RELEMBRE – Final da Copa do Mundo de 2002

A TV Globo registrou média de 67 pontos de audiência durante a transmissão da final da Copa do Mundo entre Brasil e Alemanha, com pico de 69 pontos. A emissora alcançou 91% de índice share, que registra o percentual de televisores sintonizados na emissora no horário da partida.

O recorde de transmissão em Copas do Mundo foi registrado nos jogos do Brasil contra a Turquia _vitória por 1 a 0 na semifinal_ e a goleada por 4 a 0 sobre a China, na primeira fase, quando a emissora alcançou 69 pontos de média. Cada ponto corresponde a 47 mil domicílios. 

Segundo a emissora, já era esperado que o recorde de audiência não fosse batido. Em jogos decisivos, as pessoas costumam acompanhar o jogo em grandes grupos, o que diminui o número de televisores ligados. 

Contra a Bélgica, pelas oitavas-de-final, a média chegou a 68 pontos. Já diante da Inglaterra, pelas quartas-de-final, a média foi de 65 e, contra a Turquia, na estréia, atingiu 64.

A média de audiência mais baixa dos jogos do Brasil foi contra a Costa Rica, que atingiu 55 pontos. Dois motivos explicam a “baixa” audiência, segundo avaliação da emissora: o jogo foi disputado às 3h30 e o Brasil já estava classificado por antecipação.

A estreia do “Mais Você” (1999)

Em 1999, estreava na Rede Globo a atração “Mais Você” apresentada por Ana Maria Braga no mesmo formato que anteriormente ela “comandava” o matinal “Note & Anote” na Rede Record.

A matéria abaixo é de autoria do jornal “Folha de São Paulo” publicada naquele momento com o objetivo de enaltecer a alta audiência obtida pelo programa que fez a faixa vespertina da emissora de Roberto Marinho crescer consideravelmente.

“Dentro da estratégia de popularizar sua programação, a Rede Globo estreou ontem o “Mais Você”, apresentado por Ana Maria Braga. O programa registrou uma média de 24 pontos, segundo o Ibope (cada ponto equivale a cerca de 80 mil telespectadores na Grande São Paulo).

O “Mais Você” é exibido das 13h45 às 14h45, horário antes ocupado pelo “Vídeo Show” e pelo “Vale a Pena Ver de Novo”.

A audiência do novo programa pode ser considerada excelente se for comparada aos índices que vinham sendo obtidos pelo “Vídeo Show” (algo como 17 pontos).

A novela “O Rei do Gado”, no entanto, quando foi reprisada no “Vale a Pena…” (terminou no dia 13 de agosto), atingia frequentemente os mesmos 24 pontos. “A Indomada”, atualmente exibida na sessão de reprises, fica na casa dos 20 pontos.

Enquanto esteve no ar simultaneamente ao “Mais Você”, o “Note & Anote”, que Ana Maria apresentava na Record, registrou uma média de três pontos. Após o encerramento do “Mais Você”, a audiência do programa feminino da Record voltou à sua média habitual, entre seis e sete pontos.

A estréia:
Ana Maria entrou no ar visivelmente nervosa, com a voz embargada e com um grande crucifixo pendurado no peito -jóia que, com certeza, não poderia ser usada pela apresentadora na Record.
A estrutura do programa não mostrou nenhuma mudança significativa em relação à fórmula do “Note & Anote”. Ana Maria continuou vestindo suas inconfundíveis luvas, mesmo quando esteve na cozinha.
A receita culinária -que parece ser mesmo a principal atração do do “Mais Você”- era interrompida a todo momento pelos demais quadros do programa e por um superficial teste de psicologia que aferia a “disposição para o amor” das telespectadoras.”

Real Time – SP/ Record na vice e SBT em terceiro

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23h30

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A TV E OS FATOS MARCANTES: FALECIMENTO DE ROBERTO BOLÃNOS (CHAVES)

O principal telejornal do Brasil, o “Jornal Nacional” da Rede Globo, também fez questão por meio de uma breve matéria, exaltar a memória de Roberto Bolãnos e o sucesso de seus personagens, o “Chaves” e “Chapolin”.

A TV e os Fatos Marcantes: Renúncia do Papa Bento XVI

A televisão brasileira cobriu vários fatos marcantes como por exemplo a Renúncia do Papa Bento XVI que surpreendeu o Mundo, ao alegar que não havia mais disposição para exerceu o cargo.

O alemão Joseph Ratzinger foi proclamado o sucessor de João Paulo II em abril de 2005. Teólogo de grande expressão, com perfil conservador, Bento XVI foi um grande defensor das doutrinas mais ortodoxas da Igreja Católica. Ficou quase oito anos na função. Seu pontificado foi marcado por protestos e escândalos, com denúncias de atos de pedofilia dentro da Igreja.

O anúncio inesperado de que deixaria o cargo foi feito durante uma reunião com cardeais em 11 de fevereiro de 2013. A partir das 20h, horário de Roma, do dia 28 de fevereiro, o Trono de Pedro ficaria vago até que fosse realizado o conclave. Em março, o argentino Jorge Mario Bergoglio foi escolhido como novo líder da Igreja Católica.

Bento XVI esteve no Brasil em maio de 2007, quando canonizou o primeiro santo nascido no país, Santo Antonio de Sant’Anna Galvão, o Frei Galvão. 

Joseph Ratzinger ganhou o título de Papa Emérito. E, desde sua abdicação, vive no Vaticano, permanecendo à serviço da Igreja.

Para cobrir a repercussão da renúncia de Bento XVI, Marcos Uchoa e Edu Bernardes foram para a região da Baviera, na Alemanha. Na cidade de Regensburg, os dois mostraram a reação dos conterrâneos do Papa, que oscilaram entre o apoio e a crítica àquela decisão inusitada.

Mas o que mais surpreendeu os alemães, que conheciam bem o perfil conservador e ortodoxo de Joseph Ratzinger, foi a decisão ter sido tomada justo por um papa contrário a qualquer mudança ou novidade nas doutrinas da Igreja.

Diretor de “O REI DO GADO” fala sobre sucesso da 3ª Reprise

Exibida entre junho de 1996 e fevereiro de 1997, “O Rei do Gado” foi reapresentada no “Vale a Pena Ver de Novo” em 1999 e no canal Viva em 2011. Nada disso impediu que, em sua terceira reprise, agora em 2015, a novela voltasse a ser um fenômeno de audiência.

A trama de Benedito Ruy Barbosa, exibida no meio da tarde, tem registrado números no Ibope eventualmente mais elevados do que “Malhação” e “Boogie Oogie”, a novela das 18h. Como registrou a coluna “Outro Canal”, na “Folha”, o sucesso levou a Globo a aumentar o espaço dedicado à reprise em sua grade, espremendo os filmes da “Sessão da Tarde” e o “Vídeo Show”, que ficaram menores.

UOL convidou o diretor da novela, Luiz Fernando Carvalho, a tentar explicar este sucesso. Carvalho já havia dirigido “Renascer” (1993), do mesmo autor. Em 2014, voltou a trabalhar em parceria com Benedito, na recriação de “Meu Pedacinho de Chão”.

Diretor de inúmeros trabalhos marcantes na TV, como as séries “Os Maias”, “Hoje É Dia de Maria”, “Subúrbia”, entre outras, Carvalho (ao lado) no momento se dedica em Manaus à gravação de “Dois Irmãos”, minissérie baseada no romance de Milton Hatoum. Abaixo, suas respostas sobre “O Rei do Gado”.

Você está revendo “O Rei do Gado”? O que está achando?
Luiz Fernando Carvalho – Estou gravando a minissérie “Dois Irmãos”, então revejo apenas partes dos episódios quando muito. Lamento que enredos e universos como os desta novela tenham se tornado tão raros na televisão. Benedito, juntamente com Dias Gomes, talvez sejam os autores que mais se voltaram para o Brasil profundo, o mundo rural e seus desdobramentos sociais. Sem falar de uma certa atmosfera de saga que suas histórias sempre cultivaram.

Então, como um clássico, considero importante reprisar para que as gerações mais novas – tanto de autores quanto a de diretores – percebam o quanto aquela narrativa profundamente lírica faz parte do imaginário que povoa nosso país. Se seus textos sempre foram um generoso trampolim para alçar a imaginação dos artistas que sobre eles se debruçaram, acredito que o mesmo se deu com a imaginação daqueles que os assistiram. “Renascer” e “O Rei do Gado” foram um deleite para mim, espécie de escola, aquele território onde você podia se lançar com segurança que colhia sempre uma lição emocionante sobre como narrar uma história.

Quais são as qualidades principais desta novela?
Brasilidade + Realismo + Emoção. O texto trabalha sobre estas linhas o tempo todo. Isso não é pouco. São passos que precisam ser revisitados por todos nós, e que nos foram roubados pelo acúmulo das repetições e o excesso da tecnologia. Tecnologia é bom e eu gosto. Hoje a tecnologia está em tudo: na forma com que os autores escrevem, que a câmera registra, que os atores se colocam em cena; enfim, tudo a nossa volta se resume a um enorme conjunto de tecnologias. Mas se a tecnologia te domina, você morre, não fazendo o menor sentido você estar ali, qualquer outro poderia estar, ela te anula.

Naquele tempo não havia marcação de luz, era preciso criar a luz no set. E a luz deveria representar simplesmente a realidade e não ficar imitando filme de ação americano, esfriando a imagem ao ponto de deslocá-la do real, afastando a emotividade de um melodrama em troca de uma cor da moda. Se o figurino não estivesse na textura certa, dentro das coordenadas de cada personagem, não havia pós produção para “afinar” tudo. Tudo deveria dialogar diretamente com as emoções do texto que, diga-se de passagem, eram muitas! Esse exercício da construção do real é, no meu modo de sentir, a maior qualidade desta e de qualquer grande novela. É uma qualidade que parte do texto, mas circula por todos os departamentos da produção com o forte propósito de reafirmar a síntese ficcional do autor. “O Rei do Gado” era isso.

Depois de poucas semanas, já é possível dizer que a reprise de O Rei do Gado é um sucesso de audiência. O que esses números do Ibope expressam, na sua opinião?
Expressam excelência. Expressam também autoria. Benedito faz parte daquela família de autores que escrevem sozinhos porque necessitam contar uma determinada história. Uma história que passa por ele e por mais ninguém. Se o autor é movido pela necessidade de contar sua história, encontrará, na grande maioria das vezes, as coordenadas certas para que muitos a escutem.

Em uma entrevista ao UOL, falando sobre “Meu Pedacinho de Chão”, você disse: “É preciso renovar mais e copiar menos”. O sucesso da reprise de “O Rei do Gado” não pode estar sinalizando algo em outra direção, de que o público prefere mesmo rever um novelão clássico?
Colocadas lado a lado com outras narrativas daquela época, “O Rei do Gado” representou sim um grande passo de inovação ético e estético. Em sua primeira fase contou-se uma história com apenas oito personagens, incluindo, entre eles, grandes lançamentos como Caco Ciocler e Marcelo Antony. Era um Shakespeare, ok, mas era um texto que se misturava e livremente se transformava nas memórias do próprio autor: pés de café, convocação do filho para segunda guerra, shindo renmei, etc…

As cenas foram totalmente gravadas em locações como tentativa de humanizar a narrativa, já naquela época bastante contaminada por um modelo único. O texto trazia núcleo de personagens que traçava forte paralelo com a realidade do país, como foram os sem-terra. Enfim, a novela não era cópia de nenhuma outra, foi totalmente inventada pelo Benedito e por mim.

Tudo muito simples, nada que qualquer um dos romances do final do século XIX já não tivesse proposto. Lembro-me como se fosse hoje o dia em que nos encontramos para falarmos dos personagens. Na história havia uma andarilha, um personagem desgarrado, sem rumo. Nos viramos um para o outro indagando se aquilo era verdadeiro e forte o suficiente. Poderia até ser forte para um velho novelão, mas não mais para o que estávamos buscando. Não demorou muito para que o telefone do escritório tocasse com alguém do outro lado querendo saber que história era aquela de incluirmos os sem-terra na novela. Foi assim.

O público prefere uma grande história e bem contada, contextualizada. Não seria isso que eles estão sinalizando? O tema não importa tanto assim, mas que seja contado com sensibilidade e excelência. Nisso se incluiu uma boa dose de desejo. É fundamental que se tenha a necessidade de contá-la, ou é melhor não se aventurar. O público de hoje, expert em dramaturgia, perceberá os pontos fracos de cara, no primeiro capítulo.

É evidente que o paralelo com a realidade tornou-se em si um gênero da ficção moderna. Todos, através dos celulares, temos uma câmera na mão e com isso uma noção de narrativa e verossimilhança. Todos sabemos quando, diante de nós, um sorriso ou uma lágrima que escorre é resultado de emoção ou puro truque.Ninguém mais engana ninguém. O truque dramático, artístico, depende de mestres no ofício, enquanto amadores serão descartados por um vídeo caseiro. Por isso, antes uma boa história de anos atrás do que uma novinha em folha com gosto de café requentado. Dona Maria não engole mais. Que ótimo!

Fonte: UOL

“Bambuluá” pode retornar no canal “Viva”

Bambuluá é uma telenovela infantil brasileira produzida pela Rede Globo, que estreou em 9 de outubro de 2000 e terminou em 21 de dezembro de 2001. Era exibida de segunda a sexta, no horário de 9h30 da manhã. Uma ideia de Roberto Talma, a história é vagamente inspirada no conto A Princesa de Bambuluá, de Câmara Cascudo .

Protagonizada por Angélica, interpretando ela mesma, e por Pedro Vasconcelos, no papel de Bruck, a atração conta a história dos Cavaleiros do Futuro, protetores de Bambuluá, também chamada de Cidade dos Sonhos, que combatiam o Senhor Dumal e seus comparsas de Magush, a Cidade das Sombras . A principal intenção do Senhor Dumal é invadir e dominar a cidade de Bambuluá para se vingar do Mago Tchilim, que o criou e contra o qual se revoltou. Os habitantes de Bambuluá são chamados de sonhonhocas, e os de Magush são denominados sombrios. A gangue de adolescentes de Magush, liderada pelo inescrupuloso Morcegão, é a principal inimiga dos Cavaleiros do Futuro, cujo líder é o jovem Deco.

Um dos momentos notórios foi a participação dos bonecos da TV Colosso, programa infantil criado por Luiz Ferré. Na trama, os cães Priscilla, Gilmar e seus 4 Gilmares, JF, Capachão, Borges e Bullborg chegam a Bambuluá a bordo um disco voador canino.

A novela foi a ultima produção do horário na emissora. Apesar de apresentar baixos índices em seu decorrer , a trama foi um grande sucesso entre o público infanto-juvenil, fechando com surpreendentes 42 pontos de Ibope. Seu último capítulo registrou índices mais altos que os do final da novela Esplendor.

Agora, após quatorze anos desde a sua exibição original, o canal “Viva” do Grupo Globosat estuda reexibir a trama no período matutino para concorrer de frente com a faixa mais disputa entre os canais infantis e alguns diretores artísticos esperam alcançarem bons índices e assim solidificarem uma faixa voltada à este público.

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