Jornalismo Verdade? Record é condenada a indenizar auditora da Receita por denúncia em reportagem!

A 16ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) condenou a Record a pagar indenização no valor de R$ 50 mil a uma auditora da Receita Federal, a título de danos morais. Na decisão, os juízes entenderam que a emissora não conseguiu provar que a autora da ação, citada em reportagem, era a mesma mulher investigada por operação da Polícia Federal.

O caso teve início com reportagem da Record sobre audiências na Justiça em processos que envolviam a operação “Firula” da PF. As investigações denunciavam suposta participação de empresários em crimes de sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, por meio de um esquema que utilizava doleiros e empresas sediadas em paraísos fiscais.

De acordo com o TJ, a Record identificou a participação de uma auditora no esquema apenas com o primeiro nome citado por depoimento de uma testemunha na Justiça Federal. O relator do caso, desembargador Lindolpho Morais Marinho, argumentou ainda que não foi dado o direito de resposta para a mulher.

Para a Justiça, a exposição causou prejuízos pessoais e profissionais à auditora. Na reportagem, a emissora citou o sobrenome e o nome do marido da mulher.

Em primeira instância a Record já havia sido condenada a pagar indenização de R$ 30 mil. No recurso, a emissora alegou que apenas cumprira o direito de informar. Em seguida, a auditora recorreu para que fosse aumentado o valor indenizatório, o que foi aceito pela Justiça.

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Bomba! Justiça obriga sindicato a reconhecer Edir Macedo como jornalista!

O Tribunal Regional Federal da 2ª Região determinou que o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio de Janeiro (SJPMRJ) conceda carteira de jornalista ao bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) e proprietário da Rede Record. A decisão, ajuizada pelo desembargador Fernando Marques, atende a recurso impetrado por Macedo em 2001, quando ele teve pedido de registro negado pelo sindicato.

Até a decisão, o bispo possuía carteira de jornalista colaborador e o sindicato exigia registro de jornalista profissional. Em agosto, dois meses após o Supremo Tribunal Federal (STF) ter derrubado a obrigatoriedade do diploma, a Justiça decidiu em favor de Macedo. Apesar do recurso ter sido aprovado há seis meses, apenas em fevereiro o sindicato foi notificado.

O advogado que defende o Sindicato, Walter Monteiro, encaminhou pedido ao TRF, cobrando esclarecimentos de como proceder diante da decisão. Ele lembra que em 2001, quando entrou com recurso na Justiça, o bispo mantinha carteira que já não existe atualmente, a de jornalista colaborador.

Monteiro sugere ainda que Macedo obtenha registro no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O advogado ressalta ainda que, por ser uma carteira de identificação, para ser validado, Edir Macedo deverá comparecer ao sindicato com fotos, RG e CPF. 

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