O resultado não foi tão bom para as emissoras na cobertura do “Caso Eloá”:

A maratona do julgamento de Lindemberg Alves terminou mal para as emissoras de televisão que exploraram o caso de todas as formas possíveis. À espera da sentença, que demorou algumas horas para ser lida, Record e Band permaneceram no ar ao vivo e se perderam em repetições infinitas.

Foi um show de humor involuntário, comandado por Reinaldo Gottino e José Luiz Datena. Do alto do helicóptero da Record, o comandante Hamilton repetia, a cada cinco minutos. “A expectativa é muito grande.”

Sem ter o que falar, enquanto aguardavam a sentença, os jornalistas se esmeravam em detalhes desimportantes: “Carro entrando na garagem”, dizia Datena, enquanto a câmera da Band mostrava um carro entrando de ré na garagem do Fórum de Santo André.

“Tá vendo aquela perua branca, Gottino?”, perguntou a repórter da Record enquanto a câmera mostrava uma perua branca. “Tô vendo”, respondeu o apresentador. “Pois é, aquela perua branca é que faz o transporte dos jurados.”

A certa altura, Datena se irritou com os seguidos atrasos na divulgação da sentença. “Já mudaram”, reclamou. “Se não vão esperar o Jornal Nacional…”, disse, sugerindo que a leitura pudesse coincidir com o começo do telejornal da Globo –o que não ocorreu.

“A juíza está agora fazendo as contas”, explicou alguém na Record. “O áudio, nós vamos mostrar ao vivo”, disse a repórter, querendo dizer que a emissora transmitiria o som, sem imagens, da leitura da sentença.

“Daqui a pouco é meia-noite e a gente tá aqui falando”, observou Datena, impaciente, antes de prometer: “Eu vou dar um pulo de alegria aqui se esse cara pegar uma cana lascada”. Não deu tempo. O programa do apresentador acabou antes.

Durante a leitura feita pela juíza Milena Dias, a RedeTV! inovou. A emissora, que transmitia ao vivo a partida entre Porto e Manchester City, dividiu a tela em dois. Numa metade, continuou mostrando o jogo; na outra, exibiu cenas do caso Eloá e a voz da juíza. Deu para ver o segundo gol do Manchester.

Texto feito pelo colunista Mauricio Stycer.

“RJ Record” conquista boa audiência com cobertura do caso Eloá

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Nesta quinta-feira (16), o telejornal “RJ Record” se destacou na audiência com a cobertura do caso Eloá.

Exibindo e comentando ao vivo a condenação de Lindemberg Alves, o noticiário de Luiz Bacci registrou 11 pontos de média e pico de 13, assegurando o segundo lugar isolado à Record no Rio de Janeiro, na faixa entre 19h10 e 20h05.

No mesmo horário, a Globo liderou com 24 pontos, enquanto SBT e Band empataram com 5.

Além do caso Eloá, que ocupou boa parte da edição, o “RJ Record” também falou sobre uma criança que foi violentada dentro de um ônibus na capital carioca.

No “Caso Eloá”, Record erra e Globo tem que consertar:

Uma emissora de TV se pauta prioritariamente pelo respeito ao telespectador fiel. Afinal, é a pessoa que sintoniza a programação dessa emissora todos os dias que dá a audiência verdadeira, a audiência chamada “pura” na linguagem de publicidade. A audiência volante pode ser importante e interessante pra uma Rede de televisão nanica, não para as de grande porte.

Novamente agindo como se fosse uma das pequenas do país, a Record buscou audiência fácil, desrespeitando seu público fiel e desrespeitando o próprio brasileiro. Ao explorar por horas e horas a fio nesta quinta-feira o julgamento de Lindemberg, assassino de Eloá, a emissora ultrapassou o limite da informação e invadiu o trilho da exploração da miséria humana em troco de audiência.

O contraponto disso tudo aconteceu na maior concorrente da emissora da Barra Funda. Num exemplo de respeito a anunciantes, a sua própria história, ao telespectador e, principalmente, aos princípios básicos do que é jornalismo, a Rede Globo fez uma cobertura coesa, séria e centrada do julgamento. Sem alardes, sem abdicar de sua programação para falar do assunto, a cobertura aconteceu com ótimas reportagens nos seus telejornais. O anúncio da sentença proferida pela juíza, somente foi ao ar na líder de audiência do país, ao final da sentença, e num Plantão rápido e sem devaneios. 

Verdade seja dita, com a cobertura imensa e cansativa, explorando a desgraça humana e desrespeitando o público que acompanha a programação regular da emissora, a Recordaumentou e muito sua audiência, inclusive, com o Plantão que transmitiu toda a sentença da juíza, chegou perto de liderar. Muita gente pode pensar que a Globo falhou e entrou tarde com o seu Plantão e por isso a Record conseguiu audiência. São dois pontos de discussão.

O primeiro ponto é a análise dos números de audiência da Record. Eles servem para o que exatamente? Amanhã, sem julgamento, sem sentença, sem exploração da miséria humana, a emissora volta a sua pontuação vexatória do início de noite, disputando a vice-liderança com SBT e Band, ou seja, falta de estratégia, porque o público que deu audiência hoje, não será fidelizado porque não viu a programação da emissora, viu apenas uma cobertura pseudo-jornalística. E o telespectador fiel, desrespeitado, pode até não querer continuar assistindo. Ou seja, um tiro no pé a médio prazo.

Outro ponto é sobre a “demora” para o Plantão da Globo entrar no ar. Qual o interesse público em acompanhar toda a leitura da sentença da juíza? De fato, a concorrência teve audiência porque o ser humano tem essa curiosidade mórbida que o aquece, porém, não é função de jornalismo acariciar o ser humano em suas bizarras curiosidades e no seu intenso prazer em acompanhar o sofrimento humano. Ao entrar com o Plantão após a leitura da sentença, ou seja, quando havia, de fato algo a se noticiar, a Globo respeitou seu público e respeitou os princípios básicos do jornalismo, mantendo-se isenta, e cuidadosa, sem exagerar, sem transformar o julgamento num show de horrores.

Repito: saber o resultado da sentença é de interesse público porque é o resultado do sistema judiciário brasileiro. Porém, acompanhar horas e horas do caso, a leitura inteira da sentença, não é de interesse público, é de interesse privado – família e amigos dos envolvidos – e utilizar esse tipo de ferramento na busca por alguns pontos de audiência que vão se derreter feito água no futuro é, no mínimo, falta de respeito. 

Nota publicada pelo site TVxTV.

Cobertura da Record sobre o “Caso Eloá” registra vice-liderança isolada

A Rede Record de Televisão fez uma cobertura completa com tudo que teve direito durante essa semana. Tudo por causa do “Caso Eloá”, o mais longo sequestro em cárcere privado já registrado pela polícia do estado brasileiro de São Paulo que adquiriu grande repercussão nacional e internacional.

Hoje, por sua vez, foi o julgamento de Lindemberg Alves, onde foi foi condenado pela morte de sua ex-namorada Eloá Pimentel. Na ocasião, as emissoras faziam suas coberturas assim como a Rede Record que com sua equipe informou tudo sobre o caso. O resultado foi a alta audiência, já que a emissora conseguiu 20% de share com 9.4 de média, vice liderança isolada.

No mesmo horário do “Plantão”(15h55 – 20h02), a Globo foi líder com 15.1, o SBT amargou a terceira colocação bem distante da Record pois ficou com apenas 4.3 pontos e em seguida veio a Rede Bandeirantes que registrou 4.2.

Vale lembrar que cada ponto no IBOPE representa aproximadamente 60 mil domicílios na capital paulista, dados que servem como referência para o mercado publicitário.

Os índices são prévios e podem sofrer alterações nos consolidados.

SBT interrompe “Chaves” para o caso Eloá, mas não diz nada, veja o vídeo:

Caso Eloá: RedeTV! será a única que vai transmitir o veredicto do júri ao vivo

As emissoras têm apostado pesado na cobertura do caso Eloá. O julgamento de Lindemberg Alves tem elevado a audiência e despertado interesse do público, mas quase todos os canais ficarão de fora na hora do veredicto do júri. Apenas a RedeTV! poderá transmitir a decisão dos jurados ao vivo. Tudo porque o jornalismo da emissora venceu um sorteio e poderá entrar no Fórum no final do julgamento.

A concorrência, no entanto, já sinaliza pedido de possível parceria. Após o encerramento do tribunal, a Rede TV! deve gerar o sinal para outros canais usarem em seus telejornais. A decisão do júri deve ser anunciada nesta quinta-feira (16).

Nota do colunista Fernando Oliveira.

TVs disputam entrevista com acusado do caso Eloá


Quase um ano depois do seqüestro que culminou na morte da garota Eloá Pimentel, emissoras de televisão disputam uma entrevista exclusiva com Lindemberg Alves Fernandes, acusado de cometer os crimes e atualmente preso em uma penitenciária de segurança máxima em Tremembé (a 147 km de São Paulo).

Segundo a defesa de Lindemberg, a decisão ainda não foi tomada e depende da aprovação de seu cliente e da família do preso, além de autorização da Secretaria de Administração Penitenciária do Estado – que, por meio de nota, informou que não se manifesta sobre pedidos de entrevista com presos sob sua custódia.

A preferência, até o momento, é para o novo programa de Roberto Cabrini no SBT – que deve ir ao ar em novembro, sem data definida, e apostando em jornalismo investigativo- por apresentar proposta de um especial de uma hora de duração, no formato documentário. A RedeTV! confirma que está negociando a entrevista com Lindemberg para o programa “Superpop”, apresentado por Luciana Gimenez, mas diz que o formato em que será feita está sendo discutido. Por meio de sua assessoria, a Globo diz que não se manifesta sobre negociações em andamento. Já a Band e a Record negam interesse.

O advogado de Lindemberg diz que as propostas não envolvem nenhum tipo de pagamento, e que, por garantir exclusividade à emissora escolhida, quer participar da formatação da entrevista – sem que haja nenhum tipo de censura a “perguntas jornalísticas”.

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