2010/11/30
por Gesiel Ezio


Os pontos de audiência conquistados pelas emissoras de TV com a exibição de cenas de sexo e de violência podem representar uma miragem para o mercado publicitário. O alerta foi dado por uma pesquisa da Universidade de Iowa (EUA).
O estudo detectou uma dupla ação das chamadas “telas quentes”: ao mesmo tempo que atraem mais telespectadores, elas inibem a memória do público na hora do intervalo comercial. Segundo o professor Brad Bushman, coordenador da pesquisa Violence and Sex Impair Memory for Television Ads (Violência e Sexo Prejudicam a Memória para Anúncios de Televisão), “as propagandas veiculadas em programas sem sexo e sem violência, o que chamamos de ‘neutros’, têm mais ‘recall’ do que os exibidos no intervalo de filmes e seriados com esses elementos”.
A pesquisa constatou que telespectadores dos programas neutros se lembram 67% mais dos comerciais exibidos durante a programação do que aqueles que vêem programas com conteúdo violento e sexual. A mesma sondagem feita 24 horas depois concluiu que telespectadores de programas neutros se recordam 60% mais do que os outros. Conclusão: violência e sexo certamente têm mais audiência, mas não vendem. Trata-se de um recurso antiético e comercialmente incompetente.
O trabalho faz parte de um amplo estudo de Bushman sobre a qualidade da programação. Na pesquisa anterior, o professor concluiu que a repercussão social desses conteúdos não é apenas negativa para anunciantes, mas para a sociedade. “A violência na TV contribui para o aumento da violência e o sexo amplia as atitudes agressivas em relação ao amor, ao próprio sexo e estimula a promiscuidade”, sublinha. O pesquisador acredita que o resultado de seu estudo também deve promover uma revisão na percepção do mercado publicitário, acostumado a valorizar os pontos no Ibope para anunciar. “Isso é uma falácia. Mais do que uma grande audiência, o importante é que os produtos sejam memorizados pelo público. E isso não ocorre”, conclui Bushman. Quer dizer, programa de mulher pelada ou de violência gratuita pode produzir descargas de adrenalina, mas não é o melhor espaço para a promoção de anúncios publicitários.
A pesquisa do professor Bushman não é inédita, mas é séria, fundamentada e completa. Vale, sem dúvida, uma reflexão. Se quisermos uma TV de qualidade, precisamos separar o exercício da liberdade de expressão da prática do entretenimento mundo-cão. Como salientou Arnaldo Jabor, há uma liberdade de mercado que produz um ‘mercado da liberdade’. De resto, mesmo que exista uma demanda de vulgaridade, deve-se aceder a ela? Suponhamos que exista um público interessado em abuso sexual de crianças, assassinatos ao vivo, crimes desse tipo. Nem por isso, a TV deveria ter programas especializados em pedofilia e assassinatos. O mercado não é um juiz inapelável. Não se deve atuar à margem dele, mas não se pode sobrevalorizá-lo.
Vejamos televisão, mas não sejamos teledependentes. E, sobretudo, cobremos qualidade. A programação piora quando o exercício da cidadania encolhe. A TV não mudará com anacrônicos apelos ao retorno da censura nem com o pessimismo amargo dos moralistas de sempre. Melhorará, sim, com a crítica racional, fundamentada e bem-intencionada dos que estão de bem com a vida. Você, caro leitor, pode fazer muito.
Chega de brigas entre as emissoras de televisão, Globo tem qualidade na programação mais tem cópia das emissoras americanas, a Record tem sua história de sucesso e qualidade, mais isso foi anos atrás onde a emissora produziu grandes programas de sucesso.Mais… ir hoje? o que ela está se tornando? a cópia de sua principal concorrente, sem identidade própria, criatividade e qualidade? Onde está aquela emissora que o brasileiro gostava de ver
…
Não podemos esquecer do SBT, Band e Rede Tv!, ambas emissoras que se perderam no caminho.
Observação:
Globo – A cópia das emissoras americanas
Record – A cópia da Rede Globo, sem identidade própria
SBT – A emissora do Troca-troca de programação
Band – A emissora do esporte
RedeTv! – A emissora de propagandas e falta de qualidade
É a hora das emissoras buscar sua própria identidade.
Você não acha?
Gesiel Ezio
Redação – CTV!