Antes desprezado, Gugu agora conquista poder na Record

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Nada como um dia após o outro. Em junho de 2013 Gugu Liberato deixou a Record sob o espectro da derrota.

Após ter sido contratado a peso de ouro, com salário em torno de 3 milhões de reais, teve o contrato rescindido por não atingir a audiência pretendida pela emissora.

Parecia ser o fim melancólico de uma carreira de três décadas na TV, na qual atingiu o auge de popularidade.

Silvio Santos abriu as portas para o retorno de seu pupilo. Surpreendentemente, Gugu não quis.

Ele preferiu dar tempo ao tempo e, numa jogada de mestre, articulou uma volta à Record. Agora não apenas na função de apresentador, mas também como produtor de conteúdo.

Gugu aproveita o momento delicado na emissora — audiência estagnada, corte de custos — para oferecer produções independentes. Para a Record sairá mais barato do que investir em atrações próprias.

Em fevereiro, o apresentador voltará ao vídeo nas noites de terças, quartas e quintas-feiras. O programa será transmitido ao vivo da GGP, a produtora de Gugu localizada em Alphaville, região de condomínios de luxo na Grande São Paulo.

Ele deverá assumir ainda a produção da próxima edição do reality rural A Fazenda, além de ter prioridade em ocupar outros horários que venham a ser disponibilizados no canal dos bispos.

Gugu, o apresentador descartado, dá lugar a Gugu, o parceiro todo poderoso. Uma volta por cima que poucos imaginaram ser possível.

O retorno à Record será também um resgate das origens do comunicador. Nada de formatos importados nem tentativa de inovação na linguagem.

O programa será uma reedição de seus maiores sucessos: gincanas com famosos, encontro de fãs com ídolos e o controverso quadro da banheira.

Ao conseguir novo espaço na Record, com mais poder do que antes, Gugu revelou-se estrategista e marqueteiro. Virou o jogo quando a partida já havia terminado.

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