Entrevista Exclusiva com o repórter e apresentador Ogg Ibrahim

Ogg Ibrahim atualmente é repórter e apresentador da  Rede Record, começou sua carreira na TV Moreno onde teve diversos cargos, tem cerca de 23 anos de carreira no jornalismo.

O Canal TV: Ogg você tem cerca de 23 anos trabalhando com jornalismo, conte-nos como tudo começou, Você sempre sonhou em ser jornalista?

Ogg Ibrahim: Na verdade não! Eu sonhava em ser arquiteto. Cheguei até a cursar mas tempos depois desisti. Quando descobri a TV vi qual era minha verdadeira vocação.

O Canal TV: Você começou a sua carreira na TV Morena, afiliada da Rede Globo no Mato Grosso do Sul, como conseguiu essa primeira oportunidade?

Ogg Ibrahim: Foi um convite de uma amiga, a jornalista Carmen Cestari, que me chamou pra fazer um teste na apresentação de um novo telejornal. Dali pra frente busquei aprender tudo sobre a área. Fui editor, editor chefe, chefe de reportagem, chefe de pauta e também fazia reportagens.

O Canal TV: Ainda sobre a TV Morena, você trabalhou lá durante 17 anos como apresentador e editor-chefe de telejornais adquirindo bastante experiência no ramo jornalístico, o que significou para a sua carreira trabalhar na TV Morena?

Ogg Ibrahim: Foi tudo, onde aprendi o que sei hoje. Na época era uma emissora pequena, sem muita estrutura. Voce tinha que assoviar e chupar cana ao mesmo tempo. Foi uma escola muito importante pro meu aprendizado.

O Canal TV: Em 2003, você saiu da TV Morena para montar sua produtora e lá produziu diversos tipos de programas, dentre eles o Auto News exibido pela afiliada do SBT no Mato Grosso do Sul, a TV Campo Grande, e também produziu diversos documentários, vídeos institucionais, políticos, educacionais e empresariais. Como você analisa essa fase em sua vida?

Hoje Ogg Ibrahim é um dos principais repórteres do Jornal da Record.

Ogg Ibrahim: Foi um trabalho paralelo às minhas atividades na TV que também ajudou a construir minha carreira. Até hoje faço muita coisa assim. Isso te dá jogo de cintura, te ensina a lidar melhor com a câmera e a bancada. Te dá mais flexibilidade e naturalidade.

O Canal TV: Em abril de 2006 foi convidado a trabalhar na Record Florianópolis como editor-chefe do Balanço Geral, Como foi pra você ter voltado a Televisão?

Ogg Ibrahim: Foi maravilhoso. Eu vivia uma fase meio complicada da vida. Tinha feito mal investimentos e precisava de algo novo pra recomeçar. Ir pra Florianópolis foi meu recomeço de vida e meu degrau para chegar onde cheguei hoje.

O Canal TV: Oito meses após entrar na Record, você virou repórter nacional da Record em Florianópolis, levando para a rede os principais fatos do estado de Santa Catarina. Como foi pra você receber essa chance da Record?

Ogg Ibrahim: Isso é o que sonha todo repórter, um dia estar numa rede nacional. Ter voltado pra São Paulo então, estar junto a estrelas do jornalismo que sempre respeitei e admirei foi a realização de um sonho.

O Canal TV: Em fevereiro de 2009 você foi transferido para a sede da TV Record em São Paulo e continuou trabalhando como repórter. Como você vê essa transição na sua vida?

Ogg Ibrahim também já fez reportagens para o extinto Repórter Record

Ogg Ibrahim: Acho que alcancei isso com perseverança, dedicação ao meu trabalho. Quando estava em Florianópolis não media esforços pra fazer sempre o melhor, buscar bons assuntos, atender aos pedidos da rede sempre. A cobertura da enchente em SC em 2008 foi o marco dessa mudança. Estar onde estou hoje posso considerar um prêmio por tudo que batalhei na profissão.

O Canal TV: Você é apresentador eventual do Jornal da Record e do programa Câmera Record na folga dos apresentadores oficiais. Como é pra você substituir grandes nomes do jornalismo brasileiro como Marcos Hummel e Celso Freitas?

Ogg Ibrahim: É um presente e tanto. Sempre admirei o Celso e o Hummel e me espelhava neles quando comecei na carreira. Poder substitui-los é uma sensação inigualável. Te-los como amigos então, é super gratificante.

O Canal TV: Você tem mais de 22 anos de experiência no jornalismo, e já deve ter visto muita coisa. Qual foi a reportagem que você fez que mais te marcou?

Para Ogg, a cobertura das enchentes em Santa Catarina em 2008, foi o que mais marcou sua carreira.

Ogg Ibrahim: Com certeza a cobertura da tragédia em Santa Catarina em 2008. Estive em lugares destruídos por deslizamentos de terra, conversei com familias que perderam tudo inclusive filhos, pais, mães, esposas… presenciei a dor de muita gente e muitas vezes chorava no hotel depois de acompanhar todo esse drama. Não foi um trabalho fácil.

O Canal TV: Foi aprovada uma lei dizendo que para ser jornalista não é mais necessário o diploma.Pra você quais são os pontos positivos e negativos dessa lei?

Ogg Ibrahim: Acho o diploma importante mas não é o essencial numa carreira de jornalismo. O que a gente faz hoje, se aprende muito mais na vivência do trabalho do que na faculdade. Mas é importante conhecer ética, regras e conceitos de comunicação. Eu acabei fazendo comunicação muitos anos depois de entrar na carreira mas já tinha uma boa base. O diploma serve para evitar que oportunistas façam o que bem entender de uma profissão tão bonita.

O Canal TV: Que conselho você dá aos estudantes de jornalismo?

Ogg Ibrahim: Sempre estar atentos a tudo. Jornalismo não se faz com base em releases e nem lendo notícias na internet. A boa pauta acontece à nossa volta, por isso é bom sempre estar de olhos bem abertos. E leiam bastante, qualquer coisa.

Ogg Ibrahim no ano passado foi mediador do debte entre os governadores do Ceará

O Canal TV: O que é ser jornalista pra você?

Ogg Ibrahim: É poder contribuir com uma sociedade mais justa. Nosso papel nada mais é do que apontar o que está errado na esperança de que se conserte isso. Infelizmente, em alguns casos, nosso trabalho é em vão.

O Canal TV: O Canal TV agradece sua entrevista, agora deixe uma mensagem aos leitores do CTV.

Ogg Ibrahim: minha mensagem é que, em qualquer profissão que se esteja, em qualquer área, o importante é ter humildade e tratar as pessoas à sua volta como iguais a você, sem discriminação. Aprendi que a simplicidade é o sentimento que mais faz a vida acontecer. E as vezes recomendo o que tenho como filosofia de vida: “Eu prefiro ser feliz do que ter razão!”. Obrigado pela oportunidade. Forte abraço a todos.

Entrevistador e Editor: João Gabriel Alvarenga de Souza

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