Foi um ano agitado pra gente no Jornal Nacional: Diz Bonner

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William Bonner recebe o Trofeu Mario Lago (Divulgação)

William Bonner se transformou no personagem do fim de ano do noticiário de entretenimento. Pelo simples fato de ter recebido o Troféu Mario Lago que é uma honraria do “Domingão do Faustão” para celebridades de relevância.

Além de ter sido alvo de um desabafo da filha de Mario Lago, Graça Lago – que não concordou com a premiação – ele também foi apontado como o responsável pela saída de Patrícia Poeta da bancada do “Jornal Nacional”.

Em conversa com a coluna, Bonner fez questão de contar – pela primeira vez – a versão dele para o episódio que, segundo ele, gerou especulações das mais divertidas e fortes que já leu na internet e nos jornais.

“Foi um ano agitado pra gente no Jornal Nacional. A transição da Patricia Poeta para a Renata Vasconcelos se deu da forma mais suave possível. Disso eu não posso me queixar. Houve muita especulação. Teve culpa minha. Teve culpa de diretor. Eu vi de tudo”, revela o editor chefe desse que é considerado o maior telejornal da tv brasileira, o “JN”.

Em tom de brincadeira, ele prossegue: “E a verdade testemunhada por esse cidadão, se é que eu ainda tenho alguma credibilidade, é que a Patricia Poeta decidiu fazer do Jornal Nacional um período profissional da vida dela importante. Ela queria uma Copa do Mundo, ela queria uma eleição, ela teve essa experiência e botou isso na carreira dela”, explica.

“Mas é fato! Aconteceu na carreira dela algo que eu vi acontecer dentro da minha casa com Fátima. Ela entendeu que a felicidade profissional dela não estaria mais ali. Deixar o Jornal Nacional não é um crime. A pessoa decidir que o Jornal Nacional já lhe entregou uma experiência impagável, qualquer pessoa que tenha passado por lá haverá de confirmar o que eu to dizendo, já tinha sido suficiente”, comparando o momento com o que aconteceu com a esposa,Fátima Bernardes, quando ela deixou o JN para estrear o “Encontro”, no entretenimento da Globo.

“E o que ela queria profissionalmente era desempenhar uma nova função no entretenimento tal e qual fez Fátima Bernardes. Quem teria o direito de barrar essa vontade dela?”, questiona.

Bonner foi muito mais além e citou os filhos no episódio. “A vida inteira eu repeti para os meus filhos, que estão com 17 anos, que eu não enxergo uma carreira bonita se não for pelo prazer de fazer o que está fazendo”, comenta.

“O sujeito que faz a coisa sem prazer algum não tem como desempenhar bem o que está fazendo!! E a Patricia saiu na hora em que ela sentiu que precisava sair. Ela é jovem, talentosa… colega querida de todo mundo. O Jornal Nacional caminha por si. Ninguém é mais importante que o JN. O JN é muito maior do que todos nós, maior do eu”, finaliza.

Aguinaldo Silva. Ele parece tirar mesmo de si boa parte de suas tramas

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Em plena semana do Natal, Aguinaldo Silva vai dar a entender que o personagem do momento, José Alfredo de Medeiros, o “comendador” interpretado por Alexandre Nero em Império (Globo, 21h15), foi para debaixo da terra. Mas o homem será visto logo depois, mais vivo do que nunca num garimpo em Minas Gerais. “Ele chega à conclusão de que vive de pedras preciosas mas que, no fim das contas, nunca trabalhou num garimpo – o que era para ter feito lá em 1987. Então, vai ver como é que é”, conta o autor ao site de VEJA, divertindo-se com mais um lance fantástico que ele mesmo inventou para o protagonista. “Essa morte de mentira é uma volta dele ao passado, quando conheceu Sebastião (Reginaldo Faria) e acabou ficando rico.”

O autor vai usar um dos velhos truques do folhetim para movimentar a trama, que voltou a um patamar confortável no Ibope depois da mal-sucedida Em Família. A morte fingida de personagens de novela costuma agradar o público, quem sabe porque todo mundo já se pegou pelo menos uma vez querendo “sumir da face da Terra”. Com Aguinaldo, parece ser o contrário –ele adora aparecer. No dia anterior a esta entrevista, há duas semanas, esquecido de que era um domingo, ele deixou o apartamento na Avenida Atlântica, em Copacabana, e foi espairecer no shopping do bairro, um dos mais movimentados da cidade. “Foi um frisson danado! Todo mundo queria saber sobre o Comendador”, comemora ele, que não se furta a um contato com o público. Quando morava na Barra da Tijuca, por exemplo, gostava de fazer as compras da semana no hipermercado próximo ao condomínio, e ouvir a conversa das moças do caixa – não por acaso, Maria Paula (Marjorie Estiano) trabalhou como uma delas em Duas Caras (2007). “Um ficcionista tem de andar, experimentar. Muito do que escrevo vem das minhas observações e do que eu mesmo vivi. Não há como se fechar e achar que vai escrever uma novela”, observa. “Sobre o que vão falar esses autores do futuro? Sobre a vida no condomínio?”

Ele parece tirar mesmo de si boa parte de suas tramas, recriando a história do menino educado com sacrifício pelo pai frentista e a mãe dona de casa em Carpina, no interior de Pernambuco. Escritor precoce, que publicou o primeiro livro aos 16 anos (Redenção para Job, 1960), destacou-se nas redações da capital Recife e planejou fazer fama como jornalista em São Paulo. Mas num desvio no meio do caminho, parou no Rio de Janeiro em pleno 1964. Mas para ser de fato um folhetim, talvez sua trajetória precisasse de um lance incrível de sorte a torná-lo milionário, como aconteceu com José Alfredo em Império. Na vida real, Aguinaldo trabalhou, e muito: desde que estreou na Globo, em 1979, como um dos roteiristas do seriado Plantão de Polícia, escreveu 15 novelas, todas no horário nobre –Roque Santeiro (1985), Vale Tudo (1988, em co-autoria com Gilberto Braga), Tieta (1989) e Pedra sobre Pedra (1992), entre outras –, fora as duas produzidas em Portugal sob sua supervisão. Na última década, ainda é dele o primeiro lugar entre as dez maiores audiências das 9: em 2004, Senhora do Destino teve média geral de 50 pontos, na época o maior sucesso da emissora em 18 anos.

Sem meias-palavras, uma de suas marcas registradas nas redes sociais, ele confessa que, mesmo diante dos números que faz questão de divulgar, ressente-se pelo pouco caso que a intelectualidade ainda faz da telenovela. “É, sim, um produto popular. Mas tem muita coisa refinada ali, muita informação relevante sendo transmitida. Não só nas minhas novelas, mas nas de Gilberto Braga, do Silvio de Abreu, do Maneco”, sublinha ele, que assume a vaidade, mas que, aos 71 anos, demonstra não ter ilusões sobre o quanto tudo isso pode ser efêmero. Ao ser questionado sobre como será lembrado daqui 50 anos, é categórico: “Não serei lembrado. Ninguém mais vai estar falando que existiu um tal Aguinaldo Silva, claro que não. Mas quando um estudioso quiser saber como era o Brasil destes últimos 60 anos, com certeza terá de recorrer às telenovelas.”

Na entrevista a seguir, entre objetos de art déco no bairro que é a reserva art déco da cidade, o comendador legítimo – ele recebeu a Ordem do Mérito Cultural em 2012 – fala sobre o passado e o futuro da televisão e do país, além, é claro, do momento presente da sua Império:

Das informações que circulam sobre o que virá a seguir na novela, já se sabe que a morte fingida do Comendador José Alfredo (Alexandre Nero) é certa. É isso mesmo, o senhor vai correr o risco de ficar sem seu melhor personagem? Não. Ele resolve sair de cena porque chega a uma situação em que o Fisco invade a empresa, a Polícia Federal está atrás dele, toda uma situação que de vez em quando acontece com nossos empresários. Ele toma um veneno que simula a morte e é enterrado, mas tem um prazo para sair da tumba. Uma série de impedimentos atrasa a chegada do Josué (Roberto Birindelli) ao cemitério. Quando o Comendador é resgatado, está morto – já terá usado o cilindro de oxigênio deixado no caixão. Josué começa a chorar mas, de repente, o Comendador pergunta “está chorando por quê?”. Ou seja, ele escapa.

Não ficará sumido de cena, portanto. Não, nenhum capítulo! Ele fica seis meses sumido na novela. Como a Duda (Josie Pessoa) está grávida (e eu detesto mulher grávida em novela, porque atrapalha a trama) farei o seguinte: uma passagem de tempo de seis meses, e a marcação é ela sentindo as dores do parto. Só que nesta passagem, que dura três ou quatro capítulos, o Comendador não some para o público. Ele vai atrás de suas origens em Minas, vai trabalhar como garimpeiro. Isso foi rigorosamente armado para que ele continue na novela mesmo tendo saído.

Há cenas dele enterrado vivo? Sim, terríveis! Ele acorda dentro do caixão. O Josué coloca cápsulas pequenas de oxigênio no caixão e um celular no bolso dele (senão como iriam iluminar a cena, não é mesmo?). Tive muito cuidado para não me estender nesta sequência, porque poderia resultar em algo muito angustiante.

Acontece quando? Deixa eu te contar uma história. No entusiasmo de Vale Tudo, eu, Gilberto Braga e Leonor Bassères matamos Odete Roitman (Beatriz Segall). Na semana antes do Natal, o Dennis Carvalho, que era o diretor, ligou para a gente e disse:  “Sabem quando a Odete morre? Na véspera de Natal.” E morreu, não teve jeito. Agora, estou aqui escrevendo e, de repente, me dou conta de que aconteceria o mesmo. Pensei “preciso acelerar”. Há toda uma situação em que um dos filhos quer que ele seja cremado. Cristina (Leandra Leal) vai impedir, pois ela sabe que ele não estará morto. Essa situação teve de ser reduzida, senão a parte dele sepultado iria ao ar na véspera de Natal. Com a aceleração, vai acontecer lá pelo dia 22. No Natal, ele já estará no garimpo.

Percebe-se que o senhor não tem problemas com spoilers. Não. Eu mesmo solto spoilers o tempo todo! Acho que você tem de aguçar a curiosidade do público e contar uma outra passagem tem esse efeito no telespectador de novelas. Não adianta você contar o que vai acontecer, a pessoa quer ver. Então, eu gosto instigar. E quando a cena vai ao ar, tem de ter alguma surpresa.

Sei que não há fórmula de sucesso em novelas, mas, com a experiência que o senhor tem, imagino que já consiga prever certas reações do público. O José Alfredo engoliu a novela – as pessoas não dizem “vamos ver Império”, mas “vamos ver o Comendador”. Até que ponto ele foi criado para agradar? Na semana da novela, um dicionário on-line publicou que a palavra mais comentada da semana foi “comendador”. Até então, muita gente nem sabia o que é comendador. Ele foi rigorosamente pensado para isso: eu queria um personagem maior que a vida, mas, ao mesmo tempo, que fosse muito humano – porque ele tem qualidades e defeitos –,muito verdadeiro. Foi tudo pensado para isso, mas ele não seria o que é se eu não tivesse o ator certo. E a minha intuição disse que o ator seria o Nero. Tive, inclusive, que brigar muito por ele. O Nero era considerado bom ator, mas não uma estrela. Houve um longo período de perplexidade até que me disseram “tem certeza de que quer que seja ele?” e eu respondi “sim, quero”. Fiquei com medo, pensando “e se não der certo?”. A culpa seria minha. E contei com a maravilha que é o Chay Suede para fazê-lo jovem. Ou seja, tem novelas que você percebe já nas gravações que vão dar certo. Essa é uma delas.

O Chay não era conhecido na Globo, mas tem uma legião de fãs nas redes sociais, assim como outros atores de Império, como Josi Pessoa (Duda), Marina Ruy Barbosa (Ísis) e Klebber Toledo (Léo). Essa capaciddade de mobilização já está contando na escalação dos atores? Sim, porque a escalação é algo muito delicado em novela. Nós temos grandes atores veteranos, e você pensa que seria bom contar com fulano ou ciclana, mas a gente sabe que esse universo de telespectadores mudou muito. Os jovens não veem mais a novela com aquela fidelidade toda das gerações anteriores. Eu vejo a novela de olho no real time [que informa a medição de audiência do Ibope]. No momento em que a Cora (Drica Moraes) beijou o Comendador, uma surpresa, o Ibope subiu quatro pontos. Como as pessoas sabem da cena e mudam de canal? É um mistério. Acho que uma parte do público fica pulando de canal, e quer ver os grandes momentos da novela e os atores que eles adoram.

Não deve ser fácil alimentar isso. Não mesmo. Alguém escreveu que ninguém aguenta as cenas de brigas na casa do Comendador. Mas isso é o que as pessoas querem! Desde o começo, por exemplo, cobravam: “Cora está muito boazinha, precisa matar alguém.” Ela não era uma assassina, foi feita para ser uma manipuladora, uma vilã muito mais sutil. Mas houve um momento em que cheguei à conclusão de que ela deveria matar, já que é o que o público quer.

E quando ela matou Fernando (Eron Cordeiro), o senhor fez uma referência à Nazaré deSenhora do Destino, de 2004, que se livrava dos desafetos jogando-os escada abaixo. Muita gente disse que estava copiando a si mesmo. Ficou chateado? Sim, esse tipo de coisa me dá uma tristeza… A referência é parte importante da literatura, do cinema e de todas as artes. E por que não pode na novela? Por que tem de ser criticado? Agora, vou ser um pouco arrogante: a novela é, disparado, o fenômeno cultural mais importante deste país. A gente sabe que não há nada que mobilize o país como a novela das 9. Você pode brigar com a novela de vez em quando, mas tem de ter consciência de que aquilo é bom simplesmente porque mobiliza um país inteiro. Isso tem importância, e muitas vezes ela é tratada como o comediante da esquina que finge saber cantar.

Outro ponto de Império que não me parece muito bem compreendido é que ela tem uma estrutura monárquica, funciona como um reino. De onde veio essa ideia? Isso é outra coisa que me deixa tão triste… Pouca gente percebeu! Se você for ver, todos os filmes que se passam na Inglaterra dos séculos 16 e 17 são assim. É Tudors, é Henrique VIII. Na verdade, existe uma peça de teatro inglesa escrita nos anos 60 pela qual sou apaixonado e sempre quis fazer algo parecido: O Leão no Inverno, de James Goldman. Ela se passa na Inglaterra, na Idade Média, e é uma briga danada na família do rei, que não quer largar o poder de jeito nenhum. Império é isso. As relações entre o imperador, a imperatriz e os possíveis herdeiros é medieval, de autoritarismo, do sangue, da bastarda que aparece e estraga tudo. Entendeu?

E Santa Teresa é a vila. Exatamente, são os arredores do castelo. Mas as pessoas não percebem ou não querem perceber que há uma elaboração ali. A gente consegue fazer um produto totalmente popular e ao mesmo tempo muito elaborado – não só eu, as novelas das 9 em geral. O que me entristece nos críticos, o erro fundamental, é que eles acham que a novela tem de ser escrita para eles. Quando não é. Ela tem de ser escrita para 40 milhões de pessoas. Isso impõe limites ao que você pode escrever e, ao mesmo tempo, não se pode querer agradar meia dúzia de pessoas. O objetivo é ter audiência, não é outra coisa.

O blogueiro fofoqueiro Téo Pereira (Paulo Betti) vem apenas da sua observação da imprensa ou é uma vingança aos jornalistas que o incomodam? Não, não é uma vingança. Eu queria um personagem que pudesse falar por mim, do que eu penso de um certo tipo de jornalismo, esse que a gente sabe como é leviano, dos blogs de fofoca, do vale tudo. Por isso criei o Téo. E por que fiz o Téo tão pintoso? Porque isso o transforma num estereótipo, que é o que eu queria. O Cláudio (José Mayer) é outra coisa, é uma pessoa. O Téo é um boneco de desenho animado e, como tal, ele pode falar as coisas mais pavorosas. Se ele fosse sério, as pessoas iam se escandalizar.

Nos últimos dias, tem chamado a atenção na novela o líder sem-teto inescrupuloso que se aproveita dos militantes do seu movimento popular, Cardoso (Ravel Cabral). É um personagem de certa forma surpreendente para um autor que chegou a ser preso político como o senhor. É impressão ou o senhor se desencantou com a esquerda? Sim. Eu quis tocar nesse assunto porque a gente sabe que não há caminho mais fácil para ganhar dinheiro neste país do que criar uma ONG. Mas, primeiro, nunca fui bem-visto pela esquerda naquela época. A esquerda era o Partidão, que predominava nas redações, até porque tinha pessoas talentosíssimas e o doutor Roberto Marinho fazia muito bem em dar emprego para eles. E eu era uma figura maldita, muito novo para estar na redação – tinha 20 anos quando cheguei ao Rio. Era pintoso, meio despudorado e a esquerda sempre achou isso suspeito – nunca me deram muita bola. Depois, fui vendo que havia muita hipocrisia. Um cara, por exemplo, era do Partidão e tinha mais de um emprego público, em plena ditadura. Depois, fui me desencantando de vez com a esquerda no Brasil. A esquerda satanizou demais a direita. Em todo país civilizado existe esquerda. E a direita não é o diabo, assim como a esquerda também não é. Aqui, não. Veja que eleição após eleição, todos os candidatos dizem que são de esquerda! Comecei a achar que esse jogo é meio esquisito. Percebi que o mundo é ambíguo, as pessoas são assim. Então, a esquerda também tem as suas figuras execráveis. Passei a pensar assim. E, depois, veio essa ascensão desastrosa do PT. Nunca fui petista, mas sempre achei que o PT era uma referência de ética e moralidade. E quando os caras assumiram o poder, foram com uma sede ao pote como nunca antes neste país! Aí, me decepcionei de vez.

O senhor vê a novela todos os dias? Sim, e na hora. Tenho essa superstição: acho que ver na hora a novela te passa uma energia, porque todo mundo está vendo ao mesmo tempo. Trago isso da época deRoque Santeiro. Em 1985, eu morava em São Conrado e na época a Globo tinha a vinheta do plim-plim. Quando chegava no intervalo, eu ouvia nitidamente o plim-plim saindo de todas as casas em volta, ecoando pela ladeira – todo mundo está vendo, eu pensava. É incrível. Quando estou em Portugal, vejo pelo site da Globo, mas é muito sem graça – eles que me desculpem.

Seu perfil no Twitter é um balcão de reclamações e pedidos dos telespectadores. Na hora da novela está atento a tudo isso também? Não, somente nos intervalos. O real time, eu deixo ao lado e olho de vez em quando. Mas quando entra nos intervalos, eu corro para o Twitter e vejo o que estão escrevendo. As pessoas não querem, por exemplo, que eu separe a Ísis e o Comendador. Mas se eles ficarem naquela coisa de “sweet child” a novela toda vai ficar muito chato! Precisa da separação para depois juntar, mas o público não entende que é esse o mecanismo. Daí, ameaçam que não vão mais ver a novela, é engraçado. Imagine, serão 202 capítulos. Se eles gostam do personagem, querem que tudo seja bom para ele. Aí, você não tem novela.

Por que o senhor parece muito mais áspero na internet do que é pessoalmente? Porque sou tímido! Então, na internet eu mais atrevido – porque não sou eu, é outra pessoa, mais ou menos como acontece com todo mundo. Mas de uns tempos para cá estou tentando me controlar, ser menos ríspido. Porque a palavra escrita é terrível, é muito forte. Tanto que quando quero resolver algum assunto grave, escrevo cartas.

O senhor ainda vê a telenovela como grande força no futuro próximo da TV? Sim. Entre outras coisas, porque a televisão não tem condições de viver sem ela. A novela é o único produto que realmente se paga, porque fica muito tempo no ar. Vamos dizer que amanhã, como fizeram com o jogo no Brasil, a Dilma proíbisse as novelas, de uma hora para outra. Como que a Globo faria para preencher o espaço de quatro programas? Não há saída: a novela ainda vai sobreviver por muito tempo, mesmo que com audiências menores. Mas será sempre o produto mais visto, porque induz o público a continuar vendo. É a mágica do folhetim. O que entraria no lugar? Um programa sobre as borboletas de Bali?

Em 2004, quando escreveu Senhora do Destino, o senhor abandonou o realismo mágico que o consagrou em tramas como Tieta (1989), Pedra sobre Pedra (1992) e A Indomada (1997). Se vê agora num novo ciclo? Nessa novela eu resgatei o que eu acho que é a minha essência como novelista, que é uma certa estranheza. Não é mais o realismo mágico, que é datado, mas tem um clima diferente. A Santa Teresa da novela funciona como uma cidadezinha de interior. O lobisomem, por exemplo, está lá – mas ele ataca mulheres para tentar roubar bolsas (Jairo/ Julio Machado). Ou seja,Império ilude: dá a impressão de que é uma novela urbana contemporânea mas, como você falou, ela é medieval.

O senhor só escreveu novelas das nove e não me parece que tenha tido algum fracasso retumbante. Já passou algum momento ruim como novelista? É verdade, não tive fracassos. Mas em, 2001, com Porto dos Milagres, passei por uma depressão. Por não gostar do que estava fazendo, sabe? Senti que estava me repetindo muito, que era tudo igual. Fiquei uns três anos sem fazer novela, e quando me pressionaram para voltar, fiz Senhora do Destino e me reinventei. Foi uma fase que eu comecei a ver muitos seriados americanos e me ajudou muito. Aprendi com Os Sopranos (HBO, 1999-2007) e todos esses seriados fantásticos. De qualquer maneira, é muito difícil fazer algo novo aos 70 anos, e as pessoas ficam querendo que você apareça com algo absolutamente novo. Mas aos 70 anos o próprio mundo não tem novidade nenhuma. Então, é muito difícil você ter um frescor de adolescente. Ao mesmo tempo, a idade te deixa mais assim “ah, dane-se”. Você tem que tomar cuidado, senão se repete. E eu sou muito voraz com relação à audiência.

É uma vaidade? Não é a vaidade pelos pontos no Ibope, mas é que é muito bom saber que você é querido. É a repercussão. Ontem (23) eu fui ao shopping e não me dei conta que era domingo e estava chovendo – aquilo estava lotado. Pela minha presença na internet, as pessoas acabaram me conhecendo fisicamente, com esse cabelo branco e tal. O pessoal enlouqueceu, eu parecia um pop star! Fui descendo a escada rolante e as pessoas todas apontando “olha o Aguinaldo Silva!”. Fiquei tão assustado que peguei o táxi de volta. A satisfação de me sentir querido é o que me empurra a tentar fazer uma coisa nova – mesmo que eu não consiga.

De uns tempos para cá, o senhor resolveu se aventurar em outras funções além de novelista: tornou-se dono de pousada, dois restaurantes e até uma grife de sapatos. Por quê? Porque eu queria me testar em outras coisas. Vim de interior de Pernambuco, fui jornalista por 18 anos, virei autor de TV e depois novelista, o que sou até hoje. Me perguntei se seria capaz de fazer outras coisas. Agora, estou fazendo uma casa de cultura, num imóvel tombado que comprei em Petrópolis. Terá também um restaurante de comida portuguesa, que vai se chamar Comendador Silva. Depois, vou fazer uma pousada, porque o empreendimento precisa se pagar. Até porque eu não quero nenhuma ajuda oficial – qualquer ajuda oficial no Brasil nesse momento é viciosa. Então, setentinta, estou aqui às voltas com a novela e com mais essa aventura. Acho que é uma maneira de você dizer “não posso morrer, ainda tenho muita coisa para fazer!”.

 

Serial killer Edu será preso no episódio desta sexta de “Dupla Identidade”

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O cerco ao perigoso serial killer está se fechando na série “Dupla Identidade”, da Rede Globo. No episódio desta sexta-feira (21), o estudante de psicologia e assessor de um senador candidato à reeleição, Edu vai ser preso após uma tentativa frustrada de fazer mais uma vítima. Só que a garota de programa, interpretada por Ana Paula Bouzas, consegue fugir e o rapaz é parado em uma blitz policial em local perto do ataque.

Edu controla o nervosismo ao ser parado na blitz, mas uma máscara ninja, luvas cirúrgicas e um estilete são objetos suspeitos encontrados no carro e o policial decide levá-lo para uma averiguação na delegacia. Sozinho na cela, o rapaz  tenta manter a calma e pensa a melhor maneira de sair daquela situação. O que ele não sabe é que uma foto publicada em um jornal fez a vítima reconhecê-lo como o homem que a agrediu e ela pensa se deve ou não ir à polícia denunciar o rapaz.
Enquanto isso, a psiquiatra forense Vera (Luana Piovani) também consegue confirmar suas suspeitas em cima do assessor e tudo indica que Edu não vai continuar impune por muito tempo.

Escolha de Britto Jr para “A Fazenda 6″ causa racha na Record

Setores da Record preferiam Faro, mas...

Britto Jr deverá apresentar “A Fazenda 6″. Este não era, porém, o desejo do departamento comercial da Record. De acordo com a colunista Keila Jimenez (Folha), o altíssimo potencial de Rodrigo Faro junto aos anunciantes – e o possível aumento nos lucros do reality – fez com que diversos setores da emissora torcessem pela ‘eleição’ do apresentador. A direção artística da Record, porém, considerou que Faro já se desgasta demais aos sábados, quando permanece quase seis horas no ar com seu “O Melhor do Brasil” e decidiu manter Britto Jr pelo sexto ano consecutivo.

Escolha do Papa eleva audiência da Globo

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Agora pela tarde, as emissoras de TV aberta (Globo, SBT e Record) estão fazendo uma cobertura sobre a eleição do novo Papa, com a vitória do argentino Argentino Jorge Mario Bergogli. Nessa cobertura, quem leva a melhor é a Globo, que eleva os seus índices de audiência.

De acordo com dados do Ibope minuto a minuto, a cobertura elevou a Globo de 9 para 14 pontos com a atração, segundo dados do real time. Neste horário, que é exibida a novela “O Profeta” vinha registrando 9 pontos. Cada ponto representa 62 mil domicílios.

A Record, que também exibe a atração, mantém seus índices, variando de 4/5 pontos. Já o SBT segue com baixa e tem audiência negativa. Dados do real time apontam a emissora variando entre 2/3 pontos.

Real Time – SP/ Globo e Record muito bem com a eleição do novo papa; SBT mal

real

15h42 

:globo: 13.7 :record: 5.4 :sbt: 3.2 :band: 2.0

15h46

:globo: 14.1 :record: 5.3 :sbt: 3.2 :band: 2.3

Confira a lista de todos os plantões já exibidos pela Globo desde 1982

Fatos noticiados pelo Plantão da Globo

1982

  • 2 de abril – O primeiro plantão, que ainda era slide, chamado Plantão JN (alternando entre Plantão JN com o Extra JN), noticiou o bombardeio o início da Guerra das Malvinas. Apresentado por Renato Machado in off, com o logotipo Plantão JN na tela, durante o intervalo do filme Ao Mestre com Carinho, na Sessão da Tarde.

 1985

Tancredo Neves.

Tancredo Neves.
  • 15 de março- O plantão apresentado por Celso Freitas, do estúdio do Jornal da Globo, durante o intervalo do Cinema Especial, anunciava a entrada do presidente recém-eleito Tancredo Neves no Hospital Base de Brasília com suspeita de apendicite, prestes a assumir o cargo federativo.
  • 16 de março- Houve mais dois plantões com as últimas informações sobre o estado de saúde do presidente. O primeiro foi pela madrugada, apresentado por Carlos Monforte, do estúdio do Bom Dia Brasil, em Brasília. O segundo foi á noite, apresentado por Eliakim Araújo, do estúdio do Jornal da Globo, interrompendo a novela Corpo a Corpo.
  • 21 de Abril- Morre Tancredo Neves. Ao longo da madrugada, a Rede Globo apresentou plantões com as últimas informações sobre a repercussão da morte do presidente.

1986

  • 28 de fevereiro – Anúncio do Plano Cruzado.
  • 26 de abril – Grande cobertura feita sobre o desastre nuclear que assolou Chernobyl, na antiga União Soviética.

1987

  • 13 de setembro – Cobertura do Acidente Radioativo de Goiânia, causado pelo Césio 137.

1988

  • 29 de Setembro – Desempregado brasileiro sequestra um Boeing 737, em protesto contra a política recessiva do então presidente José Sarney, mata o co-piloto e afirma que pretende jogar o avião sobre o Palácio do Planalto. É morto ao pousar em Goiânia. Apresentado por Cid Moreira, interrompeu o Video Show.
  • 5 de outubro – Proclamação da Nova Constituição. Um plantão especial foi ao ar por volta das 9h30 da manhã e durou até as 12h00, cancelando toda a programação da Rede Globo até esse horário. Apresentado por Pedro Bial, do estúdio do Jornal Hoje, e por Marcos Losekann, direto de Brasília. Durante a tarde outros plantões foram ao ar direto de Brasília, apresentados por Marcos Losekann.

1989

Muro de Berlim.
Muro de Berlim.
  • 3 de setembro – Queda do avião Boeing 737-200 que fazia o Voo Varig 254. Plantão apresentado por Sérgio Chapelin dos estúdios do Fantástico por volta das 19h40. Outros plantões durante a madrugada foram exibidos.
  • 9 de novembro – Ocorreu a histórica Queda do Muro de Berlim, na Alemanha. Vários plantões foram exibidos nesse dia, revezados por Sérgio Chapelin e Cid Moreira, do estúdio do Jornal Nacional.
  • 17 de dezembro – Eleição do novo presidente brasileiro, Fernando Collor de Melo.

 1990

  • 15 de março- A posse do novo presidente do Brasil.
  • 16 de março- Anúncio do Plano Collor. Apresentado por Joelmir Beting e Paulo Henrique Amorim direto de Brasília, interrompendo o Vale a Pena Ver de Novo, que exibia a novela Pão Pão, Beijo Beijo. A entrevista para o anúncio do plano estava marcada para as 15h, mas o plantão entrou no ar ás 14h30 pois a emissora informar em primeira mão. A operação era tão complexa e inusitada que Paulo Henrique Amorim, ao explicar o seu funcionamento, se confundiu e deu algumas informações erradas. A câmera cortou para Joelmir Beting e a fisionomia do apresentador era de perplexidade. No dia seguinte, o Jornal do Brasil publicou uma foto do jornalista que ilustrava a matéria sobre o novo plano econômico, que tinha o seguinte título: “A cara da nação”.
  • 18 de março – Morte do trapalhão Zacarias, vítima de insuficiência respiratória. Plantão narrado por Sérgio Chapelin in off, com o logotipo Plantão JN na tela, por volta das 11h40.
  • 4 de Maio – Anulação do aumento da prestação da casa própria referente aos meses de Janeiro à Abril. Plantão apresentado por Sérgio Chapelin in off, e com a paricipação ao vivo do repórter Marcos Losekann, com imagens direto do Supremo Tribunal Federal, em Brasília. Esse plantão interrompeu o Vale a Pena Ver de Novo, por volta das 14h10.
  • 16 de junho – O empresário Roberto Medina da uma entrevista coletiva após ser libertado de um sequestro. Apresentado por Marcos Hummel, com a participação ao vivo da repórter Ângela Lindemberg, foi exibido no intervalo do Vale a Pena Ver de Novo, que exibia a novela Roda de Fogo.
  • 7 de julho – Anúncio da morte do Cantor Cazuza.
  • 2 de agosto- Anúncio da invasão do Iraque sobre o Kuwait.
  • Novembro – Novas mudanças na economia brasileira. Foram dois plantões, apresentados por William Bonner, do estúdio do Jornal da Globo. O primeiro foi durante o intervalo da novela Meu Bem Meu Mal, e o segundo foi no intervalo da Terça Nobre.

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Hoje em MALHAÇÃO – 23/11/2012: Ju prende Lia e Fatinha no banheiro, sem suas mochilas

Lorenzo se enfurece com Lia e Raquel e anuncia que vai sair de casa, ao menos por uma noite.Paulina repreende Lia. Marcela encontra Lorenzo na recepção do hostel. Cezar e Marcela conversam sobre relacionamentos sem compromisso. Rômulo chega para o jantar e Paulina se desculpa por ter esquecido o evento. Marcela decide passara noite com Cezar. Rômulo cozinha o jantar e convida Tatá para velejar com ele e Paulina. Chega o dia da eleição para o Grêmio Estudantil. Lia e Dinho tentam se retirar da chapa e Fatinha fica furiosa. Tatá vê Marcela saindo do hostel e deduz que ela dormiu com Lorenzo. Isabela se enfurece com Leandro por não lhe dar atenção. Mathias manda Robson colocar a urna para a apuração no pátio. Paulina e Rômulo tentam animar Tatá. Fatinha sabota as regras de boca de urna. Leandro avisa a Isabela que sua mãe os acompanhará na visita ao apartamento. Ju derrama açaí em Lia e Fatinha e prende as duas no banheiro, sem suas mochilas. Dinho percebe a ausência da namorada. Lia e Fatinha resolvem sair do banheiro vestindo apenas as roupas de baixo.

Hoje em MALHAÇÃO – 20/11/2012: Orelha descobre que Rita é filha de Mathias

Fatinha envia a foto com Bruno para o celular dos colegas antes que Orelha consiga publicá-la no TV Orelha. Ju tenta defender o irmão para Rita. Pilha fica arrasado ao ver a foto de Fatinha e Bruno juntos. Dinho se irrita quando Gil fala com Lia e ignora sua presença. Bruno tira satisfações com Fatinha. Orelha confirma que sua câmera secreta está funcionando. Rita revela para Ju que é filha de Mathias. Orelha pensa em como vencer a eleição. Gil provoca Dinho enquanto caminha em direção a casa de Lia. Rômulo leva Paulina para conhecer seu iate. Lorenzo sugere que Raquel se hospede no hostel e ela diz que resolverá a questão dos dois. Gil pede para Lorenzo deixar Lia dar aulas de guitarra para ele. Nando é grosseiro com Marcela, surpreendendo Tizinha. Lia e Gil tocam guitarra juntos. Mário convence Alice a liberar Dinho do castigo. Pilha grava o jingle de campanha pelo Gêmio Estudantil com Orelha. Lia fica sem graça com as investidas de Gil. Dinho fica eufórico ao ser liberado do castigo. Orelha assiste às gravações de sua câmera secreta e descobre que Rita é filha de Mathias. Dinho vai à casa de Lia e encontra Lorenzo.

Hoje em MALHAÇÃO – 19/11/2012: Fatinha mostra foto que forjou com Bruno a Rita

Dinho se incomoda com a possibilidade de Lia dar aulas para Gil. Morgana reclama da falta de atenção de Nando. Cezar convida Marcela para sair. Ju conta para Rita que Bruno está sofrendo com o fim do namoro. Rosa e Tizinha festejam a volta de Nando. Rita discute com Fatinha durante a aula. Morgana e Rafael aderem à chapa de Ju e Rita. Ju sugere que Jorge libere sua aula para um debate entre as duas chapas candidatas ao Grêmio Estudantil. Paulina sai para encontrar Rômulo e deixa Raquel responsável pela cozinha. Lia é surpreendida pelo convite a um debate e Ju questiona se a ex-amiga quer ganhar a eleição só por causa de Dinho. Bruno não consegue se concentrar em um trabalho para a faculdade. Raquel pede orientação a um advogado para garantir a guarda de suas filhas. Fatinha, Pilha, Orelha e Fera se unem a chapa de Lia e Dinho. Rita conta para Morgana e Rafael que foi traída por Bruno. Orelha decide instalar uma câmera na biblioteca para espionar a chapa de Ju. Ana percebe que Bruno está sofrendo por causa de Rita e fica abalada. Rômulo e Paulina conversam no Misturama e ele a convida para o Baile da Saudade. Nando lamenta que Marcela já esteja saindo com outro cara. Orelha instala a câmera na biblioteca. Marcela pede para Ju e Lia armarem dois times para jogar queimado. Rita e Fatinha se enfrentam durante o jogo e Marcela expulsa as duas. Fatinha mostra a foto que forjou com Bruno e Rita, com raiva entrega para Orelha divulgá-la.

Cobertura: Edir Macedo vence Valdemiro Santiago na eleição do Maior Brasileiro de Todos os Tempos

 

Na segunda parte da atração que elege O Maior Brasileiro de Todos os Tempos, podemos constatar que a Lista dos 100 mais votados conteve em si personalidades distintas; Atletas, Cantores, Atores, Atrizes. O Curioso é que a lista envolveu também personalidades religiosas, como: o Bispo Edir Macedo e Valdemiro Santiago; ambos líderes de ministérios distintos, que ‘por acaso’ andaram se estranhando nos últimos tempos.  Comentários nas redes sociais não faltaram. Edir Macedo domina a 13º colocação, ou seja, acima de Valdemiro , que com o voto do público, conquistou a 36º colocação no ranking. O programa continua na semana que vem, trazendo desta vez os 12 mais votados, ou seja: cerca de 77% da votação por inteiro. Agora basta esperar para ver quem será de fato O MAIOR BRASILEIRO DE TODOS OS TEMPOS.

Por: Felipe Santos

@Lipe_sds

“Matéria de Capa” discute eleições na França, EUA e Venezuela

Neste domingo (11/03), às 19 horas, na TV Cultura, o programa “Matéria de Capa” trata das eleições deste ano em países como a França, Estados Unidos e Venezuela. A atração discute as mudanças que os pleitos podem causar na geografia do poder.

Na França, Nicolas Sarkozy tentará a reeleição no pleito dividido em dois turnos de votação, realizados em abril e maio. A reportagem do “Matéria de Capa” mostrará que, com a crise do euro e a alta do desemprego, a popularidade do atual presidente de centro-direita foi derrubada. Neste contexto, pode ganhar força o partido socialista.

Já a disputa nos Estados Unidos ainda depende da escolha do candidato republicano. As prévias acirradas no país ainda não decidiram quem será o adversário de Barack Obama, que tentará se reeleger.

Em outubro, o presidente venezuelano Hugo Chávez tentará se reeleger pela terceira vez. O candidato da oposição é Henrique Capriles, abaixo de Chávez nas pesquisas de intenções de voto. 

“Não terá assassinato” diz João Emanuel Carneiro em entrevista sobre “Avenida Brasil”

João Emanuel Carneiro cria mocinha anti-heroína em nova novela

“Eu sempre quis torcer pelo bandido.” É assim que João Emanuel Carneiro, autor de uma das vilãs de novela mais célebres dos últimos anos, a Flora (interpretada pela atriz Patrícia Pillar) de “A Favorita” (2008), explica como criou a trama de seu novo folhetim, “Avenida Brasil”.

A próxima novela das 21h da Globo, que estreia no dia 26, fará da “mocinha”, Nina (Débora Falabella), uma anti-heroína. Ela terá uma infância sofrida, com direito a abandono em lixão, e se vingará da responsável pela penúria: a vilã Carminha (Adriana Esteves), sua madrasta.

“Amo personagens ambivalentes, como o Raskólnikov [de ‘Crime e Castigo’], do Dostoiévski”, diz Carneiro, em uma das referências literárias que associa a sua nova obra.

Em sua segunda novela no horário nobre, o autor retrata as camadas populares, mas nega uma busca pela audiência da “nova classe C”.

Folha – “Avenida Brasil” vai se passar num cenário popular?

João Emanuel Carneiro – Eu criei um subúrbio na minha cabeça, o bairro Divino. É uma fabulação, um universo suburbano com um pouco de Nelson Rodrigues. Sou carioca do Leblon, minha mãe era antropóloga, volta e meia eu ia com ela fazer pesquisa nos subúrbios, mas certamente não sou uma pessoa do subúrbio. Mas esse subúrbio que eu estou criando não tem uma ambição sociológica, não tenho vontade de fazer uma novela sociológica sobre o Brasil atual, é um exercício de ficção. Tanto que eu inventei um bairro que não existe, é o meu subúrbio, não tenho de prestar satisfação a nada.

De qualquer modo, é um subúrbio tipicamente carioca?

Sim. Tem o baile [de charme e funk], tem muito o perfil de mulheres que eu vejo conversando na rua, essa mulher que sustenta o marido e os filhos, o homem que fica em casa, uma constante nos subúrbios do Rio.

Haverá também um lixão, certo?

O lixão, pra mim, é muito Charles Dickens. Essa novela tem um quê de “Oliver Twist”, é um drama infantil inglês do século 19, uma saga em duas fases.

As novelas da Globo vêm buscando refletir os anseios da nova classe média. Isso foi uma orientação que você recebeu?

Não, de forma nenhuma. Não foi uma encomenda. O escritor é um observador do que está em volta dele. Estou morando há três meses em Copacabana e aqui noto muito o Brasil do Lula, essa nova classe média. Acho curioso porque tem menos tensão social, já está um pouco uniformizado, não é como em Ipanema, onde você vê o menino do morro e o cara que mora na praia. A minha novela é um pouco sobre isso também, tá havendo uma ascensão de pessoas que não tinham acesso a um bando de coisas e que agora têm, e como isso vai influenciar o perfil cultural dessas pessoas, qual vai ser a cara dessa nova classe média.

Como surgiu a trama?

A história surgiu porque eu sempre quis torcer pelo bandido. E eu quis inventar um personagem, que é a Nina [Débora Falabella], que fará coisas atrozes por justa causa, contra alguém realmente mau. É uma heroína que age como vilã. Quis torcer por alguém que faz atrocidades e estar tranquilo por poder torcer. Isso é o que me estimula a fazer essa novela. Toda novela que eu fiz é filha da anterior, porque você naturalmente pensa em outra história. “Avenida Brasil” surgiu da vontade de torcer para a Flora [vilã de “A Favorita”], eu gostava dela, mas não podia torcer.

Mas qual será a história da protagonista?

Ela é uma menina que levou um golpe em 1999. Ela mora com o pai [Tony Ramos] e a madrasta [Adriana Esteves] e percebe que o pai seria roubado. Ela consegue avisá-lo a tempo, mas ele entra pelo cano e, depois disto, a madrasta a abandona no lixão. Essa menina volta 12 anos depois e vai trabalhar como empregada doméstica na casa da ex-madrasta, que não a reconhece, e vai destruir aos poucos a vida da patroa.

O que serviu de influência para essa trama?

Leio muito romances do século 19 antes de escrever novela. Li muito Balzac enquanto estava fazendo a sinopse, acho que ele está muito ali, tem muito de “Ilusões Perdidas”. A novela é fagocitante, ela vai se alimentando de tudo. Todos os filmes que você já viu, tudo que você já viveu, você vai usando esse caldo. São 6.600 cenas, é muita coisa.

Como é a pressão de fazer uma novela das 9? “A Favorita” não foi tão bem no ibope.

A subsequente, “Caminho das Índias”, também não, porque a audiência [das novelas em geral] estava caindo. Eu tento fazer o meu melhor, faço histórias de que gosto. Penso no espectador, mas primeiro em algo que eu gostaria de assistir. A novela das 9 é uma novela para gente que senta para assistir. A das 7 eu digo que é uma novela de bar, as pessoas estão em trânsito, na rua, num boteco, ela tem de ter uma movimentação de imagem, brigas, atropelamentos, perseguições, porque a imagem tem de chamar, o espectador não está escutando o diálogo. E ela também é voltada para um público mais infanto-juvenil. A das 9 é a novela que a família senta para assistir. E o autor é um personagem a ser julgado. Na das 7, ninguém pensa em quem escreveu aquilo, a das 9 tem o julgamento, “esse cara tá ruim, esse cara tá bom, concordo, não concordo”.

Essa é sua quarta novela. Já dá para identificar suas marcas?

Minha característica é misturar drama e comédia. E tem a questão da família de eleição. Em “Da Cor do Pecado” o neto não era neto. Em “A Favorita” a mãe que criou não era mãe de sangue da Mariana Ximenes [Lara], e agora nessa tem a questão sanguínea da Carminha [Adriana Esteves] com o Jorginho [Cauã Raymond]. Como sou uma pessoa com pouquíssima família, sou neto único, não tenho irmãos nem filho, a ideia de família me é fascinante.

E a trama terá elementos de seus trabalhos anteriores?

Acho que essa novela, como todas que faço, tem um eixo de drama muito forte. “A Favorita” era uma novela noir, mais pesada. Essa novela é diferente, tem um tema central, que é a vingança justificada, mas tem arredores muito coloridos. Tem mil situações meio rodrigueanas que vão dar um tempero. É menos policial que “A Favorita”, não tem arma, não tem assassinato.

Quanto você já escreveu de “Avenida Brasil”?

Não posso falar, mas sempre tenho uma frente melhor do que a maioria das novelas, gosto de fazer mais antes [do início da exibição]. Mas você também não pode fazer demais porque depois vai ao ar alguma coisa que não dá certo e você tem que mudar. O ideal seria entregar uma obra fechada, mas é impossível porque você tem de se sujeitar ao que vai acontecer ali. Já tive de mudar muito, mas é sempre melhor mudar o que já está escrito do que escrever do zero. É uma coisa muito dura esse trabalho, muito cansativa. Tem gente que tira mais de letra do que eu, tipo a Glória Peres, pra mim é difícil.

Como é seu ritmo de trabalho?

Eu acordo tarde e trabalho das 11h às 23h, aí paro para editar o capítulo, vou dormir por volta das 3h. Antes de a novela estrear, ainda tiro os fins de semana, mas, com ela no ar, não saio de casa, não tem como, são 180 capítulos, é humanamente impossível se não for assim. Penso em blocos de cinco capítulos por semana, um ligado no outro. São 180 páginas, é muita coisa. E o problema é que você tem de ler e ver filmes, senão emburrece, se ficar lendo só o que você escreve e vendo sua própria novela.

Isso faz você sentir falta do ritmo do cinema?

Gosto muito de cinema, gostaria de voltar dirigindo um filme, não mais fazendo roteiro para os outros. A profissão de roteirista de cinema é muito amargurada, frustrante, porque o filme é muito do diretor. Já a novela é do autor, porque ela é algo grande demais, o controle do processo está na mão de quem escreve. O cinema está na mão de quem dirige, porque você pode não gostar do roteiro e mudar. A novela não, chega o capítulo, é gravar e por no ar. Não tem tempo.

Como é a sua interação com os diretores e seus colaboradores?

Interajo muito, é um processo a oito mãos, com o Ricardo Waddington, a Amora Mautner e o José Luiz Villamarim [diretores]. Estou com colaboradores ótimos nessa novela, eu faço a escaleta e eles desenvolvem as cenas, que voltam para mim e eu reescrevo, faço o texto final do capítulo. Minhas histórias são muito concentradas, meus elencos são muito pequenos. Essa novela tem 32 personagens. Algumas têm 100. Numa novela assim, você pode ir colocando pessoas ali e ir vendo quem funciona e quem não funciona. Eu só tenho uma bala no revólver, tenho que acertar o tiro. Não escrevo com o ator em mente, nem o protagonista. Mas, depois que eles entram, começo a escrever com a cara deles em mente.

Você perdeu atores que já estavam escalados, não? O Domingos Montagner, a Taís Araújo, a Juliana Paes?

Isso é uma fofoca equivocada. Não perdi o Domingos, nem a Taís, nem a Juliana, nunca os quis para este trabalho, nunca foram cogitados.

Você acompanha o noticiário sobre suas novelas?

Não. Trabalho muito, o dia inteiro, vou ficar lendo jornal que fala bem ou fala mal? Não pode, perturba muito.

Você fica alheio ao noticiário em geral, ou só à parte da sua novela?

Leio nacional e economia.

Os comentários sobre sua obra te irritam?

Tem coisas muito boas, coisas muito ruins. A internet é um poço de rancor. Não tenho Twitter, imagina, se não quero nem ler o jornal… Não teria estrutura psicológica.

Esse incômodo é só no caso das novelas ou você também não lê o que falam do seu trabalho no cinema?

Só com as novelas. No cinema é o contrário, o trabalho já tá pronto. Na novela, eu estou no meio da lenha, se criticarem ou elogiarem, pode te afetar de alguma maneira. Tem sempre comentários maliciosos, mas alguns muito generosos também.

Há algum caso específico que tenha feito você tomar essa decisão?

A Folha falou, por exemplo, num texto sobre minha primeira novela, que ela tinha tido audiência alta porque tinha tido uma garoa fina em São Paulo. Me lembro que isso me chateou muito, “garoa fina em SP faz novela ter audiência alta”. Depois a novela foi um sucesso em todos os dias, e não teve garoa todo dia, né? Esse é o tipo da coisa que me faz mal, dá raiva de quem escreveu. Aí acho melhor não ler. Depois eu pego as matérias e leio. Se sai antes, eu leio. Só não leio durante.

Como você vê a dramaturgia brasileira hoje em dia?

Está havendo uma tendência à massificação, como em tudo na cultura brasileira, na música, na literatura, no cinema, uma tentativa de chegar nessa massa. E o que a Globo tem de perseguir são novelas que sejam vistas por todos, não apenas por um setor da população. Temos de tomar cuidado para não perder isso de vista, não fazer novelas como as mexicanas ou venezuelanas, que são vistas só pelas classes populares. Percebo em certas novelas uma tendência de apelar para o povão o tempo todo. Acho que o grande mérito, o sonho do novelista brasileiro é fazer um “Roque Santeiro”, uma “Vale Tudo”.

E qual é o lado bom de ser autor de novela?

É um prazer muito forte você imaginar que tá todo mundo comentando algo que você pensou três semanas atrás. Você chegar na casa dos outros e estar todo mundo vendo aquilo. Tem essa onipotência que é boa, é uma experiência quase lisérgica ter uma população inteira assistindo aquilo que você pensou pouco tempo atrás. Isso é uma cachaça forte.

Os autores de novela, no entanto, são muito mais nomes do que imagem, não?

Sim, na rua ninguém sabe que eu sou o João Emanuel. Isso é maravilhoso, adoro quando falam mal, aproveito para falar mal também. O feedback da rua é espontâneo, é divertido. Já mudei novelas por conta dele.

Como você vê o trabalho de orientação de novos autores que passou a fazer na Globo?

Gosto muito de fazer, porque escrever é uma coisa muito solitária. Você estar com outras pessoas que fazem o que você faz, trocar com elas, você acaba aprendendo mais do que ensinando. No caso da Thelma [Guedes] e da Duca [Rachid] é isso, foi uma troca muito boa com elas [autoras de “Cama de Gato” e “Cordel Encantado”]. Tem de se formar novos novelistas, e estamos numa hora em que vão aparecer vários novos, porque a televisão precisa deles, uma geração que fez muita novela está ficando um pouco mais velha e tem de ser substituída, tem de entrar novas pessoas.

E de onde virá essa nova geração?

É uma pergunta difícil, não saberia responder. Não sei se vem alguém do cinema, certamente alguém virá de dentro da própria Globo. A novela é um ofício específico, só entende quem faz. Não tem como fazer um curso disso. Você pode até aprender a teoria de como fazer 180 capítulos, mas lidar com a novela no ar, com tramas que dão certo ou não dão, só se aprende isso fazendo.

Você foi orientado pelo Silvio de Abreu.

Que foi ótimo pra mim. O Silvio me ensinou muito do método, ele faz uma escaleta como eu faço, maciça, diária, com a maior parte dos diálogos já pensada. É um trabalho absurdo, mas é o meu método, que é muito parecido com o dele, isso eu aprendi muito com ele.

Crédito: Folha de São Paulo.

Por Flávio Ricco: Equipe que cobrirá os jogos olímpicos já está pronta na Record


A equipe da Rede Record para a transmissão dos Jogos Olímpicos, em Londres, será praticamente a mesma do Pan de Guadalajara, no México.

Entre as poucas novidades, a presença do narrador Lucas Pereira, contratado recentemente, depois de 15 anos de serviços prestados ao SporTV. No mais, a lista está completa, com cerca de 300 profissionais, deixando sempre a possibilidade de incluir mais alguém. Embora se apresente como um evento esportivo importante, há o desejo de se priorizar o trabalho jornalístico como um todo.

O embarque terá início na primeira semana de julho. Os Jogos acontecerão entre o dia 27 daquele mês e 12 de agosto. A Record vai promover um grande evento em São Paulo, no WTC Convention Center, dia 27 de março, para imprensa e mercado, onde irá destacar sua nova programação e, principalmente, o fato da transmissão exclusiva de Londres para a TV aberta.

:record: 
Aposta principal

Maurício Torres, contratado desde 2005, passa a ser a grande aposta do esporte da Record. Vai como “número 1” para a Olimpíada, em Londres, no meio do ano, e já a partir do dia 11, segundo sábado de março, irá comandar o programa “Esporte Fantástico” com Cláudia Reis e Mylena Ciribelli.

:sbt: 
“Esquadrão” de volta

Ainda neste semestre, o SBT vai voltar com o “Esquadrão da Moda”, em mais uma temporada. Isabella Fiorentino e Arlindo Grund serão novamente os seus apresentadores.Falta apenas definir o diretor responsável.

:band: 
Esporte 24 horas 

O Grupo Bandeirantes vai lançar nos próximos meses uma rede de rádio voltada para o mundo esportivo e com emissoras, inicialmente, em São Paulo, Campinas, Ribeirão Preto, Belo Horizonte, Recife, Rio de Janeiro e Porto Alegre. 

As providências já estão sendo tomadas em sua sede, no Morumbi, em São Paulo. Os responsáveis por este trabalhos serão anunciados em breve, como também os profissionais de microfone.

:record: 
Eleições

O jornalismo da Record está se armando, técnica e artisticamente, para a cobertura da eleição presidencial nos Estados Unidos em novembro. O pensamento inicial é trabalhar apenas com o pessoal que já está lá.

:band: 
Pilotando

Marcelo Tas passou toda sexta-feira na Bandeirantes gravando o primeiro piloto do “Conversa de Gente Grande”, o seu programa infantil. Na oportunidade, também foram realizados testes com algumas crianças. A direção é do argentino Mariano Feijoo, da Cuatro Cabezas.

:sbt: 
Agora mais essa

A produção de “Carrossel” aguarda a volta de Silvio Santos ao trabalho para resolver pendências ainda relativas ao formato da novela, já em gravação e com estreia prevista para 28 de maio no SBT. Montar números musicais, até como recurso para aumentar sua duração, é uma das ideias em questão. Ou seja, já há essa possibilidade de Rosanne Mulholland, Lívia Andrade e as crianças saírem cantando.

:fox: 
Palmirinha na Fox

Palmirinha Onofre, ex-apresentadora de culinária da TV Gazeta, também está com tudo acertado para apresentar uma série de programas no “Bem Simples”, canal da Fox. Todas as negociações, que já vinham de algum tempo, foram conduzidas por Paulo Franco, vice-presidente artístico da emissora.

:sbt: 
Bom exemplo

O SBT, em se tratando dessas questões, nunca falha. A autora Letícia Dornelles foi chamada para receber 5% sobre o valor do seu trabalho em “Amigas e Rivais”, agora por causa da reexibição da novela, de abril até janeiro passado. Mais correção monetária.

:globo: 
Coisa impressionante

A Globo já está com um lixão cenográfico montado no Projac, especialmente para as gravações da novela “Avenida Brasil”. Chama atenção pelos detalhes. Não fica nada a dever aos tantos que existem por aí. 

:record: :sbt: 
Bate – Rebate

• A RICTV, afiliada da Record, anuncia hoje a contratação da jornalista Joyce Hasselmann, ex-Rede Massa (SBT), para o comando do informativo “Paraná no Ar”.

:redetv: 

Hebe

• Amaury Junior será o convidado do “Roda de Mulheres” nas gravações do programa da Hebe.
• Parece de propósito. E é. Vai ao ar amanhã.

:sbt: 

Jornalismo

• Projeto inicialmente montado para o novo jornal local do SBT já foi modificado.
• Toda a responsabilidade pela sua realização, que antes seria dividida com o artístico, agora será só do jornalismo.
• No SBT também se estuda, ainda para este semestre, nova série de programas do “Supernanny”.
• Está nas mãos de Alexandre Frota, diretor de novos projetos do SBT, o roteiro de um programa policial.
• O protagonista é um investigador que tem o corpo fechado. É outro que, por enquanto, está só no papel.

:record: 
Novidades

• Está confirmado para o dia 13 o início da segunda temporada da novela “Rebelde”.
• Record vai mudar os cenários de quase todas produções do jornalismo e esporte.

:globo: 
C´est fini

Em se tratando de “Fina Estampa”, Aguinaldo Silva já manifestou nas redes sociais seu desejo de incluir um furacão em plena Barra da Tijuca. O fenômeno aconteceria nos momentos finais da novela, e nele morreriam três personagens. Há quem garanta, no entanto, que isso não vai sair. Não passa de brincadeira.

Informações do colunista Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Neri.

“Conexão Repórter” terá especial sobre Neymar

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Em entrevista ao “Conexão Repórter” nesta quarta-feira (9). o jogador Neymar diz que já trocou fraudas de Davi Luca, seu filho. “Tem que trocar, né?”, opina. Ele conta que sempre namorou, mas que hoje está mais sossegado: “Eu sempre namorei, mas hoje estou bem tranquilo, por causa do meu filho. Sempre quando namorei, estava apaixonado. Já amei quatro vezes”, diz.

O jogador também falou a Roberto Cabrini sobre seu time atual, o Santos, mas foi reticente quanto à possível mudança de time: “Jogar no Santos é muito orgulho para mim, então espero estar vestindo essa camisa por muito tempo. O dia de amanhã, ninguém sabe”.

Neymar também conta que está tranquilo quanto à eleição de melhor jogador do mundo. “Eu sonho em jogar em todos os campeonatos do mundo. Melhor do mundo, eu acho que é consequência”, diz.

Com informações do Portal UOL

Alinne Moraes é eleita a mulher mais sexy de 2011 , Rodrigo Lombardi o lado masculino

Alinne Moraes foi eleita a mulher mais sexy de 2011 pela revista “Isto é Gente”, que será lançada nesta terça, 20, com uma grande festa em São Paulo.  

Revista ISTOÉ Gente/Divulgação

Do lado masculino, Rodrigo Lombardi ganhou a eleição da ‘Isto é Gente’.

 Os dois são atores da Rede Globo e estão na novela “O Astro”

Com informações do Ego

CTV em “A Fazenda” – Veja alguns participantes da 4° temporada

François Teles também está em “A Fazenda 4”. Alçado à fama internacional, o modelo de 37 anos dividiu as lentes de fotógrafos renomados ao lado de celebridades do mundo da moda. Nascido sob o signo de áries, o capixaba já morou em cidades como Paris, Miami e Roma. Atualmente, François está solteiro.
Dinei começou sua carreira como atacante na década de 90 pelo Corinthians, mesmo time de seu pai, embora tenha tido uma carreira menos glamurosa. Após ter se aposentado, tentou seguir carreira política, a qual não teve êxito nem para vencer uma eleição para vereador de São Paulo.

Taciane Ribeiro Embora não tenha tanta fama como alguma de suas colegas, Taciane acumula uma ampla e intensa experiência no mundo da moda. Ela começou a se interessar pela carreira com 15 anos e assim que completou a maioridade iniciou seus trabalhos, os quais se estenderam para países como Estados Unidos, Alemanha, Grécia e Chile.

Thiago Gagliasso tem 22 anos e há aproximadamente quatro se dedica à dramaturgia. Estreou na Record em 2007 na novela “Luz do Sol” e já emplacou o papel principal do folhetim com Luma Costa, que estará no elenco de “Fina Estampa”. 

Marlon é catarinense de Criciúma, no sul do estado, e tem dupla com Maicon desde 2001. No começo deste mês, como último trabalho artístico antes de se ficar à disposição da Record, Marlon gravou com Maicon o DVD de comemoração de dez anos da dupla sertaneja.

Prévia: “CQC” vai bem, fecha em terceiro e tem pico de vice-liderança

Custe o Que Custar é um programa de televisão de Jornalistico, de frequência semanal (atualmente com exibições às segundas-feiras e reprise aos sábados), transmitido desde sua estreia, no dia 17 de março de 2008, pela Rede Bandeirantes. É apresentado por Marcelo Tas, que tem em sua bancada Marco Luque e Rafinha Bastos. As reportagens ficam a cargo de Rafael Cortez, Danilo Gentili, Felipe Andreoli, Oscar Filho e Mônica Iozzi – Esta última, escolhida no programa de 28 de setembro de 2009 no concurso para eleição do oitavo integrante.

Audiência

A exibição do “CQC” na noite deste última segunda (11/04) obteve novamente a terceira colocação no ranking de audiência isolado. O humorístico que é exibida pela Rede Bandeirantes as segundas apontou índices satisfatórios para a emissora, uma vez que o programa marcou 6.7  de média e 12% de share . No mesmo horário, o SBT registrou o quarto lugar com 3.1, a Globo registrou a liderança marcando 23.6 pontos de média e a Rede Record ficou na vice com 9.3 chegando até perder para a atração da Band.

Vale lembrar que cada ponto no Ibope representa aproximadamente 60 mil domicílios na capital paulista, dados que servem como referência para o mercado publicitário.

**Os índices são prévios e podem sofrer alterações no consolidado.

Osama Bin Laden – O lado que você ainda não viu

Será que os jornalistas são livre para  publicar tudo o que viu, pensa ou acha de uma coisa ou outra?

O Osama Bin Laden levou toda a culpa sobre o 11 de setembro de 2011, ele como foi filho de um milhonário, ele  fundou o grupo terrorista  al-Qaeda, mas você acha que ele teria dinheiro o suficiente para conseguir aviões, armas, bombas nucleares, sozinho? Ou ele teria um aliado ou um montão de aliados políticos?

O Ataque ao World Trade Center (ou Torrês Gemêas)

O ataque de 11 de Setembro de 2001 podemos dizer que foi a última tentativa de acabarem com as Torrês Gêmeas.  Você já ouviu sobre o incêndio de 13 de Fevereiro de 1975? E sobre o Atentado de 1993? Ambos na ataques também nas Torres Gêmeas, procure pesquisar mais sobre isso.

Osama Bin Laden não conseguiria sozinho fazer esse ataque aos Estados Unidos a superpotência mundial ao menos se eles quisessem.

Como Osama Bin Laden conseguiria fugir por tanto tempo? Ele fugiu ou deixaram ele fugir?  

A TV fez dele o principal protagonista, o vilão da história. Mas quem disse que só ele é o vilão?

Por que divulgaram no dia 1º de maio deste ano que ele foi morto? Ele poderia ter sido morto antes.

 Obama o presidente do Estados Unidos que anunciou sua reeleição para 2012, iria perder. Não basta mais ele ser negro,  ele teve que fazer alguma coisa.

Depois do anunciamento da  morte de Osama Bin Laden, a popularidade do presidente dos Estados Unidos aumentou e o índice de aprovação para a proxima reeleição também.

Não fique só no que a mídia passa para você, procure saber mais, algo além porque sempre tem alguma coisa atrás disso tudo. Fica a dica.

SBT exibe “Troféu Imprensa” neste domingo

Neste domingo (10), a partir das 20h30, será exibida a 53ª edição do “Troféu Imprensa” no SBT.

Silvio Santos anuncia os melhores de 2010 e recebe no palco da atração os ganhadores de outras edições como Pitty, Fresno, CQC, Calcinha Preta, Eliana, Marília Gabriela e outros premiados.

O “Troféu Imprensa” foi criado em 1958 pelo jornalista Plácido Manaia Nunes, falecido em 2007, que na época se reunia com outros jornalistas dos principais veículos da cidade no Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo.

Eles apenas votavam e os ganhadores ficavam sabendo através da divulgação feita pelos jornais. Ainda não existia a estatueta. Em 1970, Plácido Manaia Nunes cedeu os direitos ao apresentador Silvio Santos, que instituiu o troféu em forma de Oscar e deu novo formato à premiação.

Neste ano, os jurados convidados são: Nelson Rubens (“TV Fama”), Sonia Abrão (“A Tarde É Sua”), José Armando Vannucci (Rádio Jovem Pan), Paulo Barboza (Rádio Capital), Leão Lobo (CNT), Eli Correa (Rádio Capital), Keila Jimenez (Folha S. Paulo), Décio Piccinini (Editora Escala), Valença Sotero (Caras) e Paulo Cabral (Contigo!).

Critérios para eleição

Quem escolhe e aponta os concorrentes é o público em geral. A pesquisa é feita em vários locais das cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, junto à população das classes A, B, C, D e também com a imprensa e universitários. No total são 2.100 questionários, a metade aplicada em São Paulo e os outros 1.050 no Rio de Janeiro.

Na votação realizada pelo público são apurados os resultados da seguinte forma: dos dez mais votados em cada categoria, se destacam os três primeiros colocados de cada uma delas para concorrer ao prêmio. Os nomes são apresentados em ordem alfabética e a decisão é uma tarefa dos jurados.

O “Troféu Imprensa” e “Internet” vão premiar os melhores do ano de 2010 em 20 categorias: Melhor Cantor, Melhor Cantora, Melhor Conjunto Musical, Dupla Sertaneja, Música do Ano, Ator de Novela, Atriz de Novela, Melhor Novela do Ano, Programa de Auditório, Jornal de TV, Programa Jornalístico, Reality Show do Brasil, Animador ou Apresentador, Animadora ou Apresentadora, Programa de Entrevista, Locutor Esportivo, Apresentador ou Apresentadora de Telejornal, Programa Humorístico, Programa Infantil e Revelação do Ano.

A gravação do “Troféu Imprensa” aconteceu na última terça (5) nos estúdios do SBT em Osasco, São Paulo. No dia seguinte, já vazou na internet vários vencedores desta edição.

Com informações do site NaTelinha

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