Globo antecipa estreia de ‘Casseta & Planeta’, diz jornal

O humorístico volta ao ar após mais de um ano. Foto: Divulgação

O humorístico volta ao ar após mais de um ano

A TV Globo antecipou a estreia de Casseta & Planeta, Vai Fundo do dia 6 de abril para 30 de março, informou a coluna Outro Canal, do jornal Folha de S.Paulo. O humorístico volta ao ar após mais de um ano.

A mundação não teria nada a ver com a estreia do Pânico na Band, marcada para 1º de abril. Claudio Manoel, estrela do Casseta & Planeta, disse que nem sabe quando o programa será lançado e que não sobra tempo de ver o que acontece com o vizinho.

 

De propósito: Integrante do “Casseta & Planeta Vai Fundo” troca o nome de Maria Melilo por Maria Mamilo

Maria Melilo, a última ganhadora do "BBB"

Na apresentação do “Casseta & Planeta Vai Fundo”, nova versão do humorístico da Globo, Hubert fez um trocadilho com o nome da ex-BBB Maria Melilo.

Na noite de segunda-feira (5), a emissora fez evento em São Paulo para anunciar a programação deste ano. Ele a chamou de Maria Mamilo. A nova integrante do humorístico corrigiu o “erro” assim que entrou no palco.

Hubert disse que a confusão foi por causa dos mamilos de Melilo. A piada não fez muito sucesso. O programa, que ficou de fora da grade da Globo no ano passado, volta ao ar no próximo dia 6, sexta-feira.

Maria circulou ao lado dos Cassetas no coquetel servido após a apresentação.

Informações do Portal F5.

Globo divulga nova logo do “Casseta & Planeta”, confira:


A Globo já definiu o novo logotipo do “Casseta & Planeta”, que estreia nova temporada em abril na emissora, aposentando o subtítulo “Urgente” e lançando o “Vai Fundo”. Com a imagem animada, a intenção é passar a ideia de movimento como um ventríloco.

O “Casseta & Planeta” deixou a grade da Globo em dezembro de 2010, após um desgaste e ao atingir baixa audiência por várias vezes. Os integrantes Helio de la Peña, Reinaldo, Cláudio Manoel, Beto Silva, Marcelo Madureira e Hubert decidiram tirar um tempo de férias para reformar a atração e enviar uma nova proposta de programa à emissora.

Desta vez, o “Casseta & Planeta” irá ao ar no esquema de temporadas, tendo a primeira 13 episódios. Depois, a atração volta ao ar no fim do ano, com mais 8 edições, cada uma com um tema diferente.

O humorístico não deverá contar mais com paródia de novelas e terá menos dramaturgia e mais ideias. O programa vai ser apresentado fora do estúdio e haverá animações.

O elenco também contará com novidades. Maria Melilo e Miá Mello serão as mulheres do time, enquanto Paulo Bonfá será o narrador do humorístico.

Outra mudança é que o programa não irá mais ao ar às terças-feiras, como antigamente, e sim às sextas.

Nota feita pelo site Natelinha.

Confira novo logotipo de “Casseta & Planeta Vai Fundo”

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Novo “Casseta & Planeta” não terá personagens como Seu Creysson

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O novo “Casseta & Planeta” não contará com vários de seus personagens clássicos.

De acordo com a coluna Outro Canal, Seu Creysson, Coisinha de Jesus e outros personagens famosos serão aposentados na nova fase do programa, que reestreia em abril na Globo.

A partir de agora, ganharão espaço no “Cassseta & Planeta” sátiras reais, como a da presidente Dilam Rousseff e de Barack Obama, entre outros.

A atração também irá investir no povo, ouvindo a população nas ruas. Segundo consta, o humorístico contará mais com gravações em externas do que em estúdio.

Os integrantes Helio de la Peña, Reinaldo, Cláudio Manoel, Beto Silva, Marcelo Madureira e Hubert, além das novatas Maria Melilo e Miá Mello começaram a gravar a nova edição nesta semana.

Seu Creysson em cena com Cléo Pires: sátira não fará parte do novo “Casseta” 

Entenda

O “Casseta e Planeta” deixou a grade da Globo em dezembro de 2010, após um desgaste e ao atingir baixa audiência por várias vezes. Os humoristas decidiram tirar um tempo de férias para reformar a atração e enviar uma nova proposta de programa à emissora.

Desta vez, o “Casseta e Planeta” irá ao ar no esquema de temporadas, tendo a primeira 13 episódios. Depois, a atração volta ao ar no fim do ano, com mais 8 edições, cada uma com um tema diferente.

O humorístico não deverá contar mais com paródia de novelas e terá menos dramaturgia e mais ideias. O programa vai ser apresentado fora do estúdio e haverá animações.

“Tapas & Beijos” e “Casseta” vão dividir as noites de terça

Fernanda Torres e Andrea Beltrão em cena de Tapas e Beijos (9/8/2011)

Fernanda Torres e Andrea Beltrão em cena de Tapas e Beijos (9/8/2011)

Na Globo já se dá como certo que a série “Tapas & Beijos”, confirmada na grade de 2012, continuará ocupando a primeira linha de shows das terças-feiras. Traduzindo, significa que será mantido na faixa das 22 horas, logo depois da novela, como acontece nos dias atuais. E ponto.

O novo “Casseta”, com estreia em abril, irá integrar a segunda linha de shows das terças-feiras, entrando logo na sequência do “Tapas & Beijos”. O detalhe é que os dois programas estarão vinculados ao núcleo do diretor Maurício Farias.

Será dele a missão de cuidar e tomar conta de tudo.

Por Flávio Ricco, UOL Televisão

Globo define novo diretor do novo ”Casseta & Planeta”

Finalmente a equipe dos ”Cassetas” encontrou um novo diretor para o programa. Segundo a jornalista Patrícia Kogut, Marcelo Farias será o diretor de núcleo do novo ”Casseta & Planeta”.

Marcelo dirigiu vários quadros do ”Fantástico” e séries da Globo. O novo ”Casseta” estreia no ano que vem, sem data e dia definido.

Novo “Casseta & Planeta” estreia em abril de 2012, sem Maria Paula

Os humoristas Reinaldo e Maria Paula, do Casseta & Planeta, em cena de Pegassione, paródia da novela Passione

 

Os humoristas Reinaldo e Maria Paula, do “Casseta & Planeta”, em cena de “Pegassione”, paródia da novela “Passione”

O novo “Casseta & Planeta”, que estreia na Globo em abril de 2012, será muito diferente das edições anteriores do programa.

Segundo Fábio Porchat, que é um dos redatores do humorístico, José Lavigne deixa a direção, que será assumida pelos seis “cassetas” — Helio de la Peña, Reinaldo, Cláudio Manoel, Beto Silva, Marcelo Madureira e Hubert.

Durante filmagens do longa “Totalmente Inocentes” no Morro Dona Marta, no Rio, Porchat também revelou que Maria Paula não volta ao programa e que a equipe já está procurando uma substituta para ela.

“Não tem mais paródia de novela, nem os bordões. Vai ter menos dramaturgia e mais ideias. O programa vai ser apresentado fora do estúdio, em locações, e vai ter até animações”, contou.

Porchat também comparou o “Casseta & Planeta” ao “CQC”, outro humorístico de sucesso. “O ‘Casseta’ gerou o ‘CQC’, mas essa nova linha do ‘Casseta’ não segue a linha do ‘CQC’”, afirmou.

Além de estar envolvido com a produção do novo “Casseta & Planeta”, Porchat está filmando o longa “Totalmente Inocentes”, de Rodrigo Bittencourt, no qual interpreta o traficante Do Morro. O filme tem estreia prevista para julho de 2012.

Com informações do do Porta UOL

Integrante do Casseta e Planeta está no elenco do Fantástico

Integrante do Casseta e Planeta está no elenco do Fantástico

A equipe do “Fantástico” ganhou um reforço! Trata-se de Cláudio Manoel, integrante do extinto “Casseta & Planeta, Urgente!”, que ganhará uma atração dentro da revista eletrônica.

A assessoria de imprensa da TV Globo afirmou que se trata de um trabalho independente, sem a participação de ex-companheiros e nenhuma ligação com o humorístico que chegou a fim em dezembro de 2010.

Fora do “Casseta & Planeta, Urgente!”, Cláudio Manoel já comandou o “Baile do Simonal”, especial musical sobre o músico que a emissora exibiu em 2009.

Essas informações são do Portal PS

“Casseta & Planeta” corre o risco de só voltar no ano que vem

Casseta & Planeta deve voltar a grade da Globo no próximo ano (2011)

“Casseta & Planeta” deve voltar a grade da Globo no próximo ano.

Que ninguém se surpreenda se a anunciada volta do “Casseta & Planeta” só acontecer no ano que vem.  Segundo informações da própria Globo, um dos motivos que podem determinar este adiamento é o atual congestionamento da sua grade. São vários projetos esperando a vez.

Outro forte indicativo é que as reuniões do antigo grupo, por enquanto, ainda são informais ou ocasionais. Nenhuma medida prática foi tomada até agora sobre o prometido novo formato, que vai exigir, antes de tudo, remontagem de equipe, necessidade de estudos e gravação de pilotos. Nada disso vem pelo vento ou cai do céu.

De qualquer forma, para este ano, em se tratando das noites de terças-feiras, essa volta parece impraticável. “Tapas & Beijos” vai muito bem e já tem aquele espaço garantido até dezembro. Para um outro dia da semana, talvez. Entretanto, o andar da carruagem não aponta para isso.

Com informações da coluna do Flávio Ricco.

Elenco do “Casseta & Planeta!” volta à grade da Globo no segundo semestre

Da esquerda para a direita, Hubert, Beto Silva e Claudio Manoel durante gravação do programa "Casseta & Planeta, Urgente!", no Rio (24/8/10)

Os humoristas do “Casseta & Planeta Urgente!” já estão tendo reuniões esporádicas para definir o novo programa, que entra na grade da Globo no segundo semestre. “A gente tem se reunido para conversar. A equipe está bolando um novo projeto, mas está muito no comecinho ainda. O problema é que o Brasil só começa a funcionar depois do Carnaval e o Carnaval está difícil de acabar. Todo final de semana tem blocos no Rio”, brincou Reinaldo.

O humorista ainda não sabe a data da estreia. “A ideia é que a gente volte no segundo semestre. Mas não fomos informados sobre o horário em que o programa vai entrar no ar nem o tamanho do espaço que teremos na grade. Mas estarão todos os cassetas juntos e com o mesmo diretor”, disse Reinaldo, se referindo a José Lavigne.

Reinaldo não quis adiantar o que os cassetas estão preparando para a volta da atração: “A gente está querendo transformar o formato, mas manter o nosso estilo de fazer humor. Não sabemos se vamos mudar o nome do programa também”, contou.

As informações são do UOL Televisão.

“Casseta & Planeta” deve voltar com novos integrantes

Os comediantes do “Casseta & Planeta”, extinto pela Globo no final do ano passado, podem voltar ao ar no segundo semestre. Uma corrente na Globo que diz que, além dos que já participavam da atração, novos integrantes podem ser incorporados. De férias, os humoristas só voltarão a se encontrar em março. A informação é da coluna Outro Canal, assinada por Keila Jimenez e publicada na Folha desta quinta-feira (3).

coluna Outro Canal

Rapidinhas da Tv Globo

:globo:
Encerrando
José Celso Martinez Corrêa, como Amadeus, conselheiro do rei Carmo Dalla Vecchia em “Cordel Encantado”, ficou com o personagem que seria de Pedro Paulo Rangel.
Na disputa por Rangel, a equipe do seriado “Batendo Ponto” levou a melhor. Ficou com ele.

:globo:
Novo compromisso
O bom trabalho apresentado em “Passione” contou pontos importantes para Daniel Boaventura na TV Globo.
O ator acaba de fazer novo contrato com a emissora. Assinou por mais dois anos.
Aguinaldo Silva, porém, não confirma sua presença no elenco de “Fina Estampa”, a próxima novela das nove.

:globo:
Prejuízo
Com o fim do “Casseta & Planeta, Urgente!” a Globo procurou evitar dispensas, remanejando vários dos seus profissionais para outras produções. Mas, lamentavelmente não foi possível acomodar a todos. Dois roteiristas, Arnaldo Branco e Allan Sieber deixaram a emissora.

:globo:
Apoio
Cena de “Insensato Coração” prevista para ir ao ar dia 23 de fevereiro.
Zuleica, personagem de Bete Mendes, vai até o hospital visitar Pedro (Eriberto Leão) e o primo Nando (Pedro Garcia Netto). Sensibilizada com a situação do ex-genro, ela ficará ao seu lado.

Informações do Forum na Telinha

Globo temia polêmica com “Casseta & Planeta”; leia trecho da biografia de Bussunda

Para que o programa “Casseta & Planeta Urgente” pudesse estrear, em 1992, o diretor de operações José Bonifácio de Oliveira Sobrinho teve que driblar a desconfiança de Roberto Marinho, chefe supremo da emissora. Na ocasião, ele achava o humor dos redatores pesado demais para o horário nobre. A esperança de Boni residia no “gordo e debochado” Bussunda. Para ele, não tinha como o público não enxergar uma certa dose de doçura no humorista.

Essa e outras histórias são contadas pelo jornalista Guilherme Fiuza em “Bussunda – A Vida do Casseta”. A biografia de Cláudio Besserman Vianna (1962-2006) explica porque ele se tornou uma das figuras mais amadas do Brasil, conquistando pessoas de todas as idades e classes sociais.

Além de traçar um perfil revelador do comediante, o autor reconstitui o nascimento do “Casseta & Planeta” e relata a trajetória de seus outros integrantes desde a época em que eles faziam parte dos jornais humorísticos “Casseta Popular” e “Planeta Diário”.

O livro já se encontra em pré-venda na Livraria da Folha.

Veja no trecho reproduzido a fase de transição dos humoristas do meio impresso para a televisão e a estreia do programa na Globo.

CAPÍTULO 1

Quem mandou nascer b…

A porta da sala de Roberto Marinho na TV Globo se abriu e de lá saiu um homem com uma tonelada nas costas. Uma tonelada de responsabilidade e risco. José Bonifácio de Oliveira Sobrinho tinha recebido um aviso do chefe supremo. A mais nova atração da emissora, prestes a estrear, não poderia ir ao ar daquela forma.

O programa chamava-se Casseta & Planeta Urgente, e o doutor Roberto não gostara do que vira:

– Nós vamos ter problema. O público vai reclamar da grossura. Esse humor é escatológico. Vamos dar uma maneirada nisso aí – determinou o presidente das Organizações Globo a Boni, o diretor de operações.

A denominação do cargo, no caso, escondia a face real de seu ocupante. Diretor de operações era o nome fantasia para feiticeiro. Boni era o pajé da Globo. Só uma pessoa confiava mais nele do que Roberto Marinho: ele mesmo. E decidiu driblar o patrão.

Recebeu o alerta, e ao fim do percurso de volta à sua sala já decidira fingir que não ouvira direito. Achava que o doutor Roberto tinha razão quanto à grossura do humor encarnado por sete homens feios, debochados e desconhecidos. Mas algo lhe dizia que aquilo ia dar certo. Como era uma fórmula nova, a aposta teria que ser no escuro.

As palavras do chefe martelaram na cabeça de Boni naquele março de 1992: “Isso aí é pesado. Esse pessoal é perigoso.” Roberto Marinho estava visivelmente assustado com o conteúdo do novo programa. Ele sabia do que seus autores eram capazes. A revista Casseta Popular e o jornal O Planeta Diário, que projetaram seu humor anárquico, tinham forçado todos os limites da abertura política no governo Sarney – amigo e aliado do dono da Globo:

Presidente está indo longe demais:
Depois da China, Sarney irá à merda – anunciava a manchete do Planeta em julho de 1988.

A batalha no Congresso Nacional pela prorrogação do mandato presidencial também rendera notícia no jornal falso, em abril de 88:

Sarney se queixa à Defesa do Consumidor:
Deputados comprados vieram com defeito.

A Igreja, outro pilar do sistema e ponto sensível na programação da emissora, também já tinha sido profanada pelo grupo. Uma edição da Casseta em 1987 anunciava que “Cristo chegou”. Segundo a “reportagem”, Jesus desembarcara no Aeroporto Internacional do Galeão e estava irritado: tinha sido retido pela Polícia Federal por sua aparência suspeita (“cabeludão, barbudo e quase despido”).

Depois do contratempo, o messias tinha sido bem recebido pelos populares no saguão. Com exceção de um grupo de manifestantes da CUT, que estendera uma faixa no balcão da Varig: “Cristo Go Rome.” Nenhuma gráfica aceitou rodar a capa com o “furo” da chegada de Jesus Cristo, mas a edição da Casseta circulou com a reportagem completa nas páginas internas.

Outra cobertura “religiosa” acabaria na polícia. Com a edição do Planeta de dezembro de 85, sob a manchete “Papa bota ovo na Missa do Galo”, os editores do jornal foram parar na delegacia, alvos de uma queixa-crime. Iam ficando por lá mesmo, até surgir o advogado Técio Lins e Silva para explicar o jornalismo surrealista às autoridades.

Era evidente que essa linha editorial desvairada no horário nobre da Globo ia dar problema. E a tensão de Roberto Marinho tinha outro motivo forte. Em apenas três anos, a emissora tinha sofrido dois golpes duros da concorrência. A perda de Jô Soares para o SBT deixara um buraco na faixa de humor da programação. E o sucesso estrondoso da novela Pantanal, da Manchete, expusera uma inédita vulnerabilidade dos campeões de audiência. Naquele momento, mais do que nunca, errar não estava nos planos.

E ainda tinha o sexo. Os autores/apresentadores do Casseta & Planeta Urgente pareciam ter uma casa de tolerância na cabeça. Não desperdiçavam qualquer possibilidade de casar o duplo sentido com a canalhice. Cerca de um ano antes, após o romance explosivo entre o ministro da Justiça, Bernardo Cabral, e a polêmica dama de ferro da economia, Zélia Cardoso de Mello, o Planeta veio com a manchete:

Bernardo Cabral diz que ministra da Economia deu certo.

Em 1989, a capa da edição mais vendida da Casseta – cerca de 100 mil exemplares – trouxera o então candidato a presidente Fernando Collor, o “caçador de marajás”, nu da cintura para baixo, levemente virado de costas. A matéria anunciava toda a verdade sobre o “caçador de maracujás” – sendo a sílaba intrusa uma delicada referência ao que a foto mostrava. Coisa de moleque.

O problema era que os autores levavam a sério sua molecagem, e ela andara fisgando gente grande. Grande como o feiticeiro da Globo. Boni entrara num show dos redatores da Casseta e do Planeta, no Rio, e ficara cismado.

Nas horas vagas entre os absurdos jornalísticos, eles escreviam absurdos musicais – e, num vácuo da programação do pequeno Jazzmania, tinham ido parar em cima do palco. A brincadeira mais uma vez ficou séria e levou-os ao Canecão. Boni foi ver o que era aquilo.

Era o amadorismo mais profissional que já vira. Pegou-se rindo de um jeito diferente, ao assistir à interpretação radiante de Eu Tô Tristão, um “samba-exumação”:

Eu tô tristão, tô sofrendo pra caralho
Eu me fudi, sou carta fora do baralho.

A paródia da alegria carnavalesca enfiava um enredo depressivo no ritmo frenético das escolas de samba. Bizarro. Era o desabafo de um corno consciente, que se percebe chato e “meio mais ou menos”, com tudo para dar errado: “quem mandou nascer babaca”.

A cisma de Boni era que aquele espetáculo trash tinha tudo a ver com televisão. Mas nas discussões internas na emissora, era claro o temor geral quanto a estrelar uma Terça Nobre com sete boquirrotos, feios e anônimos. Eles tinham chegado à Globo como parte do time de redatores do humorístico TV Pirata. Depois participaram do programa Dóris para Maiores, que misturava jornalismo e humor – onde fizeram suas primeiras aparições na tela como repórteres “especiais”. Dois diretores chegaram a propor que fossem testados homeopaticamente em outros programas, para que o público se acostumasse com suas caras (de pau).

Boni não quis saber de homeopatia. Tinha que ser de uma vez só, uma Terça Nobre só deles. Um soco. O diretor Carlos Manga convergiu: “É, põe os caras. Se ficar uma merda, tira do ar.” Mas Boni já tinha combinado tudo com a bola de cristal: não ia ficar uma merda.

Passando ao largo das dúvidas – e da advertência de Roberto Marinho -, o feiticeiro bancou o risco. E a certeza cega de sua aposta tinha nome: Cláudio Besserman Vianna, o Bussunda.

Quando as palavras preocupadas do chefe vinham à sua cabeça, era a figura de Bussunda cantando o “samba-exumação” Eu Tô Tristão que não o deixava recuar. O velho homem de TV estava cada vez mais convicto de que, ao botar aquele gordo debochado no ar, o que era grossura para o doutor Roberto viraria doçura para o público. Bussunda era sacana como uma criança endiabrada. Não ia ofender ninguém.

Essa era a teoria de Boni. Mas chegou o dia da prática. Na noite de 28 de abril de 92, ao assistir à estreia do Casseta & Planeta Urgente, o diretor de operações sentiu um calafrio. Nada de arrependimento, apenas a certeza de um dia seguinte tumultuado. Aquele “humor escatológico” no horário nobre de terça não prometia uma quarta muito nobre. Ia render, no barato, um caminhão de reclamações. Boni precisaria se municiar de argumentos fortes para enfrentar o doutor Roberto.

Na manhã seguinte, seu primeiro ato depois de escovar os dentes foi consultar a Central de Atendimento ao Telespectador, o para-raios das queixas à Globo. Precisava conhecer o tipo predominante de reclamação, para saber em qual faixa de público a rejeição ao programa tinha sido maior. Mas o funcionário da CAT não tinha essa informação.

Nem essa, nem outra:

– O atendimento está zerado pro Casseta & Planeta. Ninguém telefonou.

Não era possível. Boni acreditava numa boa receptividade, mas não se lembrava de ter posto uma fórmula nova no ar sem uma queixa sequer. Checadas, as linhas da central pareciam tecnicamente ok. Ainda estava cedo, era preciso domar a ansiedade e esperar a avalanche, que fatalmente viria. Com o passar das horas, porém, o placar da CAT teimava em não sair do zero. E não sairia.

Na sala do diretor de operações, a secretária também não tinha nenhum recado para o chefe. Ele não fora procurado pelo cardeal – nem o da Arquidiocese, que ligava de vez em quando, nem o da Globo, que ligava sempre. Com a pista livre, Boni foi verificar os índices de audiência: os cassetas grosseiros e anônimos tinham superado os trinta pontos no ibope. Sucesso total. Com a alma lavada e os números mágicos na mão, o diretor correu à sala de Roberto Marinho.

O chefe ficou feliz com as notícias sobre a ampla aceitação do público. Mas continuava ressabiado:

– Boni, eu acho pesado. Vai ser sempre assim?
– Não, doutor Roberto. Quando os rapazes ficarem mais à vontade vai piorar um pouquinho…

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