Entrevista com Guilherme Weber


O portal Msn Entretenimento fez uma entrevista com o ator Guilherme Weber e nós do CTV vamos mostrar essa entrevista na integra. Veja :

Imagem: Reprodução/TV Globo

FAMOSIDADES – Seu personagem em “Tempos Modernos”, o vilão Albano, morreu muito precocemente. Como você se sente saindo da novela tão cedo?

GUILHERME WEBER – É sempre difícil se despedir de um personagem, especialmente um tão complexo como o Albano. Mais difícil ainda é ter que passar por este processo sozinho. Quando uma novela acaba, o luto coletivo facilita. Mas é a velha história: novela é uma obra aberta e você tem que entrar esperando tudo, inclusive parar de trabalhar antes da hora. Fico feliz em deixar a novela com saudades. E deixando saudades, acredito.

Na novela você começou como amante da personagem de Grazi Massafera, que é o sonho de muitos homens. Como foi para você contracenar com ela?

É, o sonho do Brasil!! [risos] Foi ótimo, a Grazi é uma atriz subversiva, original e cheia de humor, qualidades essenciais para uma grande atriz. Ela está fazendo uma ótima transição de ícone pop para uma ótima atriz.

Você tem cara de estrangeiro, de “gringo”. Mas deve ter algum gosto bem tupiniquim. Qual seria?

Sou inteiro tupiniquim apesar da estampa. Adoro morar no Rio, acho incrível a maneira como os cariocas aproveitam a cidade e o humor cheio de comentários cotidianos do carioca. Andar de bicicleta na orla, tomar banho de mar a noite, feijoada, caipirinha, ensaio da Mangueira. Pareço um gringo falando, mas sou um brasileiro apaixonado. Isto sem falar em grandes nomes daqui como Cartola, Noel Rosa, Pixinguinha, Tom Jobim, etc…

Você sempre quis ser ator ou tinha outras pretensões profissionais?

Primeiro queria ser santo, era uma criança super religiosa, achava que isto era possível. Depois queria ser caminhoneiro, adorava o seriado “Carga Pesada”. Aos dez anos, encontrei um álbum da minha mãe, com fotos autografadas que ela colecionou do tempo em que morava nos Estados Unidos. Tinha de James Cagney a Frank Sinatra e resolvi que queria ser ator. Mas queria ser um ator de cinema americano dos anos 1940. Quando descobri que era impossível, descobri o teatro, que me salvou da minha primeira decepção.

Tem algum ator ou atriz que você admira, que é seu ídolo na carreira?

Fernanda Montenegro, Paulo Autran, com seu amor imenso pelo teatro, e Denise Stoklos foram os meus ídolos desde criança.

Vi que em algumas entrevistas suas você assumiu ir a cartomantes. Desde quando você tem esse costume e porque começou a freqüentar?

Freqüentava quando era garoto, impulsionado por uma imensa ansiedade juvenil. Mas esta fase passou, apesar de a ansiedade ter permanecido, mas agora não juvenil, muito mais destruidora, daquelas que cartomante nenhuma consegue aplacar.

Alguma delas já acertou as previsões?

Sim!!!!!!!!!

Imagem: Reprodução/TV Globo

“Da Cor do Pecado” foi seu primeiro trabalho em novelas e por lá você também deu vida a um vilão. Você prefere interpretar esse tipo de personagem?

Tenho tido a sorte de receber personagens complexos. Vilões normalmente são complexos, geralmente são compelidos por sentimentos avassaladores e tortos. Prefiro personagens assim, detesto trabalhar em fogo baixo. Adoraria jantar com meus adoráveis personagens em crise, seria uma noite divertida. Este é um bom termômetro para aceitar um personagem, ver se ele se encaixa bem nesta mesa.

Você fez um incrível trabalho na minissérie “Queridos Amigos”, de Maria Adelaide Amaral. Seu personagem, o Benny, era gay e uma pessoa difícil de lidar. Como foi para você fazer um personagem tão cheio de nuances? Se inspirou em alguém?

Obrigado. Realmente o Benny era muito complexo, provocador, ácido, indigesto e profundo humanista, tudo ao mesmo tempo. A Maria Adelaide construiu os personagens com a somatória de vários de seus amigos pessoais. Um dos vários que compunham o Benny era o Caio Fernando Abreu. Mergulhei na literatura dele, que adorava quando era  garoto. Foi ótimo reencontrá-lo.

Você é uma pessoa super discreta e que não aparece envolvido em boatos e fofocas. Mas já aconteceu com você de um fotógrafo mais abusadinho te seguir para fotografar ou algo semelhante? Você sofre muito assédio?

O que foi muito engraçado uma vez foi ter reunido um pequeno grupo de amigos para comemorar meu aniversário na minha casa e ver um grupo de paparazzi na calçada em frente. Até hoje é um mistério como eles ficaram sabendo.

Como está sua vida amorosa? Namorando ou solteiro?

Vivendo o amor. Por convicção.

Quais seus planos profissionais agora que saiu da novela?

Volto a trabalhar com minha companhia de teatro. Vamos para o Festival de Bogotá com “Avenida Dropsie”, volto em cartaz com “A Vida é Cheia de Som e Fúria” comemorando dez anos da montagem e talvez um novo espetáculo ainda este ano. Fui convidado também pelo Pedro Brício para fazer o novo texto dele, que é maravilhoso.

Qual o maior sonho que deseja realizar na profissão?

Continuar trabalhando com entusiasmo e vitalidade até o fim da vida, como o Paulo Autran. E que o fim demore.

O que Você Achou ?

ctv

Entrevista feita por : PRISCILLA AURELIA
Supervisão de Texto : Jhonatas Ricardo ## CTV ##

4 Responses to Entrevista com Guilherme Weber

  1. CAPETA EM FORMA DE GENTE. says:

    TIRA ESSA PORCARIA AI DA RECOPIA! LIXO PURO.

  2. jose barbosa says:

    ESSES LEGENDARIOS VAI SER UM FRACASSO,,KKKK NEM COM DIVULGAÇÃO ISSO VAI DAR IBOPE…

  3. jose barbosa says:

    PROGRAMAÇÃO DA RECORD É PODRE..SÓ PARA OS LIXOS…

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