Excesso de reprises dificulta produção própria no SBT

'Marimar' é reprizada exaustivamente no SBT. Foto: Divulgação

‘Marimar’ é reprizada exaustivamente no SBT

Segundo o Portal Terra conta uma anedota antiga que, durante muitos anos, cientistas procuravam desenvolver um sistema de transmissão de sons e imagens a longa distância, que passou a se chamar televisão. Quando conseguiram inventá-la, não sabiam muito bem o que fazer com ela. Então passaram a exibir concertos de músicas, peças de teatro e noticiários radiofônicos com a imagem dos locutores, até que descobrissem uma utilidade para a engenhoca.

Daí em diante, as emissoras passaram a produzir seus próprios programas nestes segmentos de dramaturgia, espetáculo e informação. Com exceção dos reality shows, é disso que a TV é feita ainda hoje. Mas, enquanto algumas emissoras passaram a criar ou a comprar material inédito para suas programações, outras teimam em economizar e repetem as mesmas produções. É o caso do SBT.

A maioria dos seus programas vem de fora do país, sejam as novelas mexicanas ou seriados norte-americanos. MarimarAs Visões de RavenEu, a Patroa e as CriançasDois Homens e MeioUgly Betty eChaves já foram reprisadas “ad infinitum”. Mesmo as produções caseiras, como Pícara Sonhadora eFascinação também se repetem no vídeo. Só Marimar já foi ao ar, ao menos, em três ocasiões. Impossível saber quantas vezes Chaves teve seus episódios reapresentados. Esta semana Maria do Bairro também volta a ser exibida.

Podem-se contar longas e complexas histórias políticas e culturais sobre os motivos que levaram a Globo a se tornar a emissora número um do País. Mas nenhuma delas seria completa sem o reconhecimento do maciço investimento em produções próprias que ela realiza. O que não rende apenas ibope e anunciantes, mas experiência, organização, domínio técnico e qualidade artística. Nada disso acontece de uma hora para outra.

As idas e vindas da dramaturgia do SBT – e também da Band – dificultam o estabelecimento de bases técnicas, artísticas e administrativas para a existência de boas produções. Por isso, um tema tão bom quanto a ditadura brasileira e a resistência aos militares apresentado em Amor e Revolução, tornou-se tão artificial, exangue.

Não há sucesso sem experiência, trabalho e um longo processo de formação de profissionais e de relações.Corações Feridos, o novo folhetim do SBT, tem qualidades que superam seu nome singelo. Tomara que a experiência tenha continuação. E não reprise.

“Aconteceu” exibe casos de adoção no Brasil

O “Aconteceu” desta quinta-feira (09/02), às 22h25, na RedeTV!, exibe uma reportagem especial sobre a adoção no Brasil. A equipe do programa ouviu pais que optaram pela adoção, crianças que encontraram uma nova família, o poder público, psicanalistas e assistentes sociais. Por meio desses depoimentos, o Aconteceu aborda pontos polêmicos em torno da adoção, como a demora enfrentada por Isabel e Daniel Monteiro, candidatos a pais adotivos e a luta de Bárbara e Sávio Bittencourt, que mesmo tendo três filhos biológicos resolveram adotar duas meninas.

Depois de enfrentarem dificuldade durante o processo de adoção, Bárbara e Sávio criaram uma instituição que busca soluções para as questões relativas ao abandono de crianças e adolescentes. “A idéia de pessoas só poderem adotar se não têm filhos biológicos é equivocada. Se você tem no peito, uma jazida de afeto que permite amar, você pode ser um pai adotivo. Aliás, todo pai que ama o seu filho já é um pai adotivo, porque exercer seu amor pelo filho é o que te habilita a ser chamado de pai, e ele adota esse filho cotidianamente no afeto, no carinho, no cuidado”, revela Sávio, que é promotor de justiça.

Ainda no programa, a história de Sol e Joab, duas crianças que encontraram uma família ao serem adotados por Cláudia e Altair Guedes e o exemplo de Izamar Senger, mãe de 21 filhos, sendo 3 biológicos e 18 adotivos. Os pastores evangélicos Fábio Inácio e Marcos Gladistone, que têm uma relação homoafetiva reconhecida judicialmente, falam do sonho de constituírem uma família e da expectativa em conseguir a guarda definitiva de dois meninos.  “É um sonho. O que eu mais quero é ter uma família. Achava que nunca poderia ter”, conta Marcos.

A repórter Gilmara Botelho conversa com Iasin Issa, Juiz da Vara de Infância e Juventude, sobre a responsabilidade do magistrado que, diariamente, aprova os processos de adoção decidindo o futuro de milhares de crianças que estão sob a tutela do Estado.

 A repórter também conversa com o juiz Nicolau Lupianhes Neto, que explica alguns parâmetros da Lei de Adoção, modificada em 2009 e do Cadastro Nacional de Adoção. A psicanalista Gina Khafif dá dicas aos pais de como tratarem o assunto com seus filhos adotivos, derrubando mitos e preconceitos sociais. Gina defende a adoção por casais homossexuais. “Estudos mostram que, tanto casais heterossexuais têm filhos homossexuais como o contrário. Todas são histórias de amor. Não são só rosas, têm problemas como todas famílias”, diz.

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