Geraldo Luís compara Bolaños a Anysio e diz que Brasil não valoriza artista


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Geraldo Luís enalteceu o talento de Roberto Gómez Bolaños, criador de “Chaves” e “Chapolin”, e o comparou a Chico Anysio no início da tarde deste domingo (30). Segundo o apresentador da Record, o Brasil não valoriza o artista, que precisa morrer para ter nome.

“Independentemente de emissora, esse personagem fez parte da vida de milhões de pessoas. No Brasil, o ‘Chaves’ sempre foi muito forte. E o que a gente está vendo aqui é uma verdadeira comoção”, disse Geraldo durante o “Domingo Show”, da Record.

“Não é com a morte que o sucesso de ‘Chaves’ irá acabar, porque isso se eterniza. Como foi o Chico Anysio aqui no Brasil. É que o Brasil não valoriza artisticamente as pessoas. Têm que morrer para ter nome. Mas Chico Anysio também foi um grande gênio”, completou.

“O grande sucesso [de ‘Chaves’ e ‘Chapolin’] é a simplicidade, coisa que não existe mais na televisão. Hoje querem fazer produções ‘hollywoodianas'”, analisou.

SBT e Record investiram na cobertura da morte de Roberto Gómez Bolaños, criados das séries “Chaves” e “Chapolin”, na manhã deste domingo (30). As duas emissoras brasileiras destacaram a fila gigantesca de fãs, que foram ao Memorial da América Latina visitar a réplica da vila do Chaves. A Record, no entanto, omitiu o nome do SBT.

Bolaños morreu aos 85 anos nesta sexta-feira (28), em sua casa em Cancún, no México. A causa da morte não foi divulgada.

Com problemas respiratórios, dificuldades para se locomover e se mexer, o ator e comediante havia se isolado com a família em Cancún em busca de ar puro, segundo informações divulgadas em abril. Em suas últimas aparições públicas, Bolaños se deslocava com o auxílio de uma cadeira de rodas.

Bolaños era casado com Florinda Meza, a atriz que interpretava a maioria dos personagens femininos, inclusive a Dona Florinda, desde 2004. Ele era pai de Roberto, Paulina, Graciela, Marcela, Teresa e Cecília, frutos do primeiro casamento, com Graciela Fernández Pierre.

“El Chavo del Ocho”, nome original da série “Chaves”, foi exibida pela primeira vez em 20 de junho de 1971 no México. No Brasil, “Chaves” é o seriado infantil de maior longevidade da TV. No ar no SBT desde 1984, o programa conta a história de um menino órfão que vive dentro de um barril, em um cortiço.

Segundo a Televisa, “Chaves” foi dublado para mais de 50 idiomas e licenciado para TVs de toda a América Latina.

Chespirito, como ficou conhecido em países de língua hispânica, escreveu ou adaptou 50 roteiros de cinema e atuou em 11 filmes.

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