/12)

Roberto Cabrini entrevista o rapper Emicida no “Conexão Repórter” (15/3/12)

No “Conexão Repórter” desta quinta-feira (15), Roberto Cabrini acompanha os passos do rapper Emicida, que ganhou fama por derrotar a maioria de seus adversários nas batalhas de rima e revela a outra face de Leandro de Oliveira, o homem atrás do artista. De volta aos becos e vielas do bairro pobre onde nasceu, o Jardim Fontalis, Emicida relembra a infância de menino pobre. “Eu mordi um cachorro. Não tinha nada para comer. Comia pão com açúcar. Aí, um vira-lata tirou o meu pão e eu, na raiva, dei uma mordida nele”, lembra o rapper.

Emicida revela a Cabrini que a grande verdade da rua é a mistura de um universo de amor e dor juntos. “É o céu e o inferno no mesmo lugar, na frente da sua casa”, define ele, contando que por ter nascido e crescido na periferia, optou por olhar as coisas sob uma perspectiva positiva. “Até quando eu sofri, eu tirei disso um aprendizado”, garante.

O rapper afirma achar inadmissível que um país com tanta riqueza como o Brasil não consiga colocar o povo em um lugar melhor. “Acho que o meu papel e o de todos os brasileiros é lutar por um lugar em que o povo seja visto como uma prioridade bem maior do que é hoje”, afirma ele, opinando por que o país está assim. “Os canalhas estão em Brasília desviando dinheiro, desviando recurso. É a polícia que não respeita o cidadão, que agride um cidadão na rua, que abusa do poder. São as próprias pessoas que desacreditam do povo”, diz.

CONEXÃO REPÓRTER
Quinta-feira (15), à meia-noite

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