Globo Apresenta Produções Para o Leste Europeu

A TV Globo Internacional participará, pela segunda vez, do World Market Content, em Praga. Durante os dias 21 e 23 de fevereiro, a distribuidora brasileira apresentará aos compradores do leste europeu seu novo portfólio.

O catálogo desenvolvido para 2011 conta com 21 produtos divididos nas categorias: telenovelas, formatos, séries de dramas e de comédia, além de documentários e minisséries.

Uma das principais apostas é a telenovela “Cama de Gato”, que tem o enredo baseado em um triângulo amoroso e trata de questões da sociedade moderna, como o individualismo e ganância, além das séries “A Cura”, uma história de suspense escrita por João Emanuel Carneiro e as “As Cariocas”, do diretor Daniel Filho, onde a cada episódio um tipo de mulher é o foco central da trama.

Há mais de duas decadas, a Globo TV International tem forte presença no leste europeu com parcerias com canais como TV3 na Lituânia, o Tele5 na Polônia, MTV e TV4 na Hungria e o canal Pink TV, na Eslovênia.

Fonte: TV Magazine

João Emanuel Carneiro inventa protagonista dúbio em “A Cura”

João Emanuel Carneiro, autor de "A Cura" e "A Favorita", em livraria de Ipanema, na zona sul do Rio de Janeiro

Aos nove anos, o autor João Emanuel Carneiro passou um mês na cidade mineira de Diamantina. Ficou impressionado.

“Minha mãe foi do Iphan [Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional]. Eu viajava sempre com ela. Dali, ficou marcado em mim a coisa do não dito, do velado”, explica o autor à Folha em café de livraria carioca.

Essa atmosfera mística está em “A Cura”, minissérie gravada na cidade e coassinada por Marcos Bernstein.

Para os órfãos de “A Favorita”, novela dele de 2008, Carneiro volta a criar uma trama centrada na incerteza acerca do caráter de um protagonista. Neste caso, trata-se de Dimas (Selton Mello), um médico com dons curativos que volta à cidade natal depois de, ainda menino, ter levado a culpa por um incidente que matou um colega.

“Tudo gira em torno da dubiedade dele, entre matar e curar”, explica. “A ideia é antiga, sempre quis contar a história de um curandeiro e mexer com o fantástico no imaginário brasileiro.”

Há, também, uma história paralela, enigmática, do século 18: a de um cruel antepassado de Dimas que encontra, ele também, um curandeiro em seus dias.

As referências, explica, não têm a ver com religião. “Não segui manuais religiosos. A série é uma grande pergunta, não uma resposta.” Mas dá a dica: “Parte da ideia vem de histórias que minhas tias-avós de Varginha me contavam”.

NA TV
A Cura – Estreia da série em nove capítulos
QUANDO: hoje, às 22h30, na Globo
CLASSIFICAÇÃO: não informada

Por: Clarice Cardoso

Folha.com

PopTV – “A Cura” estreia hoje na Globo; saiba quem é quem na série

Selton Mello durante gravações da série "A Cura", em Diamantina, Minas Gerais

Costumes religiosos, locações históricas, suspense e misticismo são alguns dos elementos apresentados em “A Cura”, nova série que estreia dia 10, na Globo. A produção é dirigida por Ricardo Waddington e tem autoria de João Emanuel Carneiro e Marcos Bernstein. Ambientada em Diamantina, no estado de Minas Gerais, a trama narra a trajetória de Dimas Bevilláqua, vivido por Selton Mello -jovem teria o dom da cura de doentes, mas que ficou traumatizado após ser acusado pela morte de um colega em um caso mal explicado.

Depois do incidente, ele sai da cidade e, entre suas internações em clínicas psiquiátricas, termina a faculdade de Medicina. Em busca de fazer as pazes com o passado, Dimas volta para a cidade natal atrás de respostas, mesmo sabendo das dificuldade que poderá enfrentar ao revirar lembranças adormecidas. “Paira sobre ele esta dúvida, este estigma de assassino”, explica Selton.

A saga de Dimas tem origem no século 18 com o vilão Silvério (Carmo Dalla Vecchia) e o personagem de Selton é descendente do antagonista. Na época da exploração do ouro e de diamantes, Silvério conquistava seus objetivos a base de uma crueldade sem limites. Maltratava escravos, matava por motivos fúteis, enfim, tudo que estivesse contra seus objetivos era alvo da lâmina do seu facão. “Ele é um homem de época com ambição desmedida”, defende Carmo. Silvério é amaldiçoado depois de matar um pajé e isso repercurte em uma mudança em seu comportamento. “É uma espécie de trajetória cármica. Um ajuste de contas através dos séculos”, explica o autor João Emanuel Carneiro. Em outras palavras, Dimas é um personagem vítima de um passado remoto e que não aceita seu dom.

Na volta à cidade natal, ele encontra oportunidade de trabalho em um tradicional hospital da região dirigido pelo Dr. Turíbio Guedes (Ary Fontoura). “Ele é um sujeito muito cuidadoso, zeloso e extremamente consciente de que a medicina tradicional é a única forma de encontrar a cura”. No mesmo hospital, Dimas reencontra sua antiga paixão de infância, a médica Rosângela (Andréia Horta), filha de Turíbio. Ela é uma médica legista, noiva há sete anos do também médico Luiz Camilo (Caco Ciocler). A moça estará dividida não só pelo amor, mas também pela fé, visto que o retorno de Dimas gera os boatos sobre seu dom. “Sou mineira, assim como o Selton, mas saí de lá há dez anos. O sotaque é natural, não é nada forçado”, explica Andréia.

Para trazer mais veracidade à história, o diretor Ricardo Waddington optou por gravar na região onde se passa a história. “Pensamos na musicalidade dos mineiros, no seu jeito único de falar. Nada melhor do que trabalhar com um elenco mineiro. Nossos protagonistas são de Minas”, explica Ricardo. Natural do interior de São Paulo, a atriz Ana Rosa, que vive Graciema, mãe de Rosângela, diz que acredita na existência de pessoas com o dom da cura. “Mas é uma coisa muito perigosa porque sabemos que também existe charlatão”, releva. Foram 25 dias de gravações que movimentaram cerca de 150 pessoas, entre técnicos e elenco, na histórica Diamantina. Para dar maior qualidade às cenas, foi utilizada uma câmera com capacidade de captar imagem com riqueza de detalhes usada no cinema. “‘A Cura’ não tem pretensão de ser um filme. Ela tem qualidade de imagem e textura sem igual”, afirma o diretor.

SAIBA QUEM É QUEM O SERIADO “A CURA”:

Dimas Bevilláqua (Selton Melo) – Jovem médico que possui o dom da cura. Quando criança ele foi acusado de assassinato de um colega e ao retornar à cidade natal verdades vêm à tona.
Rosângela Guedes (Andréia Horta) – Médica legista filha do Dr. Turíbio (Ary Fontoura) e noiva do médico Luiz Camilo (Caco Ciocler). Ela foi namorada de infância de Dimas e por ele nutre um grande amor.
Turíbio Guedes (Ary Fontoura) – Diretor de um respeitado hospital na cidade de Diamantina. Ele acredita que nada mais além da medicina tradicional pode trazer a cura.
Margarida Bevillláqua (Nívea Maria) – É mãe de Dimas e fica feliz com o retorno dele. Ela é uma mulher zelosa e sofre com as duras críticas e suspeitas que envolvem o passado do filho.
Luiz Camilo (Caco Ciocler) – Noivo há sete anos da médica Rosângela. Ele sentirá ameaçado com a presença do namorado de infância de Rosângela na cidade e no hospital onde ele trabalha.
Otto (Juca de Oliveira) – É um médico chamado por uns de santo e por outros de criminoso. Também ficou conhecido por seu dons de cura.
Ciro Bevilláqua (Rogério Marcico) – Avô de Dimas. É um homem íntegro e respeitado por todos na região onde vive.
Edelweiss (Ines Peixoto) – É considerada louca por muitos, será a primeira pessoa a ver em Dimas o dom de cura.
Lucinha (Luiza Mariani) – É uma jovem entediada que ama a madrugada. É divertida e dona de um bar.
Silvério (Carmo Dalla Vecchia) – É o antepassado de Dimas que no Século XVIII. Ele maltratava e humilhava todos à sua volta e depois de quase morrer muda de comportamento.

SÉRIE “A CURA”
Onde: Globo
Quando: estreia dia 10/8, logo após o “Casseta & Planeta, Urgente!”

Por Gabriel Sobreira

Uol Televisão

PopTevê – Atriz Andréia Horta busca referências no passado para “A Cura”

Sempre que entra em um novo trabalho, Andréia diz não pensar muito no resultado. "O que vale é o processo que vivo ali", diz a atriz

Andréia Horta deixou a cidade de Belo Horizonte aos 17 anos para estudar teatro em São Paulo. Quase dez anos depois, a atriz volta ao Estado de Minas Gerais, no município de Diamantina, para protagonizar, ao lado de Selton Mello, a nova série “A Cura”, da Globo. Retornar às origens é, por sinal, a temática da produção assinada pelos autores João Emanuel Carneiro e Marcos Bernstein e dirigida por Ricardo Waddington e Gustavo Fernandes. Na trama, que estreia nesta terça (10), após o programa “Casseta & Planeta, Urgente!”, Andréia vive a mocinha Rosângela, uma médica legista amiga de infância e apaixonada por Dimas, papel do ator Selton Mello. “Estar em Diamantina, comer lá, conviver com todos foi muito prazeroso. O Selton e eu somos mineiros e boa parte do elenco também e isso deu um tom mais realista à gravação”, aponta.

Andréia Horta está de volta à Globo para viver uma médica na série "A Cura"

Esta é a segunda vez que Andréia trabalha na Globo. A estreia dela aconteceu na minissérie, também recheada de mineirice, “JK”, de Maria Adelaide Amaral, em 2006. Na época, ela deu vida a Márcia Kubitschek. Em seguida, a atriz viveu uma das protagonistas da novela “Alta Estação” e integrou o elenco do folhetim “Chamas da Vida”, ambas da Record. Foi no ano de 2008 que Andréia realizou o trabalho de maior destaque na carreira, ao protagonizar o seriado “Alice”, do canal por assinatura HBO. A personagem morava em Palmas, no Tocantins, e foi para São Paulo buscar uma herança do pai. “Quero trabalhos que me interessem e que me comovam como gente”, justifica.

Como veio o convite para participar de “A Cura”?
Um dia meu telefone tocou, eu não reconheci o número e atendi. Do outro lado da linha alguém dizia: ‘Alô, oi, Andréia, aqui é o diretor Ricardo Waddington, da TV Globo, tudo bem?’. Primeiro achei que fosse trote, depois achei que ele estava tentando falar com a Andréa Beltrão (risos). Aí eu falei: ‘tudo bom’. Ele me disse que tinha um trabalho novo e queria saber se eu estava interessada em fazer. Acertamos uma reunião e aqui estou (risos).

A personagem em “A Cura” é uma médica legista. Como foi a preparação para interpretá-la?
Visitei o Instituto Médico Legal, a equipe que integra a parte médica teve aula de corte em prótese com uso de aparelho cirúrgico. Assistimos a alguns vídeos explicativos também. Eu nunca tinha chegado tão perto deste universo. Para quem trabalha na área de necropsia, não tem essa coisa emocional de ver um cadáver. Há uma outra relação com o corpo.

“Alice”, da HBO foi o trabalho que mais evidenciou a sua carreira. Quais foram as principais consequências desse projeto na sua carreira?
“Alice” tem um papel importante na minha carreira, mas igual aos meus outros trabalhos. Ele me possibilitou diversos desdobramentos, inclusive “A Cura”. Só acho que mais gente poderia ter visto. Infelizmente isso não aconteceu, mas mesmo assim tive um bom retorno do exterior como: Chile, Venezuela, México e Los Angeles.

O que você espera profissionalmente com a estreia de “A Cura”?
Sempre que entro em um trabalho não penso muito no resultado dele. O que vale é o processo que vivo ali. Adoro produções que me exigem atenção, aquecimento, inteligência e que têm muita história para contar. Isso basta.

Por Gabriel Sobreira

Uol Televisão

Bastidores da TV com Flávio Ricco (08/08)

Murilo Rosa e Fernanda Vasconcellos em cena de "Desejo Proibido" (2007), última novela de época da Globo exibida às 18h

A direção da Globo puxou o freio em relação à escolha de novelas de época para o horário das 18h. Entre os argumentos contrários, as conhecidas limitações e o orçamento elevado que essas produções representam.

Ainda assim, a sinopse apresentada por Duca Rachid e Thelma Guedes, passada nos anos 20 do século passado, tem alguma chance de substituir “Araguaia”, de Walther Negrão. Um caso que ainda será melhor examinado.

Há, se for aprovada, a intenção de usar muitos atores de “Cama de Gato” das mesmas autoras. Paola Oliveira e Carmo Dalla Vecchia seriam os protagonistas, mas Marcos Palmeira, desde já, ausência confirmada.

Nos dias de hoje não dá para correr riscos com novelas do gênero, diferentemente de uma minissérie, por exemplo, que tem curta duração. Após iniciada, é preciso ir em frente. E os resultados nem sempre são os desejados.

Portanto, antes de dar o “ok”, o diretor Manoel Martins vai pensar e conversar muito com sua equipe. A tendência é a de não seguir por esse caminho arriscado. Em todo caso…

Tubão
A Bandeirantes, na quarta-feira, final da Copa do Brasil, torneio que ela acompanhou desde o começo, fez a final –Vitória e Santos– com o seu narrador Téo José e o comentarista Neto no estúdio do Morumbi.

É por economia, comodismo ou o quê? A Globo foi com equipe completa no “Barradão”, em Salvador.

Debate
Já está decidido que o SBT não fará debates no primeiro turno. Só no segundo. Via Luiz Gonzaga Mineiro, diretor de Jornalismo, todas as providências com relação ao assunto começam a ser tomadas a partir de agora.

A data, por exemplo, será conhecida na semana que vem.

No detalhe

O autor de novelas Cassiano Gabus Mendes, em novembro de 1988

Em “Ti-Ti-Ti”, capítulo de quarta-feira, na preparação do desfile de Victor Valentim o tema incidental utilizado foi o mesmo da abertura de “Locomotivas”, outra novela do Cassiano Gabus Mendes na Globo.

Muito mais que um remake, verifica-se que há a preocupação em se fazer uma grande homenagem a este autor, reunindo detalhes, temas, tramas e vários dos seus personagens.

E ele merece.

Tudo certo
A Band está para anunciar a volta do apresentador Guilherme Arruda. Tudo certo. Só falta assinar. Ele ficará responsável pelas externas do novo programa da Márcia, aos sábados.

Selton Mello durante gravação de "A Cura" em Diamantina, Minas Gerais

Cerca de 150 pessoas, em 25 dias de trabalho, participaram das gravações de “A Cura”, em Diamantina, cidade mineira localizada na região do Vale do Jequitinhonha.

Número superior ao da equipe de “Araguaia”, próxima das 6, que usou 120 profissionais –70 da TV Globo e 50 prestadores de serviço– nas suas externas em Pirenópolis, Goiás.

A série, com status de produção de novela das nove, é escrita por João Emanuel Carneiro e estreia na próxima terça-feira, às 22h35.

Nada ainda
Os nomes das novas participantes do “Saia Justa”, programa do canal GNT, serão anunciados até o final desta semana, em uma reunião no Rio de Janeiro.

Na verdade, foram realizadas algumas gravações –que também serviram como testes– e os desempenhos das diversas convidadas serão avaliados pelo diretor Nilton Travesso. Confirmada, por enquanto, só a Mônica Waldvogel no comando de tudo.

Liberado
A Record já tem sinal verde para exibir 12 episódios da série “Parenthood”. Trata-se de uma produção da NBC, que mostra as variadas formas que uma família norte-americana usa na educação de seus filhos. Nada definido sobre a sua estreia.

Ainda na área de séries, a Record irá apresentar, possivelmente nas noites de domingo, “Caprica”, produção derivada de “Battlestar Galactica”.

Controvérsia de sempre
Um assunto frequente do pessoal da música é o que envolve mudanças na lei dos direitos autorais. Muitos artistas não estão vendo com bons olhos as propostas do Ministério da Cultura, em especial, o ponto que derrubaria o poder do autor sobre sua própria obra, possibilitando reprodução pelo Minc.

A classe está em polvorosa, mas já se cercando, através de consultas a escritórios de arrecadação.

C’est fini
Os autores Alcides Nogueira e Mário Teixeira entregaram para a direção da Globo o primeiro bloco de capítulos de uma novela inédita e atual, ambientada no universo rural. Eles, agora, aguardam posição da emissora.

Atriz e cantora mexicana, Maite Perroni, grava entrevista para o “Hoje em Dia”, da Record, na próxima quinta-feira em São Paulo. Ela conversa com Amanda Françozo sobre sua turnê no Brasil, que começa dia 13 em Belo Horizonte.

A Cultura confirma a estreia de Marília Gabriela, dia 30 deste mês, no comando do “Roda Viva”. Não há informações ainda sobre o seu primeiro convidado. Augusto Nunes e Paulo Moreira Leite serão os dois jornalistas fixos na bancada do programa.

Por: Flávio Ricco

Uol Televisão

Violência e misticismo dão o tom de “A Cura”

Selton Mello durante a coletiva de "A Cura", em restaurante da zona oeste do Rio (2/8/10)

Um seriado que mistura violência e misticismo. Assim será “A Cura”, série que estreia na grade da Globo a partir do dia 10 de agosto e que substitui “Na Forma da Lei”. De um lado, o cruel Silvério (Carmo Dalla Vecchia), um minerador do século 18 que adora matar. Do outro, Dimas Bevilláqua (Selton Mello), médico que saiu de Minas Gerais ainda jovem, depois de ser acusado de matar um coleguinha de escola. Mais tarde, vai descobrir que consegue curar pessoas sem fazer uso da medicina tradicional. Silvério é um antepassado de Dimas e as histórias de cruzam ao longo do caminho. “São duas tramas em dois períodos de tempos. É fascinante”, contou Carmo Dalla Vecchia durante entrevista coletiva em um restaurante da zona oeste do Rio na última segunda-feira (2/8).

Quando resolve deixar São Paulo e voltar para Diamantina, sua cidade natal, Dimas começa a trabalhar no hospital local, dirigido dá três décadas por Dr. Turíbio Guedes (Ary Fontoura). Em sua função, faz diagnósticos espetaculares, mas isso não faz com que parte da população mineira continua achando que Dimas é um assassino. “Essa dúvida quanto à índole do protagonista é a essência da história”, explicou Marcos Bernstein, que divide a autoria de “A Cura” com João Emmanuel Carneiro.

Enquanto isso, no século 18, Silvério é capaz de cometer as maiores atrocidades em busca de ouro e diamantes. Para conquistar seus objetivos, ele maltratou escravos e enganou oficiais da Coroa. As cenas são fortes e quem não tem nervos de aço, o melhor a fazer é sair da sala. Em uma das cenas, Silvério corta a língua de um escravo. “Meu personagem é muito violento. Cheguei a sonhar que matava pessoas. Tenho certeza que as mães vão tirar as crianças da sala”, apostou Carmo.

Mas, como todo malvado, Silvério uma hora se dá mal. Ao cravar uma lança no peito de um pajé, o minerador é amaldiçoado e passa a sofrer de dores extremas. Ele passa por muitos momentos de desesperos até encontrar Ezequiel (Dyjhan Henrique), um menino que tem o dom de curar pessoas. Silvério acredita que o pequeno curandeiro vá salvá-lo, mas Ezequiel se recusa a curá-lo. “Aos poucos, as histórias vão se explicando. É uma espécie de trajetória cármica, um ajuste de contas através dos séculos”, avisou João Emmanuel Carneiro.

“A Cura” é o primeiro seriado da Globo. A cada terça-feira, um capítulo é exibido. Mas, ao contrário do que acontecia com seu antecessor “Na Forma da Lei”, as histórias não se fecham a cada dia. “Este é um seriado semanal com continuidade. Estamos ansiosos porque não temos esse formato feito pela televisão brasileira”, lembrou Carmo.

Longe da TV há três anos, desde que fez a série “O Sistema” (2007), Selton Mello diz que está ansioso para ver a reação do público. “Cura espiritual é um assunto que atrai os telespectadores e eu estou curioso para ver o resultado. Eu mesmo tenho muita curiosidade acerca desse tema”, confessou o ator.

Por: Fábia Oliveira. R7

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