Futebol divide a direção da Record

A decisão da alta cúpula da Record em não participar da licitação pelo campeonato brasileiro deixou surpresos e decepcionados até mesmo alguns dos seus diretores mais importantes. Entendem essas pessoas que a medida tomada e a maneira como tudo aconteceu só devem jogar contra as pretensões da emissora – se é que elas realmente existem – de brigar pela transmissão do futebol. Sobre o assunto, agora se verifica, há uma perigosa divisão interna.

De forma oficial, a Record se manifesta de maneira tímida, dizendo apenas que ainda não saiu da disputa. Passará a acompanhar com mais atenção todo o desenrolar do processo e fará diretamente propostas aos clubes, em um trabalho de corpo-a-corpo, que nenhuma das suas concorrentes será capaz de igualar.
Resta saber se depois dessa “amarelada” alguém ainda vai acreditar. Até entre os clubes solidários ao Clube dos 13, a ausência da última sexta-feira, sem dar nenhuma satisfação, foi muito mal recebida.

Essas informações são do colunista Flávio Ricco

JAMES AKEL: Quando todos querem acreditar no futebol

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No tempo que Pelé era jogador de futebol e a Tupi, Record e Excelsior passavam o futebol na tarde de domingo, Silvio Santos fazia seu show ao vivo, de doce saudade, nas tardes desses mesmos domingos de futebol.
Silvio ganhava no ibope contra as emissoras que passavam futebol.
E ganhava muito bem porque a maioria do povo queria show de variedades e não futebol nas tardes de domingo.
Agora parece que a Record e a RedeTV acreditam que o futebol pode ser a solução da falta de ibope delas.
E vão ao mercado para dar lances altos para os direitos do Brasileirão.
A RedeTV eu entendo que faça isto, pois seu ibope é tão baixo no geral, que eles nada têm a perder.
Mas a Record, com todo dinheiro envolvido em jornalismo e dramaturgia, se prestar a esse tipo de disputa, mostra apenas que sua direção desconhece televisão, desconhece tendência popular e desconhece a história da TV.
Não me venham dizer que o povo que vê TV mudou.
Diz isto quem não tem noção do que está falando e não entende nada sobre quem está na frente da tela.
A prova do que digo é o excelente ibope de Silvio Santos, Raul Gil, Ratinho, Chaves e outras coisas mais que agora não me lembro, mostrando que os programas de bom ibope são os mesmos ou têm o mesmo perfil de programas de trinta anos atrás.
Muitos leitores podem até dizer que não fazem parte de quem gosta desse tipo de programa.
E eu digo que esse leitor não faz parte do povo que registra o ibope.
E televisão comercial vive de ibope.
O resto é bobagem de quem nem sabe o que está falando.

Matéria escrita pelo colunista James Akel

Record pode buscar direitos do Brasileirão para pay-per-view

Apesar de a Record estar focada em conseguir os direitos do Brasileirão de 2012 a 2014 para TV aberta. Alexandre Raposo, presidente da emissora, não descarta a possibilidade de disputar os direitos de transmissão para pay-per-view. Não há detalhes de como seria essa transmissão, tão pouco a negociação destes direitos. Para TV fechada, Raposo deixou claro que não possui interesse. Agora basta esperarmos para acompanhar a novela mais mexicana do esporte, depois de Ronaldinho Gaúcho e Irmão Assis.

Twitter: @arielfranca

Record aposta tudo ou nada no futebol

Futebol na Record

Em épocas quando o futebol era muito mais interessante do que agora, com Pelé, a Globo ganhava o ibope aos domingos com Sílvio Santos, contra Tupi, Record e Excelsior que passavam o jogo.
A Rede Record acredita que se tiver futebol domingo vai alcançar a Globo.
Bobagem e das grandes assim como outras bobagens que Honorilton Gonçalves faz em sua administração da emissora.
Honorilton deveria ter estratégia de guerra e não de batalha.
Mas não adianta explicar isso para ele que ele não vai entender.
Ganhar com futebol pode até ocasionalmente acontecer, mas isso seria ganhar uma batalha.
Não é estratégia para se colcoar perto do adversário no ibope.
O dinheiro absurdo que vai ser gasto no futebol seria suficiente para uma programação que realmente chegasse perto do adversário.
Mas para isso precisaria que Honorilton tivesse estratégia.

Essa matéria foi escrita pelo colunista James Akel

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