Aguinaldo Silva. Ele parece tirar mesmo de si boa parte de suas tramas

aguinaldo

Em plena semana do Natal, Aguinaldo Silva vai dar a entender que o personagem do momento, José Alfredo de Medeiros, o “comendador” interpretado por Alexandre Nero em Império (Globo, 21h15), foi para debaixo da terra. Mas o homem será visto logo depois, mais vivo do que nunca num garimpo em Minas Gerais. “Ele chega à conclusão de que vive de pedras preciosas mas que, no fim das contas, nunca trabalhou num garimpo – o que era para ter feito lá em 1987. Então, vai ver como é que é”, conta o autor ao site de VEJA, divertindo-se com mais um lance fantástico que ele mesmo inventou para o protagonista. “Essa morte de mentira é uma volta dele ao passado, quando conheceu Sebastião (Reginaldo Faria) e acabou ficando rico.”

O autor vai usar um dos velhos truques do folhetim para movimentar a trama, que voltou a um patamar confortável no Ibope depois da mal-sucedida Em Família. A morte fingida de personagens de novela costuma agradar o público, quem sabe porque todo mundo já se pegou pelo menos uma vez querendo “sumir da face da Terra”. Com Aguinaldo, parece ser o contrário –ele adora aparecer. No dia anterior a esta entrevista, há duas semanas, esquecido de que era um domingo, ele deixou o apartamento na Avenida Atlântica, em Copacabana, e foi espairecer no shopping do bairro, um dos mais movimentados da cidade. “Foi um frisson danado! Todo mundo queria saber sobre o Comendador”, comemora ele, que não se furta a um contato com o público. Quando morava na Barra da Tijuca, por exemplo, gostava de fazer as compras da semana no hipermercado próximo ao condomínio, e ouvir a conversa das moças do caixa – não por acaso, Maria Paula (Marjorie Estiano) trabalhou como uma delas em Duas Caras (2007). “Um ficcionista tem de andar, experimentar. Muito do que escrevo vem das minhas observações e do que eu mesmo vivi. Não há como se fechar e achar que vai escrever uma novela”, observa. “Sobre o que vão falar esses autores do futuro? Sobre a vida no condomínio?”

Ele parece tirar mesmo de si boa parte de suas tramas, recriando a história do menino educado com sacrifício pelo pai frentista e a mãe dona de casa em Carpina, no interior de Pernambuco. Escritor precoce, que publicou o primeiro livro aos 16 anos (Redenção para Job, 1960), destacou-se nas redações da capital Recife e planejou fazer fama como jornalista em São Paulo. Mas num desvio no meio do caminho, parou no Rio de Janeiro em pleno 1964. Mas para ser de fato um folhetim, talvez sua trajetória precisasse de um lance incrível de sorte a torná-lo milionário, como aconteceu com José Alfredo em Império. Na vida real, Aguinaldo trabalhou, e muito: desde que estreou na Globo, em 1979, como um dos roteiristas do seriado Plantão de Polícia, escreveu 15 novelas, todas no horário nobre –Roque Santeiro (1985), Vale Tudo (1988, em co-autoria com Gilberto Braga), Tieta (1989) e Pedra sobre Pedra (1992), entre outras –, fora as duas produzidas em Portugal sob sua supervisão. Na última década, ainda é dele o primeiro lugar entre as dez maiores audiências das 9: em 2004, Senhora do Destino teve média geral de 50 pontos, na época o maior sucesso da emissora em 18 anos.

Sem meias-palavras, uma de suas marcas registradas nas redes sociais, ele confessa que, mesmo diante dos números que faz questão de divulgar, ressente-se pelo pouco caso que a intelectualidade ainda faz da telenovela. “É, sim, um produto popular. Mas tem muita coisa refinada ali, muita informação relevante sendo transmitida. Não só nas minhas novelas, mas nas de Gilberto Braga, do Silvio de Abreu, do Maneco”, sublinha ele, que assume a vaidade, mas que, aos 71 anos, demonstra não ter ilusões sobre o quanto tudo isso pode ser efêmero. Ao ser questionado sobre como será lembrado daqui 50 anos, é categórico: “Não serei lembrado. Ninguém mais vai estar falando que existiu um tal Aguinaldo Silva, claro que não. Mas quando um estudioso quiser saber como era o Brasil destes últimos 60 anos, com certeza terá de recorrer às telenovelas.”

Na entrevista a seguir, entre objetos de art déco no bairro que é a reserva art déco da cidade, o comendador legítimo – ele recebeu a Ordem do Mérito Cultural em 2012 – fala sobre o passado e o futuro da televisão e do país, além, é claro, do momento presente da sua Império:

Das informações que circulam sobre o que virá a seguir na novela, já se sabe que a morte fingida do Comendador José Alfredo (Alexandre Nero) é certa. É isso mesmo, o senhor vai correr o risco de ficar sem seu melhor personagem? Não. Ele resolve sair de cena porque chega a uma situação em que o Fisco invade a empresa, a Polícia Federal está atrás dele, toda uma situação que de vez em quando acontece com nossos empresários. Ele toma um veneno que simula a morte e é enterrado, mas tem um prazo para sair da tumba. Uma série de impedimentos atrasa a chegada do Josué (Roberto Birindelli) ao cemitério. Quando o Comendador é resgatado, está morto – já terá usado o cilindro de oxigênio deixado no caixão. Josué começa a chorar mas, de repente, o Comendador pergunta “está chorando por quê?”. Ou seja, ele escapa.

Não ficará sumido de cena, portanto. Não, nenhum capítulo! Ele fica seis meses sumido na novela. Como a Duda (Josie Pessoa) está grávida (e eu detesto mulher grávida em novela, porque atrapalha a trama) farei o seguinte: uma passagem de tempo de seis meses, e a marcação é ela sentindo as dores do parto. Só que nesta passagem, que dura três ou quatro capítulos, o Comendador não some para o público. Ele vai atrás de suas origens em Minas, vai trabalhar como garimpeiro. Isso foi rigorosamente armado para que ele continue na novela mesmo tendo saído.

Há cenas dele enterrado vivo? Sim, terríveis! Ele acorda dentro do caixão. O Josué coloca cápsulas pequenas de oxigênio no caixão e um celular no bolso dele (senão como iriam iluminar a cena, não é mesmo?). Tive muito cuidado para não me estender nesta sequência, porque poderia resultar em algo muito angustiante.

Acontece quando? Deixa eu te contar uma história. No entusiasmo de Vale Tudo, eu, Gilberto Braga e Leonor Bassères matamos Odete Roitman (Beatriz Segall). Na semana antes do Natal, o Dennis Carvalho, que era o diretor, ligou para a gente e disse:  “Sabem quando a Odete morre? Na véspera de Natal.” E morreu, não teve jeito. Agora, estou aqui escrevendo e, de repente, me dou conta de que aconteceria o mesmo. Pensei “preciso acelerar”. Há toda uma situação em que um dos filhos quer que ele seja cremado. Cristina (Leandra Leal) vai impedir, pois ela sabe que ele não estará morto. Essa situação teve de ser reduzida, senão a parte dele sepultado iria ao ar na véspera de Natal. Com a aceleração, vai acontecer lá pelo dia 22. No Natal, ele já estará no garimpo.

Percebe-se que o senhor não tem problemas com spoilers. Não. Eu mesmo solto spoilers o tempo todo! Acho que você tem de aguçar a curiosidade do público e contar uma outra passagem tem esse efeito no telespectador de novelas. Não adianta você contar o que vai acontecer, a pessoa quer ver. Então, eu gosto instigar. E quando a cena vai ao ar, tem de ter alguma surpresa.

Sei que não há fórmula de sucesso em novelas, mas, com a experiência que o senhor tem, imagino que já consiga prever certas reações do público. O José Alfredo engoliu a novela – as pessoas não dizem “vamos ver Império”, mas “vamos ver o Comendador”. Até que ponto ele foi criado para agradar? Na semana da novela, um dicionário on-line publicou que a palavra mais comentada da semana foi “comendador”. Até então, muita gente nem sabia o que é comendador. Ele foi rigorosamente pensado para isso: eu queria um personagem maior que a vida, mas, ao mesmo tempo, que fosse muito humano – porque ele tem qualidades e defeitos –,muito verdadeiro. Foi tudo pensado para isso, mas ele não seria o que é se eu não tivesse o ator certo. E a minha intuição disse que o ator seria o Nero. Tive, inclusive, que brigar muito por ele. O Nero era considerado bom ator, mas não uma estrela. Houve um longo período de perplexidade até que me disseram “tem certeza de que quer que seja ele?” e eu respondi “sim, quero”. Fiquei com medo, pensando “e se não der certo?”. A culpa seria minha. E contei com a maravilha que é o Chay Suede para fazê-lo jovem. Ou seja, tem novelas que você percebe já nas gravações que vão dar certo. Essa é uma delas.

O Chay não era conhecido na Globo, mas tem uma legião de fãs nas redes sociais, assim como outros atores de Império, como Josi Pessoa (Duda), Marina Ruy Barbosa (Ísis) e Klebber Toledo (Léo). Essa capaciddade de mobilização já está contando na escalação dos atores? Sim, porque a escalação é algo muito delicado em novela. Nós temos grandes atores veteranos, e você pensa que seria bom contar com fulano ou ciclana, mas a gente sabe que esse universo de telespectadores mudou muito. Os jovens não veem mais a novela com aquela fidelidade toda das gerações anteriores. Eu vejo a novela de olho no real time [que informa a medição de audiência do Ibope]. No momento em que a Cora (Drica Moraes) beijou o Comendador, uma surpresa, o Ibope subiu quatro pontos. Como as pessoas sabem da cena e mudam de canal? É um mistério. Acho que uma parte do público fica pulando de canal, e quer ver os grandes momentos da novela e os atores que eles adoram.

Não deve ser fácil alimentar isso. Não mesmo. Alguém escreveu que ninguém aguenta as cenas de brigas na casa do Comendador. Mas isso é o que as pessoas querem! Desde o começo, por exemplo, cobravam: “Cora está muito boazinha, precisa matar alguém.” Ela não era uma assassina, foi feita para ser uma manipuladora, uma vilã muito mais sutil. Mas houve um momento em que cheguei à conclusão de que ela deveria matar, já que é o que o público quer.

E quando ela matou Fernando (Eron Cordeiro), o senhor fez uma referência à Nazaré deSenhora do Destino, de 2004, que se livrava dos desafetos jogando-os escada abaixo. Muita gente disse que estava copiando a si mesmo. Ficou chateado? Sim, esse tipo de coisa me dá uma tristeza… A referência é parte importante da literatura, do cinema e de todas as artes. E por que não pode na novela? Por que tem de ser criticado? Agora, vou ser um pouco arrogante: a novela é, disparado, o fenômeno cultural mais importante deste país. A gente sabe que não há nada que mobilize o país como a novela das 9. Você pode brigar com a novela de vez em quando, mas tem de ter consciência de que aquilo é bom simplesmente porque mobiliza um país inteiro. Isso tem importância, e muitas vezes ela é tratada como o comediante da esquina que finge saber cantar.

Outro ponto de Império que não me parece muito bem compreendido é que ela tem uma estrutura monárquica, funciona como um reino. De onde veio essa ideia? Isso é outra coisa que me deixa tão triste… Pouca gente percebeu! Se você for ver, todos os filmes que se passam na Inglaterra dos séculos 16 e 17 são assim. É Tudors, é Henrique VIII. Na verdade, existe uma peça de teatro inglesa escrita nos anos 60 pela qual sou apaixonado e sempre quis fazer algo parecido: O Leão no Inverno, de James Goldman. Ela se passa na Inglaterra, na Idade Média, e é uma briga danada na família do rei, que não quer largar o poder de jeito nenhum. Império é isso. As relações entre o imperador, a imperatriz e os possíveis herdeiros é medieval, de autoritarismo, do sangue, da bastarda que aparece e estraga tudo. Entendeu?

E Santa Teresa é a vila. Exatamente, são os arredores do castelo. Mas as pessoas não percebem ou não querem perceber que há uma elaboração ali. A gente consegue fazer um produto totalmente popular e ao mesmo tempo muito elaborado – não só eu, as novelas das 9 em geral. O que me entristece nos críticos, o erro fundamental, é que eles acham que a novela tem de ser escrita para eles. Quando não é. Ela tem de ser escrita para 40 milhões de pessoas. Isso impõe limites ao que você pode escrever e, ao mesmo tempo, não se pode querer agradar meia dúzia de pessoas. O objetivo é ter audiência, não é outra coisa.

O blogueiro fofoqueiro Téo Pereira (Paulo Betti) vem apenas da sua observação da imprensa ou é uma vingança aos jornalistas que o incomodam? Não, não é uma vingança. Eu queria um personagem que pudesse falar por mim, do que eu penso de um certo tipo de jornalismo, esse que a gente sabe como é leviano, dos blogs de fofoca, do vale tudo. Por isso criei o Téo. E por que fiz o Téo tão pintoso? Porque isso o transforma num estereótipo, que é o que eu queria. O Cláudio (José Mayer) é outra coisa, é uma pessoa. O Téo é um boneco de desenho animado e, como tal, ele pode falar as coisas mais pavorosas. Se ele fosse sério, as pessoas iam se escandalizar.

Nos últimos dias, tem chamado a atenção na novela o líder sem-teto inescrupuloso que se aproveita dos militantes do seu movimento popular, Cardoso (Ravel Cabral). É um personagem de certa forma surpreendente para um autor que chegou a ser preso político como o senhor. É impressão ou o senhor se desencantou com a esquerda? Sim. Eu quis tocar nesse assunto porque a gente sabe que não há caminho mais fácil para ganhar dinheiro neste país do que criar uma ONG. Mas, primeiro, nunca fui bem-visto pela esquerda naquela época. A esquerda era o Partidão, que predominava nas redações, até porque tinha pessoas talentosíssimas e o doutor Roberto Marinho fazia muito bem em dar emprego para eles. E eu era uma figura maldita, muito novo para estar na redação – tinha 20 anos quando cheguei ao Rio. Era pintoso, meio despudorado e a esquerda sempre achou isso suspeito – nunca me deram muita bola. Depois, fui vendo que havia muita hipocrisia. Um cara, por exemplo, era do Partidão e tinha mais de um emprego público, em plena ditadura. Depois, fui me desencantando de vez com a esquerda no Brasil. A esquerda satanizou demais a direita. Em todo país civilizado existe esquerda. E a direita não é o diabo, assim como a esquerda também não é. Aqui, não. Veja que eleição após eleição, todos os candidatos dizem que são de esquerda! Comecei a achar que esse jogo é meio esquisito. Percebi que o mundo é ambíguo, as pessoas são assim. Então, a esquerda também tem as suas figuras execráveis. Passei a pensar assim. E, depois, veio essa ascensão desastrosa do PT. Nunca fui petista, mas sempre achei que o PT era uma referência de ética e moralidade. E quando os caras assumiram o poder, foram com uma sede ao pote como nunca antes neste país! Aí, me decepcionei de vez.

O senhor vê a novela todos os dias? Sim, e na hora. Tenho essa superstição: acho que ver na hora a novela te passa uma energia, porque todo mundo está vendo ao mesmo tempo. Trago isso da época deRoque Santeiro. Em 1985, eu morava em São Conrado e na época a Globo tinha a vinheta do plim-plim. Quando chegava no intervalo, eu ouvia nitidamente o plim-plim saindo de todas as casas em volta, ecoando pela ladeira – todo mundo está vendo, eu pensava. É incrível. Quando estou em Portugal, vejo pelo site da Globo, mas é muito sem graça – eles que me desculpem.

Seu perfil no Twitter é um balcão de reclamações e pedidos dos telespectadores. Na hora da novela está atento a tudo isso também? Não, somente nos intervalos. O real time, eu deixo ao lado e olho de vez em quando. Mas quando entra nos intervalos, eu corro para o Twitter e vejo o que estão escrevendo. As pessoas não querem, por exemplo, que eu separe a Ísis e o Comendador. Mas se eles ficarem naquela coisa de “sweet child” a novela toda vai ficar muito chato! Precisa da separação para depois juntar, mas o público não entende que é esse o mecanismo. Daí, ameaçam que não vão mais ver a novela, é engraçado. Imagine, serão 202 capítulos. Se eles gostam do personagem, querem que tudo seja bom para ele. Aí, você não tem novela.

Por que o senhor parece muito mais áspero na internet do que é pessoalmente? Porque sou tímido! Então, na internet eu mais atrevido – porque não sou eu, é outra pessoa, mais ou menos como acontece com todo mundo. Mas de uns tempos para cá estou tentando me controlar, ser menos ríspido. Porque a palavra escrita é terrível, é muito forte. Tanto que quando quero resolver algum assunto grave, escrevo cartas.

O senhor ainda vê a telenovela como grande força no futuro próximo da TV? Sim. Entre outras coisas, porque a televisão não tem condições de viver sem ela. A novela é o único produto que realmente se paga, porque fica muito tempo no ar. Vamos dizer que amanhã, como fizeram com o jogo no Brasil, a Dilma proíbisse as novelas, de uma hora para outra. Como que a Globo faria para preencher o espaço de quatro programas? Não há saída: a novela ainda vai sobreviver por muito tempo, mesmo que com audiências menores. Mas será sempre o produto mais visto, porque induz o público a continuar vendo. É a mágica do folhetim. O que entraria no lugar? Um programa sobre as borboletas de Bali?

Em 2004, quando escreveu Senhora do Destino, o senhor abandonou o realismo mágico que o consagrou em tramas como Tieta (1989), Pedra sobre Pedra (1992) e A Indomada (1997). Se vê agora num novo ciclo? Nessa novela eu resgatei o que eu acho que é a minha essência como novelista, que é uma certa estranheza. Não é mais o realismo mágico, que é datado, mas tem um clima diferente. A Santa Teresa da novela funciona como uma cidadezinha de interior. O lobisomem, por exemplo, está lá – mas ele ataca mulheres para tentar roubar bolsas (Jairo/ Julio Machado). Ou seja,Império ilude: dá a impressão de que é uma novela urbana contemporânea mas, como você falou, ela é medieval.

O senhor só escreveu novelas das nove e não me parece que tenha tido algum fracasso retumbante. Já passou algum momento ruim como novelista? É verdade, não tive fracassos. Mas em, 2001, com Porto dos Milagres, passei por uma depressão. Por não gostar do que estava fazendo, sabe? Senti que estava me repetindo muito, que era tudo igual. Fiquei uns três anos sem fazer novela, e quando me pressionaram para voltar, fiz Senhora do Destino e me reinventei. Foi uma fase que eu comecei a ver muitos seriados americanos e me ajudou muito. Aprendi com Os Sopranos (HBO, 1999-2007) e todos esses seriados fantásticos. De qualquer maneira, é muito difícil fazer algo novo aos 70 anos, e as pessoas ficam querendo que você apareça com algo absolutamente novo. Mas aos 70 anos o próprio mundo não tem novidade nenhuma. Então, é muito difícil você ter um frescor de adolescente. Ao mesmo tempo, a idade te deixa mais assim “ah, dane-se”. Você tem que tomar cuidado, senão se repete. E eu sou muito voraz com relação à audiência.

É uma vaidade? Não é a vaidade pelos pontos no Ibope, mas é que é muito bom saber que você é querido. É a repercussão. Ontem (23) eu fui ao shopping e não me dei conta que era domingo e estava chovendo – aquilo estava lotado. Pela minha presença na internet, as pessoas acabaram me conhecendo fisicamente, com esse cabelo branco e tal. O pessoal enlouqueceu, eu parecia um pop star! Fui descendo a escada rolante e as pessoas todas apontando “olha o Aguinaldo Silva!”. Fiquei tão assustado que peguei o táxi de volta. A satisfação de me sentir querido é o que me empurra a tentar fazer uma coisa nova – mesmo que eu não consiga.

De uns tempos para cá, o senhor resolveu se aventurar em outras funções além de novelista: tornou-se dono de pousada, dois restaurantes e até uma grife de sapatos. Por quê? Porque eu queria me testar em outras coisas. Vim de interior de Pernambuco, fui jornalista por 18 anos, virei autor de TV e depois novelista, o que sou até hoje. Me perguntei se seria capaz de fazer outras coisas. Agora, estou fazendo uma casa de cultura, num imóvel tombado que comprei em Petrópolis. Terá também um restaurante de comida portuguesa, que vai se chamar Comendador Silva. Depois, vou fazer uma pousada, porque o empreendimento precisa se pagar. Até porque eu não quero nenhuma ajuda oficial – qualquer ajuda oficial no Brasil nesse momento é viciosa. Então, setentinta, estou aqui às voltas com a novela e com mais essa aventura. Acho que é uma maneira de você dizer “não posso morrer, ainda tenho muita coisa para fazer!”.

 

Aguinaldo Silva desvenda a morte do Comendador em “Império”

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Nos próximos capítulos de “Império”, o Comendador (Alexandre Nero) irá simular a própria morte a fim de escapar da prisão por conta do contrabando das pedras preciosas e pelas fraudes fiscais que sua empresa está envolvida.

A única que saberá de toda verdade será Cristina (Leandra Leal), a filha bastarda de Zé Alfredo e o curandeiro Josué (Roberto Birindelli), que fará o patrão viver e sair da tumba onde será enterrado.

Em seu blog, o autor da trama, Aguinaldo Silva, “entrevistou” os principais suspeitos da morte falsa para ajudar os telespectadores a entenderem o plano de Zé Alfredo.

“Quando o Comendador confessou que era realmente meu pai, me contou como pretendia evitar sua prisão pelo crime de contrabando e a pressão da Receita Federal sobre a empresa, e pediu que me tornasse sua cúmplice naquilo tudo. Eu aceitei sem pestanejar, e a partir daí tive que fingir diante de todos… Fingir até a dor de perdê-lo para sempre quando eu sabia que isso não tinha acontecido”, conta Cristina.

Por conta da desgraça, Maria Isis (Marina Ruy Barbosa) e Maria Marta (Lilia Cabral) irão se unir e juntas arrumarão o corpo do amor de suas vidas.

Seriado de Aguinaldo Silva é aprovado na Globo

A Globo aprovou o novo seriado de Aguinaldo Silva, “Doctor Pri”. Escrito pelo autor com colaboração de Brunno Pires e Megg Santos, a atração tem previsão de ir ao ar em outubro de 2013. 

Aguinaldo revelou recentemente que trata – se de uma trama que acontece nos dias hoje, com estilo americano, mas sem ser policial e médica. 

Segundo informações do jornalista Flávio Ricco, o roteiro e mais dois episódios serão entregues apenas em janeiro do próximo ano. 

Redação O Canal TV

Aguinaldo Silva dúvida que fotos de Carolina Carolina Dieckmann nua sejam verdadeiras

Aguinaldo Silva (Thyago Andrade / Photo Rio News

Fã de Carolina Dieckmann, Aguinaldo Silva dúvida que as fotos da atriz nua sejam verdadeiras(veja as fotos).

Em seu Twitter ele diz ” Sobre as supostas fotos de Carolina Dieckman: por que o pescoço dela está sempre coberto pelos cabelos? Pra disfarçar uma possível montagem?”.

Até o fechamento dessa nota, Carolina Dieckmann não se pronunciou sobre o caso.

Ainda no Twitter, Aguinaldo disse que a novela “Tieta” sera a próxima lançada em DVD.

@materodrigs

Aguinaldo alfineta “Avenida Brasil”

O autor Aguinaldo Silva parece não gostar muito de “Avenida Brasil”, prova disso é que ele é um dos poucos que critica a novela. Através do Twitter ele disse que assiste a novela, mas abaixa o som da TV “A turma tá gritando demais!” diz ele. O autor também elogiou a nova novela de Glória Perez ” A próxima novela de Glória Perez já tem um telespectador: eu. Não perco novela que tem Carolina Dieckmann no elenco.” disse o autor.

Parece que Aguinaldo não esta gostando muito de “Avenida Brasil”, sera inveja?

Redação

 

Aguinaldo Silva dispara contra colunista, parabeniza João Emanuel e ironiza companheiros de cena de Esteves

Como sempre, o autor de novelas, Aguinaldo Silva não poupa ninguém.

Suas opiniões afiadas nesta quarta foram para vários lados. Partiu para cima da colunista do O globo Patricia Kogut, parabenizou João Emanuel Carneiro pela novela e roteiro e ainda ironizou os companheiros de cena de Adriana Esteves.

O autor publicou: “Nota 10 pra estréia de “Avenida Brasil”! Eu não falei?…A novela é boa, João Emanoel é ótimo, mas o excesso de elogios da cricrítica chega a ser constrangedor. Dá até um pouco de vergonha…Uma coisa já deu pra sentir: o roteiro de “Avenida Brasil” é arrasadoramente bom. Não tem uma cena pra encher linguiça ou fora do lugar.Mas o talento da magnifica Adriana Esteves merecia melhores parceiros” finalizou.

Aguinaldo, Aguinaldo…

Christiane Torloni incorpora Tereza Cristina, diz colunista

torloni  Torloni incorpora Tereza Cristina

Torloni dá um sorriso amarelo ao chegar à festa (Philippe Lima e AlexPalarea/AgNews)

Christiane Torloni deu um showzinho de antipatia na festa de encerramento da novelaFina Estampa.

A atriz encarnou a Tereza Cristina e ignorou a salva de palmas que deram para ela em sua chegada à casa do diretor Wolf Maya.

Fingiu que nada havia acontecido… Entrou com o nariz empinado. Quem mandou aplaudirem, né?

Ainda na festa, a ausência de Susana Vieira e Sandro Pedroso (o mágico na novela) foi bastante notada pelos convidados. Os dois estão sempre em todas…

Ninguém soube ao certo o motivo pelo qual o casal não deu as caras, mas comenta-se que Susana e Torloni não se bicam…

Caio Castro ficou meio dividido entre Monique Alfradique e a ex-BBB Mayra Cardi, mas acabou investindo em uma modelo loira, com quem passou grande parte da festa. Depois, foram embora juntos no carrão importado dele.

Já a ex-BBB Fani Pacheco, não foi muito bem vista na casa de Wolf, pois não havia sido convidada. Ela entrou na festa como acompanhante de um produtor de elenco.

Informações da Colunista Fabíola Reipert.

‘Fina Estampa’: Danielle tem registro cassado e é humilhada por rivais

Além de perder o direito de exercer sua profissão, a médica ainda ouvirá ofensas de suas vítimas. Foto: TV Globo/Divulgação

Além de perder o direito de exercer sua profissão, a médica ainda ouvirá ofensas de suas “vítimas”

Após votação unânime, o CRM (Conselho Regional de Medicina) irá cassar o registro de médica Danielle Fraser (Renata Sorrah), em cena que vai ao ar no capítulo desta terça-feira (13) da novela Fina Estampa. E a punição despertará sentimentos de alivio e ódio em duas das vítimas da profissional.

“Você está acabada! No máximo pode ser curiosa, curandeira ou, quem sabe, uma…”, interrompe Celina (Ana Rosa) – que tenta impedi-la na Justiça de ver seu sobrinho -, enquanto Danielle conversa com sua advogada, a Dra. Mônica (Isabel Fillardis).

“Cala a boca, sua megera!”, responde a médica, atacada na sequência por Beatriz (Monique Alfradique), que chega para tentar acalmar Celina. “Nós ganhamos! Danielle perdeu, Dona Celina!”, brada a jovem. “E vai perder ainda muito mais! Quero ver a Danielle na miséria! Você vai arrancar todo dinheiro dela!”, completa Celina.

‘Fina Estampa’: Íris acabará em Greenville, cidade de ‘A Indomada’

Íris e Alice se tornarão caminhoneiras e irão para a cidade fictícia . Foto: TV Globo/Divulgação

Íris e Alice se tornarão caminhoneiras e irão para a cidade fictícia 

Aguinaldo Silva fará uma homenagem a atriz Eva Wilma, que vive a personagem Íris, em Fina Estampa. Depois de se tornar caminhoneira ao lado de Alice (Thaís de Campos), a dupla vai parar na cidade de Greenville, de onde Eva Wilma saiu em A Indomada, depois de prometer: “I will be back!”. A informações são do jornal O Dia.

O autor de Fina Estampa declarou ainda que Altiva Pedreira é uma de suas vilãs preferidas. Aguinaldo também afirmou que, nas últimas cenas, ficará claro que o que une Alice e Íris não é só amizade. Elas têm um caso.

 

Aguinaldo Silva é o convidado do “Roda Viva” nesta segunda (12)

O dramaturgo Aguinaldo Silva é o convidado do “Roda Viva” desta segunda-feira (12/03), às 22 horas, na TV Cultura. Novelista, Aguinaldo escreve agora “Fina Estampa”, atualmente no ar na Rede Globo.

Aguinaldo também fez fama por suas frases ferinas. Por conta do personagem Crô, de Fina Estampa, por exemplo, passou a ser questionado por movimentos homossexuais. Grupos acusaram-no de criar figuras gays estereotipadas, ao que ele rebateu, em entrevista à revista Veja: “Essas entidades são todas um saco”. “O povo não aguenta mais viado em novela”, continuou.

Apresentado pelo jornalista Mario Sergio Conti, o “Roda Viva” conta, para esta edição, com uma bancada formada por Raimundo Rodrigues Pereira (diretor da revista Retrato do Brasil), Mauricio Stycer (repórter e crítico do Uol), Cristina Padiglione (editora e colunista de TV do jornal O Estado de S. Paulo), Kátia Mello (Content Master da Tv1 eventos) e Nilson Xavier (autor do livro Almanaque da Telenovela Brasileira). O programa também tem a participação do cartunista Paulo Caruso.

Aguinaldo Silva, sobre ‘Fina Estampa’: ‘Seria bom se tivesse um infarto e não precisasse escrever mais’

Aguinaldo Silva está escrevendo os nove últimos capítulos de “Fina Estampa”… E já está de saco cheio. O dramaturgo foi ao Twitter, na manhã desta quinta-feira (23), reclamar do trabalho.

“Ai, como seria bom se eu tivesse um infarto e não precisasse escrever nem mais um capítulo… Mas ainda faltam nove!”, postou Aguinaldo, que quer “cair na gandaia” assim que terminar de escrever o folhetim.

“É por isso que estou à beira da cova: trabalho 36 horas por dia em ‘Fina Estampa’ desde abril! Também, quando terminar, é cair na gandaia… Qual gandaia? Viajar, ler, ver as últimas novidades em Blu-Ray, lançar o concurso de roteiros… E pensar em próximos trabalhos, é claro”, escreveu.

Antes de tocar novos projetos, Aguinaldo promoverá uma festa daquelas. “Mas antes vou dar uma senhora festa pra todos que participaram de ‘Fina Estampa’, dia 17 de março, lá na Locanda della Mimosa”, acrescentou.

As informações são do Yahoo

Aguinaldo Silva não consegue aval da Globo para levar “Fina Estampa” a Portugal

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Segundo o NaTelinha diferente do que planejava inicialmente, Aguinaldo Silva não conseguiu aval da Globo para levar “Fina Estampa” para Portugal. 

O novelista tinha como intenção gravar o desfecho de Griselda e Guaracy, vividos por Lilia Cabral e Paulo Rocha, no país europeu. Entretanto a emissora carioca vetou a ideia e ordenou que a produção fosse feita por aqui.

Em tempo: 

São raras as vezes que as novelas têm seus encerramentos em outros países. São comuns as cenas dos primeiros capítulos produzidas no exterior, mas não o inverso.

“Passione”, de Silvio de Abreu, foi uma das poucas que fugiu desta regra. Na reta final, Totó, interpretado por Tony Ramos, foi à Itália, onde conheceu Juliana, papel de Patrícia Pillar.

Rum!: Aguinaldo Silva afirma que quase apanhou por causa de Crodoaldo Valério

O autor Aguinaldo Silva revelou em seu site um episódio curioso que passou por conta do personagem Crô (Marcelo Serrado). Em “Fina Estampa” (Globo), o mordomo é homossexual e idolatra a patroa ricaça Tereza Cristina (Christiane Torloni).

Aguinaldo disse que seu trabalho é muito estressante e que recebe “pauladas de todo lado”.

“Pauladas às vezes quase literais”, contou. “Como as que eu quase levei noite dessas em plena praia da Barra [da Tijuca, zona oeste do Rio] só porque um viado brucutu me reconheceu e resolveu me dizer que Crodoaldo Valério ‘envergonhava a classe’.”

Nota publicada pelo site F5.

Segundo coluna, Aguinaldo Silva pode deixar a Globo

Apesar do sucesso de “Fina Estampa”, Aguinaldo Silva estaria reclamando de uma suposta “falta de interesse” por seu trabalho dentro da Globo. De acordo com a coluna de Flávio Ricco, do jornal “Diário de S.Paulo” desta terça-feira (31), o dramaturgo fala, inclusive, em deixar a emissora.

Aguinaldo, de acordo com algumas pessoas, reclama principalmente do que considera, sem entrar em detalhes, “falta de interesse” com o seu trabalho. Longe daqui, em Portugal, ele escreve os últimos vinte e poucos capítulos da novela, que termina no dia 23 de março – “e nem deveria ter começado”.

Coitado: Crô perde o seu amante no dia de sua revelação

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É amigos, aqueles que achavam que o amante do Crô (Marcelo Serrado) seria revelado apenas no final da novela se enganaram. No capítulo que vai ao ar na segunda semana de janeiro (por volta  de 09/01 a 14/01/12) será revelado o grande amor de Crôdoaldo Valério, que, por sinal, vai ser descoberto de uma forma trágica. O homem misterioso cairá da escada de Tereza Cristina (Christiane Torloni) e morrerá por conta disso. O telespectador vai ficar sabendo quem é. Essas informações são do próprio autor Aguinaldo Silva. Ele disse em seu twitter que o homem misterioso não é nenhum dos rapazes do vôlei. Então estão descartados Ferdinand (Carlos Machado), Gigante (Eri Johnson) e Álvaro (Wolf Maya). Aguinaldo disse ainda que Baltazar (Alexandre Nero) não é o amante do mordomo da vilã.

Veja alguns de seus comentários no Twitter:

“Mas então o amante de Crô morre? Morre sim, e morre ao cair da escada na casa de Tereza Cristina. O que ele estava fazendo lá? Não digo!”

Ele também adiantou que Crô ficará viúvo e irá sofrer por isso, mas não ficará sozinho por muito tempo. Ele arrumará outro rapaz.

“Fina Estampa” registra ótima audiência nesta terça (13/12)

Foi exibido na Globo, na noite de hoje (13), mais um capítulo de “Fina Estampa”, novela de Aguinaldo Silva.

De acordo com dados prévios da Grande São Paulo, a novela fechou com 42 pontos de média. No mesmo horário, a Record foi vice com 5, o SBT ficou em terceiro com 3, a RedeTV fechou em quarto com 2 e a a Band amargou a quinta colocação com 0.7 pontos.

Vale lembrar que cada ponto no IBOPE representa aproximadamente 60 mil domicílios na capital paulista, dados que servem como referência para o mercado publicitário.

Os índices são prévios e podem sofrer alterações no consolidado.

Aguinaldo Silva admite que foi procurado por emissora concorrente da Globo

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Apesar de não existir mais detalhes sobre o assunto, foi revelado pelo próprio Aguinaldo Silva, nesta última semana, que recebeu uma proposta milionária.

O nome da emissora não foi divulgado, mas se comenta que é a Record, pois cada vez mais a emissora tenta fortalecer o seu núcleo de dramaturgia e contratar Aguinaldo seria um dos maiores feitos já realizados pela emissora.

Dizem ainda que a conversa pode prosseguir depois do fim de “Fina Estampa”. Agora é esperar pra ver se tudo não passa de boato.

Por Bruno Vieira

“Tinha medo de acharem que me aproveitei da fama do BBB”, diz deputado Jean Wyllys

Jean Wyllys é entrevistado por Regina Volpato no Manhã Maior (1/12/11)

Em entrevista ao programa “Manhã Maior” desta quinta-feira (1), o ex-BBB e deputado federal Jean Wyllys disse que temia sofrer preconceito quando decidiu se candidatar. “Tinha medo que achassem que me aproveitei da fama do reality”, contou à Regina Volpato.

Ele afirmou que nunca havia pensado em se tornar deputado, mas mudou de ideia após conversar com uma amiga que o apresentou para Heloísa Helena. A vereadora de Maceió foi quem sugeriu a candidatura.

Sem se incomodar em falar sobre sua participação no BBB5, Jean Wyllys revelou que não imaginava que poderia ganhar o reality. “Eu achava que ia sair na segunda semana, que não tinha perfil de vencedor. Jamais imaginei que meu carisma na sala de aula ia funcionar na TV”, afirmou o ex-professor universitário.

Jean Wyllys também disse que decidiu participar do Big Brother Brasil para “estudar de dentro os reality shows”. “Acho que ajudei indiretamente a vida de muita gente ali, por causa do orgulhoso que eu tinha da minha orientação sexual e da minha origem nordestina”.

Essas informações são do Portal UOL

Aguinaldo Silva revela que foi hostilizado por um gay por causa do personagem “Crô”

Autor Aguinaldo Silva na festa da nova novela da rede Globo, Fina Estampa

O autor de “Fina Estampa”, Aguinaldo Silva, relatou em seu blog oficial que quase foi agredido por causa do personagem Crô durante uma caminhada no Rio de Janeiro nesta quarta-feira (30).

“Você não tem vergonha de botar na televisão um gay escroto feito esse tal de Crodoaldo? Por que você faz isso?”, disse um ciclista, segundo o autor. “Nós gays não somos pintosos daquele jeito, somos pessoas normais, que queremos viver vidas comuns, casar e ter filhos”, continuou o rapaz.

Aguinaldo Silva afirmou que foi chamado de cínico e tentou encerrar a conversa diversas vezes enquanto acelerava os passos. “Você não sabe o que é homossexualismo”, acusou o ciclista.

“E eu lhe digo que isso é a mais profunda verdade: eu não sei, mesmo depois de mais de sessenta anos a praticá-lo. Pois nessas seis décadas e picos at work eu nunca encontrei um homossexual que fosse igual ao outro, o que me impede de fazer como ele e reunir todos numa assim chamada “classe”, justificou o autor no blog.

 

Depois de mais de 1 km acompanhando Aguinaldo na caminhada, o ciclista continuou a atacá-lo. “Mostre que tem um mínimo de respeito pela classe. Faça pelo menos com que no final da novela aquela médica [Renata Sorrah] e sua paciente [Júlia Lemertz] tenham um caso e possam criar um filho”.

“E quanto ao Crô, o que eu faço com ele?”, provocou então o autor. “Faz aquele puto morrer atropelado e se joga na frente do carro junto com ele, seu viado”, respondeu o rapaz antes de sair pedalando furioso.

Ao fim do depoimento do blog, Aguinaldo desabafou. “Já pensaram no dia em que essa ‘classe’ de bichas normais dominar o mundo?! Mesmo antes que isso aconteça eu não saio mais pra caminhar no calçadão, qualquer que seja a hora…Pois da próxima vez ele pode estar armado”.

No Twitter, Aguinaldo deu o endereço do seu blog oficial e questionou: “Depois de ser tão criticado pela bicha ciclista por ter criado o Crodoaldo Valério comecei a pensar: serei eu um heterossexual enrustido?..”

Essas informações são do Portal UOL

Aguinaldo Silva relembra sucessos de sua obra

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Autor de sucessos do horário nobre da Globo, Aguinaldo Silva está revisitando sua obra em”Fina Estampa”, atual trama das nove da emissora. A vilã Nazareth Tedesco (Renata Sorrah), de “Senhora do Destino” (2004), por exemplo, já teve duas menções. Tanto no primeiro assassinato de Tereza Cristina (Christiane Torloni), que jogou um mafioso da escada, quanto na briga entre Griselda (Lilia Cabral) e a socialite, que muito lembrou o arranca-rabo de Nazareth e Maria do Carmo (Susana Vieira). A chantagista tia Íris (Eva Wilma) é outra que, com seu bordão (“Oxente, my God”), evoca Altiva, de “A Indomada” (1997), também vivida pela atriz. Até mesmo a universidade Pessoa de Moraes, onde Antenor (Caio Castro) estuda, já apareceu em outra novela do autor: “Duas Caras” (2007), sendo propriedade de Branca (Susana Vieira). Sobre as próximas referências no atual folhetim, Aguinaldo Silva faz mistério: “É possível que surjam outras situações em ‘Fina Estampa’ que lembrem, ou citem, minhas novelas anteriores.”

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