Emissoras de TV desrespeitam público e anunciantes

Foto: Reprodução

As emissoras de televisão, de um modo geral, utilizam determinadas artimanhas para melhorar as suas médias de audiência. Nada mais lógico e natural desde que os direitos de telespectadores e anunciantes sejam respeitados. Na ordem das coisas essa deveria ser a preocupação número um, só que na prática nunca é assim que funciona.

O “Pânico na TV”, por exemplo, há muito tempo adota no seu espelho essa obrigação de descarregar os intervalos e várias ações de merchandising no começo, para depois deixar o programa correr solto, sem interrupções e registrar índices mais interessantes. É um truque, mas que acaba jogando contra os interesses de quem paga a conta.

O “Ídolos”, da Record, pelo menos na edição da última terça-feira (19), também usou um expediente parecido. Espicharam os primeiros blocos e os dois últimos, separados por breaks de mais de três minutos, não foram além de 30 segundos. O último, inclusive, serviu apenas para subir os créditos finais.

Não é por aí. As emissoras, repito, até podem adotar certos mecanismos para conseguir resultados mais expressivos, desde que não faltem com respeito a ninguém.

Matéria escrita pelo colunista Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery.

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