Juliano Cazarré diz que não gosta de tirar foto com fã

Juliano Cazarré falou sobre Adauto e outras trabalhos à Marília Gabriela

O ator Juliano Cazarré, que viveu o Adauto em “Avenida Brasil”, não é tão tranquilão como seu último personagem.

Ele disse em entrevista à Marília Gabriela que assédio não incomoda, mas tirar foto, sim.

“Não é minha coisa predileta. As pessoas perguntam se você quer tirar, mas não querem ouvir não”, disse no programa do GNT que vai ao ar no domingo (4).

Sobre “Avenida Brasil”, ele disse que desde o início previam sucesso. “Comecei fazendo o Adauto já querendo ser amado.”

Seu próximo trabalho na TV será na minissérie “O Canto Da Sereia”. E nos cinemas, em “Serra Pelada”, do qual será protagonista.

F5

CD da novela ‘Avenida Brasil’, trilha nacional, é o mais vendido do país há duas semanas

Além da novela ser um sucesso no Ibope, Avenida Brasil também é sucesso na venda da faixa nacional. Com uma trilha muito popular, que vai de ”Assim você mata o Papai”, de Sorriso Maroto até ”Correndo atrás de mim”, da banda Aviões do Forró, a novela global segue com suas vendas em 1º lugar há duas semanas, nas vendas por todo o país. Superando artistas consagrados como Paula Fernandes, One Direction, Luan Santana e Gotye, ambos na lista do TOP 5 de mais vendidos. O CD da trilha sonora nacional é veiculado pela gravadora Som Livre.

Em tempo

A novela das seis, Amor Eterno Amor também não fica muito por baixo. A trama segue com sua faixa nacional em 23º lugar, no ranking semanal de 30 posições. A trilha nacional supera vendas de artistas como: Madonna, Train, Skrillex, Titãs, Adele, Keane e Jota Quest. Todos completando o TOP 30 do ranking semanal.

em “Avenida Brasil” Carminha pede desculpas a Rita

Em cenas que vão ao ar no capítulo do dia 25 de maio em “Avenida Brasil”, Nina (Debora Falabella) vai ajudar Carminha (Adriana Esteves) a afastar Rita de sua vida. 

A cozinheira vai dizer que a jovem é drogada e sugere que, em vez de agressão, um pedido de desculpas pode resolver o problema. Nina vai usar mais uma vez Betânia (Bianca Comparato) para enganar a vilã.

Ela se encontra com a amiga e conta seu plano. Depois, já com Carminha, as duas seguem para um bar, ponto de drogados. Elas reparam o “estado” de Rita.

Confira trecho do diálogo:

– Carminha: Quero muito falar com você
– Betânia: Mas não quero falar com você. Já disse isso pra tua empregadinha quando ela me procurou. Dá o fora!
– Nina: Rita, escuta o que dona Carminha tem pra dizer
– Betânia – Essa mulher me odeia. Também a odeio!

Carminha diz que não odeia Rita e tenta um acordo: “Eu sempre me senti culpada pelo que te fiz no passado. Por isso, eu vim aqui reconhecer meu erro. Vim aqui pra pedir o teu perdão. Por favor, Rita, me perdoa”.

“Avenida Brasil” vai ao ar logo após o “Jornal Nacional”.

NaTelinha

 

Aguinaldo alfineta “Avenida Brasil”

O autor Aguinaldo Silva parece não gostar muito de “Avenida Brasil”, prova disso é que ele é um dos poucos que critica a novela. Através do Twitter ele disse que assiste a novela, mas abaixa o som da TV “A turma tá gritando demais!” diz ele. O autor também elogiou a nova novela de Glória Perez ” A próxima novela de Glória Perez já tem um telespectador: eu. Não perco novela que tem Carolina Dieckmann no elenco.” disse o autor.

Parece que Aguinaldo não esta gostando muito de “Avenida Brasil”, sera inveja?

Redação

 

Avenida Brasil: Jorginho se complica com a noiva

Débora (Nathalia Dill) quer explicações para o sumiço de Jorginho (Cauã Reymond); mal ela sabe que ele pensa em Nina

Jorginho (Cauã Reymond) vai se complicar com a noiva Débora (Nathalia Dill) no capítulo desta segunda-feira, 16, na novela Avenida Brasil, da Rede Globo. Mal Débora sabe que Jorginho está completamente encantado por seu grande amor de infância, a Nina (Débora Falabella). Jorginho acaba de descobrir que Nina é Rita (Mel Maia). OsPaparazzi mostrou como Jorginho descobriu quem é Nina. O jogador de futebol está de casamento marcado com Débora. Mas agora está completamente confuso.

Jorginho já brigou com Lucinda (Vera Holtz) por ela omitir o paradeiro do seu primeiro amor. “A senhora mentiu! Me enganou!”, disparou Jorginho. Ele voltou ao Lixão, suas origens, para pensar sobre o sentimento que ainda carrega por Nina. Quando crianças, os dois até se casaram! Após noite complicada, o jogador de futebol vai acordar e dar de cara com a noiva Débora, que pede explicações.

Após conversar com Jorginho, a noiva Débora pede para que ele procure uma terapeuta. O problema de Jorginho está no coração. Ele ainda não assume totalmente, mas parece continuar apaixonado por Nina. “Jorginho sempre falou de Nina (Rita) para sua noiva, Débora. Mas ele falava como algo de outro mundo, ou seja, ‘Rita foi para a Argentina, já se passaram tantos anos, eu nunca vou reencontrá-la’. Mas não dizem que o mundo é pequeno? Pois é. Nina voltou. E Jorginho parece estar completamente apaixonado por ela. E o sentimento é recíproco”, avaliou o crítico de TV, Celso Diaz. Jorginho reconhece até mesmo o cheiro do perfume de Nina na novela Avenida Brasil.

E nos próximos capítulos de Avenida Brasil, hein? Jorginho e Nina vão ficar juntos? E a noiva Débora, como fica? Será que Jorginho vai apoiar Nina no plano de vingança para acabar com a vilã Carminha (Adriana Esteves) e contar toda a verdade para Tufão (Murilo Benício)?

Avenida Brasil sobe, mas mantém baixa audiência

A novela Avenida Brasil conseguiu elevar seus índices de audiência nessa quinta, registrando média de 36 pontos.

Mesmo assim, os números estão inferiores aos números de Fina Estampa, e da casa d0s 40 pontos, onde a Globo quer a novela.

Confira Tudo sobre “Avenida Brasil”

A história da próxima novela das 21h da TV Globo, “Avenida Brasil”, de João Emanuel Carneiro, gira em torno da personagem vivida por Mel Maia. Com 11 anos de idade, a menina Rita sofre um duro golpe, que deixará marcas para o resto de sua vida.
Órfã de mãe, ela foi criada por seu pai Genésio (Tony Ramos) e pela megera madrasta, Carminha (Adriana Esteves), que consegue, após a morte de Genésio, roubar a casa, a família e os sonhos da enteada. Porém, mesmo com a vida sofrida, Rita não fraqueja e mantém viva a sede por um acerto de contas.

Nina (Débora Falabella) Foto: Divulgação/TV Globo

Em busca de justiça, a garota deixa seu triste passado para trás e se transforma em Nina (Débora Falabella), uma mulher firme e preparada para as surpresas da vida. Ficha técnica
Uma novela de João Emanuel Carneiro Direção de núcleo de Ricardo Waddington Estreia: 26/03 Horário: 21h10 Antecessora: “Fina Estampa”, escrita por Aguinaldo Silva
Elenco Débora Falabella – Nina Murilo Benício – Tufão Adriana Esteves – Carminha
Ailton Graça – Silas Alexandre Borges – Cadinho Ana Karolina – Ágata Bianca Comparato – Betânia Bruna Orphao – Paloma Bruno Gissoni – Iran Camila Morgado – Noêmia Carol Abras – Begônia Carolina Ferraz – Alexia Cauã Reymond – Jorginho Claudia Missura – Janaína Daniel Kuzniecka – Hector Daniel Rocha – Roniquito Débora Nascimento – Tessália Deborah Bloch – Verônica Eduardo Simões – Batata Eliane Giardini – Muricy  Emiliano D’ávila – Lúcio Fabiula Nascimento – Olenka Felipe Abib – Jimmy Bastos Heloisa Perissé – Monalisa Isis Valverde – Suéllen   Jean Pierre Noher – Martín João Fernandes Nunes – Picolé João Pedro – Rei José de Abreu – Nilo José Loreto – Darkson Juliano Cazarré – Adauto Letícia Isnard – Ivana  Luana Martau – Brigitte Marcelo Novaes – Max   Marcos Caruso – Leleco Mel Maia – Rita   Nathalia Dill – Débora Otávio Augusto – Diógenes Ronny Kriwat – Tomás Thiago Martins – Leandro Tony Ramos – Genésio  Vera Holtz – Lucinda Vilma Melo – Conceição
O passado sombrio
A vida de Rita (Mel Maia) desmorona com a morte do pai. O destino coloca em seu caminho a segunda esposa de Genésio, Carminha (Adriana Esteves). Além da megera, outro que chega para atormentar a vida da garota é Max (Marcelo Novaes), amante da madrasta e o principal parceiro de Carminha nos golpes e armações.
A primeira parte de “Avenida Brasil” é ambientada na década de 90. Carminha planeja e consegue se casar com Genésio, um homem simples e bacana. Desde o início, a vilã planeja contra o marido e consegue criar uma armadilha para tirar grande quantidade de dinheiro de Genésio.

Genésio (Tony Ramos) descobre que foi enganada por sua segunda esposa, Carminha (Adriana Esteves) Foto: Divulgação/TV Globo

No entanto, a pequena Rita torna-se uma pedra no sapato de sua madrasta ao descobrir qual é a verdadeira intenção de Carminha. Ela conta ao seu pai sobre o roubo do dinheiro da venda da casa onde moram. Revoltados, Genésio e Rita tentam deter a megera, porém Carminha consegue tirar o marido de seu caminho, após ele sofrer um acidente fatal. Assim, ela consegue evitar que seu verdadeiro caráter venha à tona.
Vilã de sorte
Além de se livrar do marido, Carminha conseguirá encontrar um homem rico. Surge em seu caminho o jogador Tufão, criado no bairro suburbano do Divino. Atleta do Flamengo, Tufão se destaca e ganha fama e dinheiro após decidir uma final de campeonato.

Tufão (Murilo Benício) concede entrevista após vencer título pelo Flamengo Foto: Divulgação/TV Globo

Cada vez mais perto de conseguir realizar o sonho de ser rica, Carminha vê no atleta a possibilidade de alcançar o que sempre quis. E, para não atrapalhar no seu relacionamento, ela resolve descartar a enteada. Ela manda Rita para um grande depósito de lixo, onde a garota viverá sob o controle de Nilo (José de Abreu).
Dificuldades da vida
No lixão onde foi deixada, Rita (Mel Maia) passa os piores dias de sua vida. Num local sujo e hostil, ela divide a casa com várias outras crianças pobres e com Nilo (José de Abreu), que dita as regras do jogo.
Ali perto também vive a prendada Lucinda (Vera Holtz), apelidada de Mãe do Lixão. Com a capacidade de transformar lixo em lúdico, é ela quem nutre a esperança das crianças que por ali vivem. É na casa de Lucinda que vive Batata (Eduardo Simões), garoto de bom caráter. O rapaz ampara Rita ao vê-la enfrentar a difícil rotina na casa de Nilo e convence a Mãe do Lixão a abrigar a menina.

Nilo (José de Abreu) Foto: Divulgação/TV Globo

Porém, o que era uma simples amizade acabou se transformando em um inocente primeiro amor, uma relação que o tempo terá dificuldades em apagar. Quando Rita começa a se sentir bem morando na casa de Lucinda, um acontecimento mudará para sempre a vida dela. Uma família resolve adotar Rita e levá-la para o exterior. Tempos depois, é a vez do pequeno Batata ganhar uma nova família e deixar o lixão. Os dois seguem por caminhos distintos, guardando na lembrança o intenso sentimento que tiveram na adolescência.
Vida nova sem esquecer o passado    
A vida dos dois pombinhos muda completamente. Rita torna-se Nina (Débora Fallabella). Já Batata passa a ser conhecido como Jorginho (Cauã Reymond). A garota é levada para a Argentina, onde é criada por uma família com boa condição financeira. Seu novo pai, Martín (Jean Pierre Noher), é um homem carinhoso que soube educar bem Nina e suas duas filhas biológicas. A jovem torna-se uma mulher bem sucedida profissionalmente. Ela é chef de cozinha e tem seu próprio restaurante. Além disso, ela engata um namoro com o argentino Hector (Daniel Kuzniecka).

Nina (Débora Falabella) na Argentina com seu namorado Hector (Daniel Kuzniecka) Foto: Divulgação/TV Globo

Mesmo com a boa vida, Nina não se esquece de seu passado. Com a morte de seu pai adotivo, o sentimento de vingança aumenta. Ela não consegue perder de vista o rastro de Carminha (Adriana Esteves). Mesmo morando na Argentina, ela se mantém informada sobre a megera, sabe que ela se casou com o craque Tufão e que virou uma mulher rica e famosa.
Volta ao Brasil
Disposta a acertar contas com sua rival, Nina volta ao Brasil e abre mão de tudo o que conquistou na Argentina: o restaurante, o namorado e até mesmo a família adotiva. Tudo para evitar que Carminha continue a fazer novas vítimas.

Foto: Divulgação/TV Globo

Para penetrar na casa de Tufão e Carminha, ela conseguirá conquistar sua inimiga, se passando por uma empregada prestativa e competente. E é a partir dessa busca de justiça de Nina, que a história de “Avenida Brasil” é desenrolada pelo autor João Emanuel Carneiro. Clube pequeno
O fictício Divino Futebol Clube, time de terceira divisão sediado no subúrbio carioca, é um dos principais cenários do folhetim. É lá que treinam os jogadores Jorginho (Cauã Reymond), Iran (Bruno Gissoni), Roniquito (Daniel Rocha) e Leandro (Thiago Martins). Todos com o mesmo sonho: serem contratados por um grande time.

Jorginho é filho adotivo de Tufão, porém não consegue jogar tão bem quanto o pai Foto: Divulgação/TV Globo

Além de futebol, o clube movimenta o bairro do Divino com suas tradicionais festas, regadas com muita música, dança e charme. São nas noites do modesto clube que se destacam personagens como Darkson (José Loreto), Tessália (Débora Nascimento), Olenka (Fabiula Nascimento) e Suéllen (Isis Valverde). Ídolo da nação rubro-negra Ao contrário dos demais personagens do mundo futebolístico de “Avenida Brasil”, Tufão (Murilo Benício) é bem sucedido. O título que ele conquistou para o Flamengo o tornou ídolo e bem sucedido financeiramente. Apesar da badalação, o atleta sempre optou por morar com a família no bairro em que nasceu, rodeado por amigos. Para isso, ergueu uma mansão em pleno subúrbio.

Foto: Divulgação/TV Globo

Antes de Carminha (Adriana Esteves) invadir sua vida, ele era apaixonado pela cabeleireira Monalisa (Heloísa Perissé). Inclusive, os dois chegaram a ficar noivos. Mas o romance sempre foi reprovado pela mãe do craque, Muricy (Eliane Giardini), que acreditava, erroneamente, que Monalisa era uma oportunista.
A cabeleireira deixou a Paraíba para tentar a sorte no Rio de Janeiro. E foi no salão de beleza que ela conseguiu sua independência financeira. Com o apoio do então noivo, deixou de ser empregada e abriu o Salão da Monalisa, estabelecimento de bastante sucesso graças à criação de um creme que tem o poder de alisar o cabelo da clientela. Trabalham com Monalisa, Olenka (Fabiula Nascimento), Roniquito (Daniel Rocha) e Brigitte (Luana Martau).
Vida no subúrbio
Outro núcleo de destaque em “Avenida Brasil” é o do bairro do Divino. Um dos moradores mais populares é Silas (Ailton Graça), que passa diariamente pelas ruas da localidade com seu famoso carro de mensagens. Seu personagem promete arrancar gargalhadas do público com mensagens que vão desde pedidos de casamento até cobranças de dívidas.

Foto: Divulgação/TV Globo

Também se destaca a loja de moda feminina do bairro. Nela, trabalham Suéllen (Isis Valverde), que vive mais preocupada em se tornar uma “Maria-Chuteira”; Lúcio, conhecido por fazer corpo mole no trabalho; e Darkson, que usa sua voz para fazer propaganda da loja aos pedestres. Os três trabalham para Diógenes (Otávio Augusto), o dono do estabelecimento, conhecido por seu jeito controlador, fechado e autoritário.
Mulherengo da vez
O ator Alexandre Borges mais uma vez vive um mulherengo em novelas. Na trama de João Emanuel Carneiro, ele é Cadinho, um empresário rico e inteligente. Ele possui três mulheres e, consequentemente, três famílias.
Sua primeira esposa é Verônica (Débora Bloch), uma mulher rica e consumista que, ao mesmo tempo, tem um coração enorme e nunca escondeu seu romantismo. Ela é mãe de Débora (Nathália Dill), uma acrobata, que resolveu abrir mão de trabalhar com sua arte depois de se apaixonar por Jorginho (Cauã Reymond).

Foto: Divulgação/TV Globo

Já a segunda esposa do empresário é Noêmia (Camila Morgado). No início do romance, ela se dizia pouco consumista. Porém, com o tempo, passou a levar uma vida de ricaça, morando em uma mansão mantida por Cadinho na região serrana do Rio. Noêmia é mãe de Tomás (Ronny Kriwat), um jovem que ostenta a vida de mauricinho mulherengo.
Alexia (Carolina Ferraz) é a terceira da lista de Cadinho. Rica no passado, a socialite perdeu sua fortuna ao longo do tempo. Seu objetivo na união com o empresário foi a tentativa de realizar o sonho de encontrar um pai para o filho que pretendia ter. Foi nesse clima que nasceu Paloma (Bruna Orphão), conhecida por ter uma personalidade forte.
Autor João Emanuel Carneiro é um dos principais nomes da nova geração de autores da TV Globo. Seu primeiro trabalho foi aos 14 anos, quando colaborou com Ziraldo no roteiro das histórias em quadrinhos do cartunista. Já com 22 anos, foi roteirista do curta-metragem “Zero a Zero”.
Desde então, resolveu apostar na carreira de roteirista, colaborando em filmes como “Central do Brasil”, “Orfeu”, “Deus é Brasileiro” e “Castelo Rá-Tim-Bum”. Na telinha, estreou em 2000, como colaborador nas minisséries “A Muralha” (2000) e “Os Maias” (2001) e na novela “Desejos de Mulher” (2002).
Em 2004, foi promovido a autor principal e escreveu a novela “Da Cor do Pecado”, grande sucesso na faixa das 19h. Com a excelente audiência conquistada pela novela, a Globo encomendou uma nova trama para o autor em 2006. Mais uma vez, Carneiro se destacou ao escrever “Cobras e Lagartos”, que voltou a elevar os índices na faixa das 19h.
Dois anos depois, o autor foi promovido para a faixa das 21h. Sua estreia no horário foi com a “A Favorita”. Em 2009, o novelista supervisionou as autoras Thelma Guedes e Duca Rachid no folhetim “Cama de Gato”.

Ricardo Waddington e João Emanuel Carneiro Foto: Divulgação/TV Globo

Diretor
Ricardo Waddington teve sua primeira oportunidade na TV em 1983 como assistente de direção da novela “Champagne”. Dois anos depois, foi promovido a diretor na novela “De quina para Lua”. Seu primeiro folhetim como diretor geral foi Mandala (1987).
Desde então, acumula vários sucessos na tela da Globo como diretor principal, como “Olho no Olho” (1993), “Quatro por Quatro” (1994), “História de Amor” (1995), “Por Amor” (1998), “Laços de Família” (2000), “Mulheres Apaixonadas” (2003) e “Cabocla” (2004).
Ele também assinou a direção de vários seriados como “Delegacia de Mulheres” (1990), “Sex Appeal” (1993), “Presença de Anita” (2001) e, mais recentemente, “A Cura” (2010). “Avenida Brasil” será a segunda novela de João Emanuel Carneiro dirigida por Waddington. Eles também trabalharam juntos em “A Favorita” (2008). Anote na agenda
“Avenida Brasil” estreia nesta segunda (26), a partir das 21h10, na Globo.

#VemAvenidaBrasil: Estreia apresenta fortes emoções; Carminha é desmascarada

https://i2.wp.com/natelinha.uol.com.br/img/pag/315x265/img20120324143136.jpg
A nova novela das nove da Globo, “Avenida Brasil”, começa com fortes emoções no seu primeiro capítulo que vai ao ar nesta segunda-feira (26).

Genésio (Tony Ramos) vai levar um grande susto ao sair do banco. Ele será assaltado, assim como previa Carminha (Adriana Esteves). Ele confirma que sua filha, Rita (Mel Maia), estava dizendo a verdade sobre ele ser assaltado quando fosse sair do banco.

Dessa forma, Genésio volta ao local para pegar o dinheiro realmente, pois como ele estava desconfiado, acabou enchendo a mochila que foi roubada de papel picado.

Em casa, ele revela para a filha que foi assaltado. Ela finge ter ficado chocada e consola o pai: “Tudo que você disse é verdade, meu amor. Você salvou seu pai”. E revela que enganou Carminha e a expulsará de casa.

Genésio segue Carminha e à distância escuta uma conversa entre ela e o amante, Max (Marcello Novaes), dizendo que o plano deles deu errado. Max fica revoltado e vai embora. É quando Genésio surpreende Carminha: “Nunca mais vai botar os pés naquela casa! Vai direto pra sarjeta, de onde eu te tirei, sua vagabunda mal-agradecida!”.

Revoltada, Carminha dá um chute entre as pernas do marido e corta seu braço com um caco de vidro. Ferido, o empresário consegue derrubar Carminha e avisa: “Você vai em cana! Vou à delegacia agora fazer exame de corpo de delito!”. Mas a vilã consegue levantar e foge pelas escadas.

“Avenida Brasil” vai ao ar logo após o “Jornal Nacional”.
  Tweet #VemAvenidaBrasil

Exclusivo: Confira a Abertura de “Avenida Brasil”

Record faz pesquisa para avaliar “Hoje em Dia”; veja os resultados

Imagem

Motivada pela concorrência do programa de Fátima Bernardes, que deve estrear na Globo em breve, há algumas semanas a Record encomendou uma pesquisa para tentar entender melhor o público do “Hoje em Dia”, um dos programas mais lucrativos de sua grade. Motivada pelos resultados, a emissora deu início a algumas mudanças na atração. Uma delas, já conhecida, foi a percepção de que o público prefere ver Giane Albertoni fora do estúdio, em externas, onde acha que ela fica mais à vontade.

A coluna teve acesso com exclusividade aos resultados da pesquisa feita pela emissora e publica os principais pontos abaixo. Além disso, adianta novos quadros que a atração ganhará em breve. Confira:

– Relação entre os apresentadores: os espectadores gostam dos três apresentadores e adoram quando fazem brincadeiras entre si. Todos têm a impressão de que Edu Guedes, Chris Flores e Celso Zucatelli são amigos de verdade na vida real.

– Sem Ana Hickmann e Britto Jr.: na pesquisa, os entrevistados disseram gostar de Ana Hickmann e Britto Jr. em diferentes níveis, mas afirmam categoricamente que não gostariam de vê-los no “Hoje em Dia” novamente. O público entende que eles seguiram rumos diferentes, em carreiras solo. O que contraria definitivamente os rumores de que o programa poderia voltar à formação original.

– Rivalidade: a briga entre Ana Hickmann e Chris Flores também foi avaliada na pesquisa. Apesar de o marido da apresentadora do “Tudo É Possível” ter soltado gatos e cachorros sobre ela, em nada a imagem da comandante do “Hoje em Dia” foi abalada. Pelo contrário: passou a ser vista como vítima da história toda e ganhou a simpatia do público.

– O chef que todas amam: as espectadoras têm 100% de confiança no cozinheiro. Acham que ele cozinha bem e apresenta receitas de maneira fácil. Não por acaso, Edu ganhará um novo quadro na atração. Em “O Chef do Bairro”, ele promoverá uma disputa entre dois cozinheiros de mão cheia de lugares pelo Brasil.

– Ana Maria Braga: o mesmo público do “Hoje em Dia” gosta do “Mais Você”, de Ana Maria Braga. A apresentadora da Globo é admirada por todos. Já o “Bem Estar” tem resistência das espectadoras, que afirmam só assistir quando há um tema que as interesse. Parte delas não gosta do apresentador Fernando Rocha.

– Fátima Bernardes: a maioria dos entrevistados tem dificuldade de vê-la fora de uma bancada de telejornal, mas a acha carismática, apesar de não ter a imagem de uma dona-de-casa tradicional.

– Credibilidade: o jornalista é visto como um homem de credibilidade. O público gosta de vê-lo em momentos descontraídos. Exatamente por isso também ganhará mais um quadro, sobre tecnologia, chamado “Zucatech”.

– Fofoca: os espectadores não se sentiam totalmente confortáveis com o modo em que assuntos relativos a celebridades eram abordados. Ao invés de comentar as fofocas mais quentes, a ordem é levar convidados para falar sobre a carreira, cozinhar ou participar de algum quadro e repercutir determinado assunto de maneira orgânica. Isso implica também numa guinada para Chris Flores: encarada como uma mãezona, ela se dedicará a assuntos relativos à maternidade.

– Viagens: o público gosta quando os apresentadores saem do estúdio, especialmente quando viajam para outras cidades. As donas-de-casa afirmam que, como não é sempre que têm dinheiro para viajar, elas curtem conhecer outros lugares pelos olhos deles.

Essas informações são do Portal IG

Juliano Cazarré promete surpreender com personagem do bem em ‘Avenida Brasil’

Autor de ‘Kuduro’ veta Latino na novela das nove

Latino não cantará a música na abertura de 'Avenida Brasil'. Foto: Divulgação

Latino não cantará a música na abertura de ‘Avenida Brasil’

Lucenzo, autor da música Vem dançar Kuduro, vetou a participação de Latino como intérprete da música na abertura de Avenida Brasil, próxima trama das nove da TV Globo. O cantor brasileiro fez sucesso com a música em parceria com Daddy Kall. As informações são do jornal Extra.

Os dois tem uma briga desde que Latino começou a cantar a música, segundo Lucenzo, sem sua autorização. A gravadora EMI diz que a versão “foi devidamente formalizada e tornada lícita oficialmente pelo setor jurídico da gravadora”.

VÍDEO: Nova chamada de Avenida Brasil


VÍDEOS: Confira a 4ª e a 5ª chamada de “Avenida Brasil”

 

Antes de Fla-Flu, Murilo Benício e Cauã promovem nova novela

Cauã Reymond e Murilo Benício, que interpretam dois jogadores de futebol em 'Avenida Brasil', promoveram a nova novela das 21h antes do clássico entre .... Foto: Roberto Filho /AgNews

Cauã Reymond e Murilo Benício, que interpretam dois jogadores de futebol em ‘Avenida Brasil’, promoveram a nova novela das 21h antes do clássico entre Flamengo e Fluminense, no Rio de Janeiro

No último domingo (11), antes do clássico entre Flamengo e Fluminense, no Estádio Olímpico João Havelange (Engenhão), Rio de Janeiro, os atores Murilo Benício e Cauã Reymond promoveram a nova novela das 21h da Globo, Avenida Brasil.

Na trama, Murilo e Cauã interpretam Tufão e Jorginho, respectivamente, dois jogadores de futebol. “O início da novela mostra o final da carreira do Tufão. Ele se consagra e depois se aposenta. Aí começa a história do filho adotivo, o Jorginho, personagem do Cauã. A trama do futebol é mais focada na realidade do Jorginho”, explicou Murilo, que entrou no gramado com o time do Flamengo.

Cauã Reymond vive o filho adotivo de Tufão. Na pele de Jorginho, um jogador que passa longe do talento do pai, o ator tem se dedicado a treinos de futebol para fazer bonito nas gravações. Sobre a experiência de entrar em campo antes de um clássico do futebol carioca, ele disse: “foi muito legal estar no gramado. Os jogadores foram simpáticos comigo e com o Murilo e vieram nos cumprimentar. E é bacana ver como eles entram focados em campo, bem concentrados”.

Heloisa Perissé, Fabiula Nascimento, Thiago Martins, Alexandre Borges, Bruno Gissoni, Nathalia Dill e Marcelo Novaes também estiveram no Engenhão para acompanhar a partida.

Avenida Brasil, que estreia no dia 26 de março, conta a história de Nina (Débora Falabella), uma chef de cozinha que resolve acertar ascontas com Carminha (Adriana Esteves), sua madrasta. Após 13 anos, Nina decide seguir em busca da sua justiça e resgatar parte de sua vida, roubada por Carminha por meio de um golpe.

As informações são do Portal Terra

Confira a 3ª chamada de “Avenida Brasil”

“É a personagem mais difícil da minha carreira”, diz Adriane Esteves sobre “Avenida Brasil”

Nada mais desafiador para uma atriz do que um papel novo e completamente diferente na carreira. Este é o momento de Adriana Esteves, que vive uma de suas maiores vilãs, Carminha, em Avenida Brasil. Uma mulher gananciosa, capaz de passar por cima de tudo e de todos por dinheiro e para ter uma vida de madame. “Estou achando que é a personagem mais difícil da minha carreira”, diz a atriz, que já tem mais de 20 anos de TV.

Megera, bonita, sensual, inteligente, divertida, dissimulada, ambiciosa, fria e amoral. A combinação dessas características faz de Carminha a personagem que vai movimentar a trama das nove. “Ela é extremamente complexa”, define Adriana.

As maldades da vilã prometem revoltar o público e, se depender de Adriana, as pessoas vão se envolver de verdade com a trama. “Estou me jogando. Faço todas as maldades que estão escritas sem crítica nenhuma. Sou meio obsessiva, tudo que penso e faço é para a novela”, revela.

Entre os métodos de preparação para a personagem, ela assistiu a diversos filmes, mas também pegou referências de histórias da vida real. “Algumas que ouvi falar e outras até que conheci”, conta. “Tudo o que faço, até as coisas boas, consigo relacionar, passar uma peneira e ver onde que tem um pouco de Carminha”, completa.

Adriana está com grandes expectativas para a estreia da novela e muito satisfeita por dar vida a Carminha. “É tudo muito novo para mim. O que estou me propondo a fazer foi um convite sensacional do Ricardo Waddington (diretor de núcleo) e do João Emanuel (autor). O trabalho inteiro é um desafio. Fazer uma vilã é um desafio, uma novidade na minha carreira.”

Não perca a estreia de Avenida Brasil na segunda-feira, 26 de março!

“Avenida Brasil”, será lançada na Rocinha

Imagem

A Globo está mesmo de olho nas classes C e D. Além da comédia “Cheias de Charme”, que terá como temática o universo sertanejo universitário e tecnobrega, a próxima trama das 21h, “Avenida Brasil”, terá seu lançamento na quadra da Rocinha, a favela carioca recém-pacificada.

A trama gira em torno da personagem Nina (Débora Falabella), uma garota cujo pai, interpretado por Tony Ramos, sofrerá um golpe de Carminha, vivida por Adriana Esteves. Após a morte de seu pai, a protagonista, ainda criança, será abandonada pela vilã em um lixão. A cena, exibida durante evento de lançamento da programação 2012 da Globo, foi considerada “revoltante” pelo ator Marcelo Novaes, que será Max, o comparsa de Carminha.

“O primeiro capítulo é revoltante. Eles armam para o Tony Ramos, que morre atropelado acidentalmente pelo Murilo Benício”, conta Novaes. Benício será um jogador de futebol em ascensão chamado Tufão e se tornará a nova vítima da dupla, que será testemunha do atropelamento e usará a informação para envolvê-lo.

“Tufão vai namorar com a Carminha, mas ela obviamente só quer saber do dinheiro dele. Então, ele apresenta a irmã dele pra o Max e vamos todos morar na mesma casa”, contou aos risos o ator.

Já adulta, Nina, que foi criada no lixão, volta ao Brasil após uma temporada no exterior para se vingar de Carminha. “Avenida Brasil” estreia dia 26 de março.

Primeiro vilão

Marcelo Novaes destacou a satisfação de estar vivendo o primeiro vilão da carreira aos 50 anos (30 como ator de TV). Além disso, elogiou a ousadia dos novos autores. “Sem desmerecer os atores veteranos, mas o pessoal novo vem com garra e sem medo de arriscar.”

As informações são do Portal UOL

“Não terá assassinato” diz João Emanuel Carneiro em entrevista sobre “Avenida Brasil”

João Emanuel Carneiro cria mocinha anti-heroína em nova novela

“Eu sempre quis torcer pelo bandido.” É assim que João Emanuel Carneiro, autor de uma das vilãs de novela mais célebres dos últimos anos, a Flora (interpretada pela atriz Patrícia Pillar) de “A Favorita” (2008), explica como criou a trama de seu novo folhetim, “Avenida Brasil”.

A próxima novela das 21h da Globo, que estreia no dia 26, fará da “mocinha”, Nina (Débora Falabella), uma anti-heroína. Ela terá uma infância sofrida, com direito a abandono em lixão, e se vingará da responsável pela penúria: a vilã Carminha (Adriana Esteves), sua madrasta.

“Amo personagens ambivalentes, como o Raskólnikov [de ‘Crime e Castigo’], do Dostoiévski”, diz Carneiro, em uma das referências literárias que associa a sua nova obra.

Em sua segunda novela no horário nobre, o autor retrata as camadas populares, mas nega uma busca pela audiência da “nova classe C”.

Folha – “Avenida Brasil” vai se passar num cenário popular?

João Emanuel Carneiro – Eu criei um subúrbio na minha cabeça, o bairro Divino. É uma fabulação, um universo suburbano com um pouco de Nelson Rodrigues. Sou carioca do Leblon, minha mãe era antropóloga, volta e meia eu ia com ela fazer pesquisa nos subúrbios, mas certamente não sou uma pessoa do subúrbio. Mas esse subúrbio que eu estou criando não tem uma ambição sociológica, não tenho vontade de fazer uma novela sociológica sobre o Brasil atual, é um exercício de ficção. Tanto que eu inventei um bairro que não existe, é o meu subúrbio, não tenho de prestar satisfação a nada.

De qualquer modo, é um subúrbio tipicamente carioca?

Sim. Tem o baile [de charme e funk], tem muito o perfil de mulheres que eu vejo conversando na rua, essa mulher que sustenta o marido e os filhos, o homem que fica em casa, uma constante nos subúrbios do Rio.

Haverá também um lixão, certo?

O lixão, pra mim, é muito Charles Dickens. Essa novela tem um quê de “Oliver Twist”, é um drama infantil inglês do século 19, uma saga em duas fases.

As novelas da Globo vêm buscando refletir os anseios da nova classe média. Isso foi uma orientação que você recebeu?

Não, de forma nenhuma. Não foi uma encomenda. O escritor é um observador do que está em volta dele. Estou morando há três meses em Copacabana e aqui noto muito o Brasil do Lula, essa nova classe média. Acho curioso porque tem menos tensão social, já está um pouco uniformizado, não é como em Ipanema, onde você vê o menino do morro e o cara que mora na praia. A minha novela é um pouco sobre isso também, tá havendo uma ascensão de pessoas que não tinham acesso a um bando de coisas e que agora têm, e como isso vai influenciar o perfil cultural dessas pessoas, qual vai ser a cara dessa nova classe média.

Como surgiu a trama?

A história surgiu porque eu sempre quis torcer pelo bandido. E eu quis inventar um personagem, que é a Nina [Débora Falabella], que fará coisas atrozes por justa causa, contra alguém realmente mau. É uma heroína que age como vilã. Quis torcer por alguém que faz atrocidades e estar tranquilo por poder torcer. Isso é o que me estimula a fazer essa novela. Toda novela que eu fiz é filha da anterior, porque você naturalmente pensa em outra história. “Avenida Brasil” surgiu da vontade de torcer para a Flora [vilã de “A Favorita”], eu gostava dela, mas não podia torcer.

Mas qual será a história da protagonista?

Ela é uma menina que levou um golpe em 1999. Ela mora com o pai [Tony Ramos] e a madrasta [Adriana Esteves] e percebe que o pai seria roubado. Ela consegue avisá-lo a tempo, mas ele entra pelo cano e, depois disto, a madrasta a abandona no lixão. Essa menina volta 12 anos depois e vai trabalhar como empregada doméstica na casa da ex-madrasta, que não a reconhece, e vai destruir aos poucos a vida da patroa.

O que serviu de influência para essa trama?

Leio muito romances do século 19 antes de escrever novela. Li muito Balzac enquanto estava fazendo a sinopse, acho que ele está muito ali, tem muito de “Ilusões Perdidas”. A novela é fagocitante, ela vai se alimentando de tudo. Todos os filmes que você já viu, tudo que você já viveu, você vai usando esse caldo. São 6.600 cenas, é muita coisa.

Como é a pressão de fazer uma novela das 9? “A Favorita” não foi tão bem no ibope.

A subsequente, “Caminho das Índias”, também não, porque a audiência [das novelas em geral] estava caindo. Eu tento fazer o meu melhor, faço histórias de que gosto. Penso no espectador, mas primeiro em algo que eu gostaria de assistir. A novela das 9 é uma novela para gente que senta para assistir. A das 7 eu digo que é uma novela de bar, as pessoas estão em trânsito, na rua, num boteco, ela tem de ter uma movimentação de imagem, brigas, atropelamentos, perseguições, porque a imagem tem de chamar, o espectador não está escutando o diálogo. E ela também é voltada para um público mais infanto-juvenil. A das 9 é a novela que a família senta para assistir. E o autor é um personagem a ser julgado. Na das 7, ninguém pensa em quem escreveu aquilo, a das 9 tem o julgamento, “esse cara tá ruim, esse cara tá bom, concordo, não concordo”.

Essa é sua quarta novela. Já dá para identificar suas marcas?

Minha característica é misturar drama e comédia. E tem a questão da família de eleição. Em “Da Cor do Pecado” o neto não era neto. Em “A Favorita” a mãe que criou não era mãe de sangue da Mariana Ximenes [Lara], e agora nessa tem a questão sanguínea da Carminha [Adriana Esteves] com o Jorginho [Cauã Raymond]. Como sou uma pessoa com pouquíssima família, sou neto único, não tenho irmãos nem filho, a ideia de família me é fascinante.

E a trama terá elementos de seus trabalhos anteriores?

Acho que essa novela, como todas que faço, tem um eixo de drama muito forte. “A Favorita” era uma novela noir, mais pesada. Essa novela é diferente, tem um tema central, que é a vingança justificada, mas tem arredores muito coloridos. Tem mil situações meio rodrigueanas que vão dar um tempero. É menos policial que “A Favorita”, não tem arma, não tem assassinato.

Quanto você já escreveu de “Avenida Brasil”?

Não posso falar, mas sempre tenho uma frente melhor do que a maioria das novelas, gosto de fazer mais antes [do início da exibição]. Mas você também não pode fazer demais porque depois vai ao ar alguma coisa que não dá certo e você tem que mudar. O ideal seria entregar uma obra fechada, mas é impossível porque você tem de se sujeitar ao que vai acontecer ali. Já tive de mudar muito, mas é sempre melhor mudar o que já está escrito do que escrever do zero. É uma coisa muito dura esse trabalho, muito cansativa. Tem gente que tira mais de letra do que eu, tipo a Glória Peres, pra mim é difícil.

Como é seu ritmo de trabalho?

Eu acordo tarde e trabalho das 11h às 23h, aí paro para editar o capítulo, vou dormir por volta das 3h. Antes de a novela estrear, ainda tiro os fins de semana, mas, com ela no ar, não saio de casa, não tem como, são 180 capítulos, é humanamente impossível se não for assim. Penso em blocos de cinco capítulos por semana, um ligado no outro. São 180 páginas, é muita coisa. E o problema é que você tem de ler e ver filmes, senão emburrece, se ficar lendo só o que você escreve e vendo sua própria novela.

Isso faz você sentir falta do ritmo do cinema?

Gosto muito de cinema, gostaria de voltar dirigindo um filme, não mais fazendo roteiro para os outros. A profissão de roteirista de cinema é muito amargurada, frustrante, porque o filme é muito do diretor. Já a novela é do autor, porque ela é algo grande demais, o controle do processo está na mão de quem escreve. O cinema está na mão de quem dirige, porque você pode não gostar do roteiro e mudar. A novela não, chega o capítulo, é gravar e por no ar. Não tem tempo.

Como é a sua interação com os diretores e seus colaboradores?

Interajo muito, é um processo a oito mãos, com o Ricardo Waddington, a Amora Mautner e o José Luiz Villamarim [diretores]. Estou com colaboradores ótimos nessa novela, eu faço a escaleta e eles desenvolvem as cenas, que voltam para mim e eu reescrevo, faço o texto final do capítulo. Minhas histórias são muito concentradas, meus elencos são muito pequenos. Essa novela tem 32 personagens. Algumas têm 100. Numa novela assim, você pode ir colocando pessoas ali e ir vendo quem funciona e quem não funciona. Eu só tenho uma bala no revólver, tenho que acertar o tiro. Não escrevo com o ator em mente, nem o protagonista. Mas, depois que eles entram, começo a escrever com a cara deles em mente.

Você perdeu atores que já estavam escalados, não? O Domingos Montagner, a Taís Araújo, a Juliana Paes?

Isso é uma fofoca equivocada. Não perdi o Domingos, nem a Taís, nem a Juliana, nunca os quis para este trabalho, nunca foram cogitados.

Você acompanha o noticiário sobre suas novelas?

Não. Trabalho muito, o dia inteiro, vou ficar lendo jornal que fala bem ou fala mal? Não pode, perturba muito.

Você fica alheio ao noticiário em geral, ou só à parte da sua novela?

Leio nacional e economia.

Os comentários sobre sua obra te irritam?

Tem coisas muito boas, coisas muito ruins. A internet é um poço de rancor. Não tenho Twitter, imagina, se não quero nem ler o jornal… Não teria estrutura psicológica.

Esse incômodo é só no caso das novelas ou você também não lê o que falam do seu trabalho no cinema?

Só com as novelas. No cinema é o contrário, o trabalho já tá pronto. Na novela, eu estou no meio da lenha, se criticarem ou elogiarem, pode te afetar de alguma maneira. Tem sempre comentários maliciosos, mas alguns muito generosos também.

Há algum caso específico que tenha feito você tomar essa decisão?

A Folha falou, por exemplo, num texto sobre minha primeira novela, que ela tinha tido audiência alta porque tinha tido uma garoa fina em São Paulo. Me lembro que isso me chateou muito, “garoa fina em SP faz novela ter audiência alta”. Depois a novela foi um sucesso em todos os dias, e não teve garoa todo dia, né? Esse é o tipo da coisa que me faz mal, dá raiva de quem escreveu. Aí acho melhor não ler. Depois eu pego as matérias e leio. Se sai antes, eu leio. Só não leio durante.

Como você vê a dramaturgia brasileira hoje em dia?

Está havendo uma tendência à massificação, como em tudo na cultura brasileira, na música, na literatura, no cinema, uma tentativa de chegar nessa massa. E o que a Globo tem de perseguir são novelas que sejam vistas por todos, não apenas por um setor da população. Temos de tomar cuidado para não perder isso de vista, não fazer novelas como as mexicanas ou venezuelanas, que são vistas só pelas classes populares. Percebo em certas novelas uma tendência de apelar para o povão o tempo todo. Acho que o grande mérito, o sonho do novelista brasileiro é fazer um “Roque Santeiro”, uma “Vale Tudo”.

E qual é o lado bom de ser autor de novela?

É um prazer muito forte você imaginar que tá todo mundo comentando algo que você pensou três semanas atrás. Você chegar na casa dos outros e estar todo mundo vendo aquilo. Tem essa onipotência que é boa, é uma experiência quase lisérgica ter uma população inteira assistindo aquilo que você pensou pouco tempo atrás. Isso é uma cachaça forte.

Os autores de novela, no entanto, são muito mais nomes do que imagem, não?

Sim, na rua ninguém sabe que eu sou o João Emanuel. Isso é maravilhoso, adoro quando falam mal, aproveito para falar mal também. O feedback da rua é espontâneo, é divertido. Já mudei novelas por conta dele.

Como você vê o trabalho de orientação de novos autores que passou a fazer na Globo?

Gosto muito de fazer, porque escrever é uma coisa muito solitária. Você estar com outras pessoas que fazem o que você faz, trocar com elas, você acaba aprendendo mais do que ensinando. No caso da Thelma [Guedes] e da Duca [Rachid] é isso, foi uma troca muito boa com elas [autoras de “Cama de Gato” e “Cordel Encantado”]. Tem de se formar novos novelistas, e estamos numa hora em que vão aparecer vários novos, porque a televisão precisa deles, uma geração que fez muita novela está ficando um pouco mais velha e tem de ser substituída, tem de entrar novas pessoas.

E de onde virá essa nova geração?

É uma pergunta difícil, não saberia responder. Não sei se vem alguém do cinema, certamente alguém virá de dentro da própria Globo. A novela é um ofício específico, só entende quem faz. Não tem como fazer um curso disso. Você pode até aprender a teoria de como fazer 180 capítulos, mas lidar com a novela no ar, com tramas que dão certo ou não dão, só se aprende isso fazendo.

Você foi orientado pelo Silvio de Abreu.

Que foi ótimo pra mim. O Silvio me ensinou muito do método, ele faz uma escaleta como eu faço, maciça, diária, com a maior parte dos diálogos já pensada. É um trabalho absurdo, mas é o meu método, que é muito parecido com o dele, isso eu aprendi muito com ele.

Crédito: Folha de São Paulo.

Adriana Esteves e Tony Ramos gravam Avenida Brasil

Imagem

Longe das novelas desde “Passione”, que terminou em janeiro do ano passado, Tony Ramos já começou a gravar suas primeiras cenas em “Avenida Brasil”, próxima trama das nove. O trabalho aconteceu na madrugada de ontem, em Guadalupe, sob a batuta da diretora Amora Mautner.

Na primeira fase da novela de João Emanuel Carneiro, que estreia no próximo dia 26, Tony é Genésio, marido de Carminha, papel de Adriana Esteves. Na sequência, gravada nos arredores da Avenida Brasil, Genésio persegue a mulher, que é a grande vilã da história.

As informações são do jornal Extra

%d blogueiros gostam disto: