História de um Vencedor (Antonino Seabra) – diretor de novelas


Antonino Seabra foi um dos primeiros diretores da TV brasileira. Pernambuco de Recife, Seabra nasceu em 1º de janeiro de 1933 e antes de exercer a função, foi câmera-men e sonoplasta. Durante seus mais de 50 anos de carreira, o diretor passou por várias emissoras como TV Paulista, Tupi, Record, Continental, Rio, Excelsior, Bandeirantes e SBT, onde foram seus últimos trabalhos. O diretor se mudou com os pais e os três irmãos para o Rio de Janeiro, onde se criaram e estudaram. A vocação para a arte foi descoberta logo cedo: Seabra como gostava de desenhar, começou a fazer cartazes e faixas, além de histórias em quadrinhos.

O primeiro trabalho veio como operador de som na Rádio Guanabara. Pouco depois foi para a Rádio Nacional e, posteriormente, para a TV Paulista, seu primeiro emprego no meio televisivo, como câmera-men e depois como diretor. Em pouco tempo foi alçado ao posto de diretor artístico. Antonino Seabra teve longa parceria com Henrique Martins e lançou personalidades como Jacinto Figueira Jr. (o Homem do sapato-branco), Gil Gomes e José Mojica Marins (o Zé do Caixão). Na televisão fez o ‘Teatro da Juventude’ e ‘Lever no Espaço’, na Tupi.

Dirigiu mais de vinte novelas, entre elas “O Profeta” (1977), “Aritana” (78), “O Direito de Nascer” (78), “O Meu Pé de Laranja Lima” (80), “Rosa Baiana” (82), “Marcas da Paixão” (2000), “Vidas Cruzadas” (2000) e “Roda da Vida” (2001). No SBT, foram mais de dez trabalhos, entre eles “A Ponte do Amor” (1983), “Jerônimo” (84), “Sangue do Meu Sangue” (95), “Pícara Sonhadora” (2001) e “Marisol” (2002), além do humorístico “Sem Controle”.

 Antonino Seabra faleceu nesse Domingo, aos 77 anos, de câncer.

Equipe CTV

2 Responses to História de um Vencedor (Antonino Seabra) – diretor de novelas

  1. Rui Minharro says:

    Lamento enormemente a perda desse grande sujeito, trabalhei com ele por dois anos no SBT (Grande Pai) e nos divertimos muito. Luto

  2. José Lopes says:

    Iniciei minha vida profissional pelas mãos deste grande e iluminado homem. Eu fico muito triste em saber de sua morte. Na época eu tinha uns 20 anos. Nunca tive a oportunidade de agradecer pela oportunidade que me deu na antiga TV Rio em 1966. Trabalhei um ano naquela emissora e nunca mais nos encontramos e nunca mais tive notícias suas. Aos seus familiares gostariam que soubessem que sou muito agradecido ao Antonino e jamais vou esquecer seu nome e o que fez por mim. Que Deus o ilumine sempre esteja onde estiver. Que assim seja.

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